quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Poderia ficar com paralisia", diz Corey Taylor sobre problema na coluna
quarta-feira, agosto 24, 2016


Em junho deste ano, Corey Taylor anunciou que havia passado por uma cirurgia de emergência em sua coluna. A situação deixou fãs de Slipknot e Stone Sour preocupados, mas o cantor se recuperou bem e está de volta aos palcos.

O caso de Corey Taylor era tão preocupante que ele poderia ter ficado com paralisia caso não tivesse feito a cirurgia. O cantor falou sobre o assunto, em recente entrevista ao Las Vegas Review-Journal.

"Eu me superei com a cirurgia na espinha. Se eu não tivesse pego esse problema, estaria com paralisia hoje em dia. O médico me disse isso há pouco tempo, o que me deixou muito assustado", disse.

O cantor afirmou, também, que se considera uma das pessoas mais sortudas do mundo. "Faço o que sempre quis profissionalmente por quase 18 anos. Tenho crianças lindas, uma vida maravilhosa, uma boa família e isso parece não ser capaz de me limitar", disse.

Veja também:

- Joey Jordison revela que doença grave o tirou do Slipknot

Quer ser o novo guitarrista do Iced Earth?
quarta-feira, agosto 24, 2016


O Iced Earth anunciou, no início desta semana, que não contará mais com o guitarrista Troy Seele em sua formação. O músico, que estava na banda desde 2007, optou por sair para se dedicar à família. Seele cumpre datas até o dia 16 de outubro, quando o quinteto toca no Knotfest, no México.

Com isso, o Iced Earth anunciou que está em busca de um novo guitarrista e que fãs podem enviar gravações em vídeo para audições. Os interessados podem enviar os registros, além de informações de contato, por meio do Dropbox da banda.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Keith Moon: há 70 anos, nascia o excêntrico baterista do The Who
terça-feira, agosto 23, 2016


É comum exaltarmos grandes transgressores dentro do universo artístico, especialmente na música e mais ainda no rock. No entanto, Keith Moon ultrapassou as barreiras do aceitável.

Algumas de suas histórias mostram que Keith Moon não era somente um sujeito divertido, mas alguém com sérios problemas pessoais - tanto que teve uma vida permeada por abusos e morreu justamente quando tentava tratar o alcoolismo.



Nascido em 23 de agosto de 1946, Keith Moon faria, nesta terça-feira (23), 70 anos se estivesse vivo. O problema é que não dá para imaginar Moon chegando nem mesmo aos 50, de acordo com os relatos de sua vida.



Em seus primeiros anos, Keith Moon foi uma criança hiperativa. Sempre gostou de música, mas tinha problemas para se aplicar no aprendizado artístico. Interessou-se, inicialmente, pelo cornetim, considerado um dos instrumentos de sopro mais simplórios. Não conseguiu tocar.

Por volta dos 13 anos, Keith Moon começou a aprender bateria. Ele pegou aulas com Carlo Little, músico que tocou na encarnação inicial dos Rolling Stones. Fã de jazz, Motown e rock, Moon gostava de tocar, mas não tinha muito saco para se aprimorar no instrumento.



Entre seus 16 e 18 anos, Keith Moon rodou por bandas semi-profissionais até fazer um teste para entrar no The Who. A audição foi bizarra: Moon, que havia bebido antes para conter o nervosismo, simplesmente demoliu o kit de bateria enquanto tocava. Quebrou o pedal do bumbo e as peles de algumas partes do instrumento. Ainda assim, foi escolhido para o posto.

O jeito explosivo de Keith Moon tocar bateria também se refletia, desde o início, no comportamento com a banda. O baterista anterior, Doug Sandom, costumava apaziguar os conflitos entre o vocalista Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend. Moon, por outro lado, era do tipo que jogava gasolina no incêndio, pulava para o meio do fogo e ainda levava junto o baixista John Entwistle, com quem tinha "brigas bobas" com frequência.



Na bateria, Keith Moon era genial - justamente por ter sido um músico instintivo. Até hoje, não existiram muitos percussionistas como Moon. Tocava com naturalidade, força e criatividade. Ao invés de adotar um método linear para suas batidas, Moon fazia uma espécie de "ziguezague". Por vezes, era confuso assistir Keith Moon com as baquetas. Mas o som era impecável.



Os problemas comportamentais de Keith Moon, infelizmente, refletiam em sua performance. Quando não estava em turnê, parecia desaprender o que tocava no instrumento, além de ficar facilmente entediado. Sempre que a banda voltava de algum recesso, Moon precisava passar por um processo de reaprendizagem.

A maior parte das pessoas relata que Keith Moon vivia em uma "eterna festa". Quase sempre bêbado ou sob efeito de drogas, Moon era excêntrico a ponto de se desfilar travestido, seja de Marilyn Monroe, padre ou soldado nazista. Sua mansão sempre tinha muitas festas. Chegou a matar, acidentalmente, o próprio motorista, após tentar fugir de um ataque de skinheads.



Fora as questões relacionadas à sua hiperatividade não-tratada, Keith Moon também tinha uma personalidade destrutiva - seja consigo mesmo ou com outras coisas. Fascinado por explosivos, Moon acabava com os vasos sanitários de todos os hotéis pelos quais passava. Não perdoava nem mesmo a própria bateria, por vezes danificada por ele de forma intencional.

Todas essas questões culminaram em um falecimento precoce. Keith Moon morreu aos 32 anos, em 7 de setembro de 1978, justamente quando tratava de seu alcoolismo e quando o The Who voltava aos holofotes, com o bom disco "Who Are You?", lançado no mesmo ano.



No dia anterior, ele foi convidado por Paul McCartney para a pré-estreia do filme "The Buddy Holly Story". Moon e sua namorada, Anette Walter-Lax, jantaram com Paul e sua esposa, Linda McCartney, e foram embora da festa mais cedo.

Keith Moon voltou ao seu apartamento, dormiu e não acordou mais. Ele havia tomado 32 comprimidos de Heminevrin, remédio indicado por seu médico para tratamento de alcoolismo. Moon, evidentemente, exagerou na dose - o laudo do legista apontou que 26 pílulas sequer foram dissolvidas pelo organismo do músico.



Mortes do tipo despertam a curiosidade, não só por envolverem famosos, mas também porque há ocasiões em que overdoses são premeditadas. A teoria de que Keith Moon cometeu suicídio ainda é considerada.

Leitura recomendada:

- The Who: os 45 anos de "Who's Next"

Assista "Reach", novo clipe do Tyketto
terça-feira, agosto 23, 2016


O Tyketto lançou, nesta quarta-feira (23), um novo videoclipe para a música "Reach". A faixa faz parte do álbum de mesmo nome, que chega ao público no dia 14 de outubro.

O novo disco do Tyketto será o primeiro com o guitarrista Chris Green, o tecladista Ged Rylands e o baixista Chris Childs ao lado dos veteranos Danny Vaughn (vocal) e Michael Clayton Arbeeny (bateria).

Assista "Reach":



Veja também:

- 15 bons discos de hard rock da 2ª metade da década de 1990
- Os 50 melhores discos de hard rock do século 21

"Let It Scream", o disco que colocou John Corabi no Mötley Crüe
terça-feira, agosto 23, 2016


The Scream - "Let It Scream"
Lançado em 20 de agosto de 1991

O passado de John Corabi antes de ter entrado para o Mötley Crüe não é de amplo conhecimento, nem mesmo de quem acompanhou a sua carreira a partir desse momento. Dessa forma, nem todos sabem que um de seus melhores trabalhos foi produzido justamente antes do Crüe.

Até o início dos anos 1990, John Corabi era apenas um desconhecido que tentava a vida como músico em Los Angeles, epicentro do hard rock americano. Seu projeto anterior, o Angora, não havia vingado.

Ao mesmo tempo, o Racer X, banda consagrada no segmento virtuoso do metal, entrava em um hiato após Paul Gilbert ter saído do grupo para entrar no Mr. Big. Três dos músicos remanescentes, Bruce Bouillet, John Alderete e Scott Travis, estavam em busca de um vocalista para um novo projeto, chamado de Black Cloud. Foi aí que se cruzaram os destinos de John Corabi e dos demais músicos do Racer X.



O Black Cloud logo se tornou o The Scream, que, em 1990, já começou a tocar um repertório autoral em casas de shows de Los Angeles. Pouco depois, conseguiram um contrato com a HollyWood Records, mas tiveram uma baixa na bateria: Scott Travis deixou a banda para entrar no Judas Priest, onde está até hoje. Walt Woodward III assumiu o posto.

Lançado em 20 de agosto de 1991, "Let It Scream" reflete a linha de som que o hard rock, como um todo, teria seguido se o mercado não tivesse se voltado para o rock alternativo na década de 1990. A pegada oitentista está presente, mas influências de monstros setentistas, como Aerosmith, Mott The Hoople, Led Zeppelin em seus momentos mais explosivos e Rolling Stones, se faz presente por aqui. Com suas devidas diferenças, é o que bandas como Black Crowes, Cinderella (mais tardiamente) e Badlands fizeram nesse mesmo período.

Em sua essência, "Let It Scream" mostra que é possível, sim, unir elementos do hard rock de épocas distintas sem soar deslocado. Músicas como "Outlaw", "I Believe In Me" e "Every Inch A Woman" têm uma pegada festeira, enquanto a densa "Give It Up", a poderosa balada "Father, Mother, Son" e a visceral "I Don't Care" refletem a influência 70s.



Há, ainda, outros momentos que mostram a versatilidade dos envolvidos. Entre as passagens de maior classe do quarteto, estão a country/rockabilly "Never Loved Her Anyway", a excelente "You Are All I Need" - com uma pitada soul de destaque e backing vocals de Ray Gillen e Jeff Martin -, e a irresistível "Tell Me Why", que conta com um inusitado solo de sopro.

Com boas músicas, ótima performance e produção irretocável de Eddie Kramer, "Let It Scream" é um daqueles discos excelentes do começo ao fim. Neste álbum, a peteca não cai em nenhum momento.

"Let It Scream" não se tornou um clássico mainstream, mas apresentou as credenciais da banda para quem acompanhava o rock com mais afinco na época. Caso de Nikki Sixx, que, em entrevista à revista Spin, mencionou o álbum como um dos 10 melhores do ano de 1991.



John Corabi ligou para Nikki Sixx com o intuito de agradecer pela menção, já em 1992. Sem esse telefonema, talvez Corabi não tivesse sido convidado para o Mötley Crüe - ou até teria sido, já que "Let It Scream" foi o fator determinante para colocar o vocalista dentro do Crüe. Sem o convite, o The Scream até poderia ter durado mais tempo, já que um novo álbum, "Takin' It To The Next Level", começava a ser planejado.

No fim das contas, John Corabi entrou para o Mötley Crüe. O segundo álbum do The Scream foi gravado com Billy Fogarty (Dashboard Mary), mas foi engavetado pela gravadora e o projeto acabou ali. A banda mudou o nome para DC-10 e, com Abe Laboriel Jr. (Paul McCartney) na bateria, lançaram algumas músicas de "Takin' It To The Next Level" no disco "Co-Burn". Todo esse material raro lançado após "Let It Scream" está disponível para download gratuito no site do Racer X.

O futuro de John Corabi no Mötley Crüe é de conhecimento geral: apesar do ótimo álbum autointitulado, lançado em 1994, não houve êxito comercial e o vocalista Vince Neil acabou de volta. Uma pena.



John Corabi (vocais, guitarra, violão)
Bruce Bouillet (guitarra, violão)
John Alderete (baixo)
Walt Woodward III (bateria)

Músicos adicionais:
Ray Gillen (backing vocals em 11)
Jeff Martin (backing vocals em 11)
Jimmy Waldo (órgão em 8 e 11)

01. Outlaw
02. I Believe In Me
03. Man In The Moon
04. Father, Mother, Son
05. Give It Up
06. Never Loved Her Anyway
07. Tell Me Why
08. Love’s Got A Hold On Me
09. I Don’t Care
10. Every Inch A Woman
11. You Are All I Need
12. Catch Me If You Can

Veja também:

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Assista "Where Will We Go From Here", novo clipe do Hardline
segunda-feira, agosto 22, 2016


O Hardline lançou um novo videoclipe para a música "Where Will We Go From Here". A faixa fará parte do próximo disco da banda, "Human Nature", que chega ao público no dia 14 de outubro.

Assista "Where Will We Go From Here":



Veja também:

- Novo disco de Axel Rudi Pell destaca voz de Johnny Gioeli e boas composições
- Os 50 melhores discos de hard rock do século 21

Assista "Insane", novo clipe do Korn
segunda-feira, agosto 22, 2016


O Korn lançou, nesta segunda-feira (22), um novo videoclipe para a música "Insane". A faixa faz parte do próximo álbum da banda, "The Serenity Of Suffering", que chegará ao público no dia 21 de outubro.

Assista "Insane":



Veja também:

- Confira um panorama atual das bandas de nu metal
- Opinião: erros e acertos do "dia do metal" no Rock In Rio

Técnicos do "The Voice" americano cantam "Dream On", do Aerosmith; veja vídeo
segunda-feira, agosto 22, 2016


A nova temporada do "The Voice" dos Estados Unidos está chegando. Os novos episódios do reality show musical estreiam no dia 19 de setembro, pela emissora NBC.

Para divulgar a atração musical, os quatro técnicos do "The Voice" se juntaram para fazer uma performance musical. Miley Cyrus, Alicia Keys, Adam Levine e Blake Shelton cantaram "Dream On", clássico do Aerosmith, para promover o reality.

Assista:



Veja também:

- 10 estrangeiros que cantaram músicas brasileiras no "The Voice" de outros países
- Resenha: novo disco de Steven Tyler é menos country e mais agradável do que se pensa
- Reflexões sobre "Rocks" e "Pump", os dois auges do Aerosmith

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Beatles poderiam ter voltado aos palcos, dizem Ringo Starr e Paul McCartney
sexta-feira, agosto 19, 2016


Em 1966, os Beatles chocaram o mundo ao afirmarem que não fariam mais turnês. No entanto, a decisão não era definitiva.

Os dois integrantes dos Beatles ainda vivos, Ringo Starr e Paul McCartney, afirmaram, em entrevista à Mojo, que a banda poderia ter voltado a excursionar novamente. Inclusive, houve uma tentativa, por parte de McCartney, de voltar aos palcos.

"Não foi como se tivéssemos colocado uma coroa de flores na nossa versão ao vivo", disse Ringo Starr, que mencionou o show no topo do prédio da gravadora Apple, em 1969, como uma ocasião em que o grupo mostrou que ainda poderia tocar ao vivo. "Nunca mais saímos em turnê, mas nunca foi algo como "os Beatles estão mortos"", afirmou.

Ringo Starr destacou que Paul McCartney tentou trazer a banda de volta para a estrada. McCartney, que estava próximo a Starr no momento da entrevista, brincou: "mas você não me escutou!". O baterista respondeu, também com bom humor: "eu escutei, foram os outros [que não escutaram]".

Veja também:

- Nasce o primeiro bisneto de Ringo Starr
- Beatles: os 50 anos de "Revolver"
- 10 anos sem Billy Preston, o 'quinto Beatle' e o 'sexto Stone'

"Queriam que eu fosse Zakk Wylde", diz Alex Skolnick sobre período com Ozzy
sexta-feira, agosto 19, 2016


Em recente entrevista ao site Loudwire, Alex Skolnick voltou a comentar sobre a sua passagem como guitarrista da banda de Ozzy Osbourne. O músico ficou na formação somente por um show, que aconteceu em 1995, na Inglaterra.

"Fiz uma jam com Ozzy pela primeira vez. E todos me disseram que Ozzy odeia ensaiar. Disseram: 'ele vai chegar e chamar por uma música. Apenas saiba como tocar a canção. Será uma dessa lista. Não afine. Se seu amplificador fizer barulho, tire. Ele odeia barulho'", disse Alex Skolnick.

Apesar da repulsa de Ozzy Osbourne com relação a ensaios, Alex Skolnick disse que tudo saiu muito bem. "Saiu tudo bem, porque soube que faríamos um show que não foi divulgado. Mas, então, ouvi que a apresentação seria cancelada por conta de um problema que ele teve na garganta", afirmou o músico. O show foi marcado e desmarcado algumas vezes até que, enfim, aconteceu.

Após o show, Alex Skolnick disse que Ozzy Osbourne o parabenizou e contou que ele estava contratado. Toda a equipe cumprimentou Skolnick, exceto uma pessoa: Sharon Osbourne. "Várias dicas estavam aparecendo. Coisas como 'você poderia abaixar a sua guitarra', 'poderia posar dessa forma', entre outros. E eu percebi que ela queria que eu me tornasse Zakk Wylde. Talvez tenham se acostumado com aquela imagem", afirmou.

Veja também:

- Ozzy Osbourne seria tão grande sem seus guitarristas?
- Ao lado de Ozzy, Sharon foi mais importante do que você pensa