sexta-feira, 20 de abril de 2018

Richie Kotzen explica por que deu um tempo do The Winery Dogs
sexta-feira, abril 20, 2018


Em entrevista ao Sofa King Cool (transcrição via Blabbermouth), o vocalista e guitarrista Richie Kotzen voltou a ser questionado sobre o futuro do The Winery Dogs. O supergrupo - que conta com Billy Sheehan no baixo e Mike Portnoy na bateria, além de Kotzen - entrou em hiato para que os envolvidos trabalhassem em outros projetos.

"Fizemos o primeiro disco (autointitulado, de 2013) e foi muito, muito bom. Considerando o que está acontecendo nas vendas de discos, aquele disco foi muito bem. E então, por isso, voltamos para outro ciclo de álbum ('Hot Streak', de 2015). E, depois, achei que faria sentido dar uma pausa", disse Kotzen.

- Richie Kotzen quer retomar o The Winery Dogs

Em seguida, o músico explicou melhor o seu ponto de vista. "Pensei: 'bem, isso funcionou, foi divertido, mas meio que quero voltar a ser Richie por um tempo e fazer o que estava fazendo antes'. E Billy tem uma banda de franquia com o Mr. Big, ainda continuam fazendo ótimas músicas e turnês. E Mike, embora eu esteja certo de que ele ama tocar com o The Winery Dogs, sua habilidade no instrumento e seu estilo, com aquela coisa do rock progressivo, é algo que ele também precisa fazer, porque está em seu sangue - ele precisa fazer aquilo. Então, faz sentido que a gente dê um tempo para fazer o que era feito antes. Mas também faz sentido que, eventualmente, nos reencontremos e façamos algo de novo", afirmou.

Atualmente, Richie Kotzen está em carreira solo - seu último álbum, "Salting Earth", saiu em abril de 2017. Billy Sheehan e Mike Portnoy estão com outro supergrupo - Sons Of Apollo, cujo disco de estreia, "Psychotic Symphony", foi lançado em outubro de 2017.

Zakk Wylde diz que 'audição' no Guns N' Roses foi mais jam do que teste
sexta-feira, abril 20, 2018


O guitarrista Zakk Wylde relembrou, em entrevista ao Eonmusic, o breve período em que tocou com o Guns N' Roses, no ano de 1995. O músico tocaria ao lado do também guitarrista Slash, na vaga deixada por Gilby Clarke - e que acabaria ocupada por Paul Tobias.

Durante o bate-papo, Zakk Wylde negou que tenha passado por uma audição para integrar o Guns N' Roses. "Apenas fui fazer uma jam com os caras. Não era nem mesmo uma audição naquele ponto. Jimmy Page não faz teste para os Rolling Stones. Seria como: 'Jimmy, quer vir e tocar conosco?'. 'Sim, ok, sem problemas'. Então, foi mais dessa forma - apenas um monte de palhaços se juntando e tocando", afirmou.

Por onde anda o Guns N' Roses que tocou no Rock In Rio 2001?

As jams ganharam um caráter mais sério após serem registradas demos com Slash, o vocalista Axl Rose, o baixista Duff McKagan e o tecladista Dizzy Reed. "Improvisamos um monte de coisas. Fizemos demos e coisas do tipo na casa de Duff, no estúdio. Só tínhamos um monte de riffs e coisas assim, mas nada estava acontecendo, estava no limbo", disse Wylde.

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

De família a vocais: Richie Sambora lista motivos para ter deixado o Bon Jovi
quinta-feira, abril 19, 2018


Em entrevista à Rolling Stone, o guitarrista Richie Sambora voltou a destacar os fatores que o fizeram deixar o Bon Jovi, em 2013 - ele fez um breve show com a banda durante a cerimônia do Rock And Roll Hall Of Fame, mas não voltou, de fato, à banda. Apesar de sua saída, o músico também disse que deixa as portas abertas para um retorno, ainda que não seja imediato.

Sobre a sua saída, Richie Sambora explicou que "apenas estava na hora de parar um pouco". "Estar em uma grande organização, com turnês de 16 meses e meio. A última turnê que fiz com a banda era de 18 meses e meio. Você perde muito de sua vida, cara", afirmou.

Com Riche Sambora e Alec John Such, Bon Jovi entra para o Rock Hall

Em seguida, Sambora explicou o que estava perdendo em sua vida. "Você chega em casa: as m*rdas mudaram. Divórcio, nascimento, morte. Altos e baixos da vida normal. Pequenas tragédias. Amor, alegria. Você perde todas essas coisas várias vezes em seu modo de incubação. Como disse, não éramos uma banda que tirava muito tempo de férias. Minha filha precisava de mim naquela época, meu pai estava morrendo de câncer, eu estava no meio de um divórcio de m*rda e arrebentei meu ombro", disse.

Dessa forma, o guitarrista entendeu que o universo estava dizendo a ele para dar uma pausa. E, em seu hiato, ele descobriu outra necessidade artística. "Precisava fazer algo diferente e, francamente, queria cantar! Queria ser um cantor principal. Em muitas bandas que estive antes, eu era o cantor principal e senti falta disso, e estava na hora naquele ponto", afirmou.

Apesar de se declarar feliz fora do Bon Jovi, Richie Sambora não negaria um retorno à banda, desde que não seja por agora. "Nunca se diz 'nunca'. Não está em nenhum plano imediato, com certeza. Realmente quero tirar o RSO do papel. Estou me divertindo", disse, sobre o projeto montado com sua namorada, a também guitarrista Orianthi.

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Viper fala sobre fase de ouro, Viper Day, erros e futuro em entrevista exclusiva
quinta-feira, abril 19, 2018


Cada vez mais estabelecido na agenda fixa do heavy metal brasileiro, o Viper Day, evento que celebra a carreira e o legado do Viper, chega à sua quarta edição nesta sexta-feira (20), às 22h, no Manifesto Bar de São Paulo (SP). O “dia do Viper” é promovido, anualmente, sempre em abril – mês em que a banda fez seu primeiro show, no Lira Paulistana, em 1985.

Desta vez, o Viper celebrará, em seu Viper Day, o 25° aniversário do álbum ao vivo “Maniacs In Japan”, que capta um show da turnê feita para promover o full-length “Evolution”, de 1992. A performance presente em “Maniacs In Japan” ocorreu no Club Cittá, em Tóquio, Japão, no dia 18 de abril de 1993. Naquele ano, o registro chegou a público e confirmou a boa fase vivida pelo grupo, que já não contava com Andre Matos nos vocais – a formação era composta por Pit Passarell no vocal e baixo, Yves Passarell e Felipe Machado nas guitarras e Renato Graccia na bateria.

“O Viper Day foi algo que inventei para ter certeza de que, pelo menos, teria um evento do Viper por ano”, disse, aos risos, Felipe Machado, em entrevista exclusiva ao Whiplash.Net. “Falo brincando, mas é um jeito de reunir os amigos e a própria banda, que, ultimamente, não tem tido uma carreira muito estável, de estar 100% na ativa. Então, o Viper Day é uma maneira de celebrar a maneira do Viper, reunir os amigos e tocar junto”, completou.

Veja, abaixo, um vídeo do Viper Day de 2017, que celebrou os 25 anos de “Evolution”.



A formação atual do Viper mantém seus dois cabeças dos tempos “áureos”: Pit Passarell e Felipe Machado. Os demais músicos, agora, são o guitarrista Hugo Mariutti, o baterista Guilherme Martin e o vocalista Leandro Caçoilo, que, também em entrevista ao Whiplash.Net, demonstrou empolgação por integrar uma banda da qual é fã desde os tempos de “Maniacs In Japan”. “O ‘Maniacs In Japan’ foi um dos discos que me fez gostar do Viper. Conheci o Viper a partir do ‘Evolution’, pela MTV, junto do Angra, no começo dos anos 1990. Eu também ouvia o ‘Backstage’, aí o Vitão Bonesso falou que iria passar o show gravado no Japão e meu irmão e eu ficamos loucos, gravamos esse show em fita. E, putz, aí hoje estou na banda fazendo um show sobre esse CD que me marcou tanto”, disse.

Em seu “dia”, o Viper promete fazer uma verdadeira festa em homenagem à sua trajetória e ao heavy metal brasileiro, pois vários convidados subirão ao palco. Entre as participações anunciadas, estão: Marielle Loyola e Isa Nielsen, vocalista e guitarrista do Volkana, banda que tocou bastante com o Viper na década de 1990; os membros do Vírus, citado como grande influência para o Viper no início da carreira; Renato Graccia e Ricardo Bocci, respectivamente ex-baterista e ex-vocalista do grupo; e o baixista Luis Mariutti, ex-Angra e Shaman, que está em carreira solo atualmente e é irmão de Hugo Mariutti.

“Por várias razões, é uma participação muito esperada (a de Luis Mariutti). O Luis não é um baixista qualquer: ele tem uma história, um nome, uma carreira super respeitada que admiramos muito. Além disso, o Pit tem participado muito como vocal, toca violão e guitarra, então, ter o Luis em algumas músicas será legal”, afirmou Felipe Machado, que disse, ainda, não ter confirmação de Andre Matos e Yves Passarell, respectivamente ex-vocalista e ex-guitarrista do Viper. “Estou tentando”, afirmou Machado, aos risos.

Como será o show no Viper Day

Além das participações, o Viper já sabe como será, em termos de repertório, o show do Viper Day. “Vamos tocar o disco (‘Maniacs In Japan’) na íntegra, mas não na sequência. Mudamos um pouco porque, senão, ficaria muito parecido com o que tocamos no Viper Day ano passado. Então, invertemos algumas coisas”, afirmou Leandro Caçoilo.



O repertório do “Maniacs In Japan” é composto por sete faixas de “Evolution” (“Coming From The Inside”, “Dead Light”, “Evolution”, “Rebel Maniac”, “Still The Same” e “The Shelter”), uma dp EP “Vipera Sapiens”, de 1992 (“Acid Heart”); três do “Theatre of Fate”, de 1989 (“A Cry from the Edge”, “Living for the Night” e “To Live Again”); uma do “Soldiers of Sunrise”, de 1987 (“Knights of Destruction”) e três covers (“We Will Rock You”, do Queen; “Não Quero Dinheiro”, de Tim Maia; e “I Wanna Be Sedated”, dos Ramones).

O auge dos maníacos

Pode não parecer, mas o auge do Viper, em termos comerciais, aconteceu na época que rendeu o álbum “Evolution” e o ao vivo “Maniacs In Japan”, e não no fim da década de 1980, com Andre Matos nos vocais.  “Acho que o Viper foi a primeira banda brasileira – até mesmo antes do Sepultura – a ter um nome grande no Japão. Depois, o Sepultura foi para lá várias vezes, o Angra apareceu e essas se tornaram bandas grandes no Japão e no mundo inteiro. Mas essa ligação do Viper com o Japão foi muito importante para a banda, porque foi a primeira faísca a tornar o Viper uma banda internacional”, afirmou Felipe Machado.

Vale destacar, no entanto, que os trabalhos anteriores com Andre – “Soldiers of Sunrise” e “Theatre of Fate” – ajudaram muito a lançar o Viper no Japão. “O grande momento da carreira do Viper, por mais estranho que pareça para alguns, foi na fase do Pit. São praticamente duas bandas, quase com a mesma formação, mas costumo brincar que a gente fez o contrário do Iron Maiden: tiramos o Bruce (Dickinson) e colocamos o Paul Di’Anno”, disse o guitarrista, em tom de brincadeira. “A carreira internacional do Viper começou graças a um disco que tinha o Andre, mas tomou mais força quando o Pit virou vocalista”, completou.



Até Leandro Caçoilo, hoje no vocal do Viper, começou a gostar do Viper quando Pit Passarell era o frontman. “Gosto pra caramba da fase do Andre, mas conheci o Viper após o Andre, com o Pit nos vocais. O ‘Theatre Of Fate’ é um baita disco, maravilhoso para a época. E eu não sabia que o Andre tinha cantado no Viper na época que conheci a banda. Eu conheci, na mesma época, o Dr. Sin, o Viper e o Angra por causa da MTV”, afirmou.

O relançamento de “Vipera Sapiens”

Outra novidade a acontecer no Viper Day é o anúncio da data em que o EP “Vipera Sapiens”, com músicas gravadas na Alemanha durante as sessões do “Evolution”, será relançado. O registro foi divulgado no Japão, durante a turnê que originou “Maniacs In Japan”, mas nunca havia chegado ao Brasil. Agora, o Wikimetal preparou uma edição comemorativa, em CD e formato digital, com mais de 10 faixas bônus.



“O EP deve sair ainda no primeiro semestre, mas não posso falar a data porque ainda não sei, mas será anunciada no Viper Day. Ele virá com várias bônus, demos, como nos outros relançamentos. E devemos ter outra festa para comemorar o lançamento”, contou Felipe Machado, que revelou, ainda, que a ideia é relançar todos os discos do Viper no formato digipack. “Já relançamos o ‘Soldiers of Sunrise’, ‘Theatre of Fate’ e ‘Evolution’. Agora, vem o 'Vipera Sapiens' e vamos ver se conseguimos relançar o ao vivo, quem sabe o ‘Coma Rage’ (1995), mas o próximo é o ‘Vipera Sapiens’. Inclusive, já comecei a participar da masterização”, afirmou.

Bom momento acabou rápido

Ao ser questionado sobre o futuro do Viper após “Maniacs In Japan”, Felipe Machado se mostra consciente de que “coisas loucas” foram feitas na carreira da banda. O sucessor de estúdio de “Evolution”, “Coma Rage”, saiu com uma pegada mais orientada ao punk – “algo bem Los Angeles, por ter sido gravado por lá” – e a repercussão já não foi a mesma do disco anterior. O distanciamento definitivo ocorreu com “Tem Pra Todo Mundo” (1996), gravado com letras em português e de sonoridade mais próxima ao pop rock.

“Fizemos uma turnê muito grande do ‘Coma Rage’ no Brasil, tocando com bandas como Raimundos. O rock brasileiro estava se renovando e pensamos em virar uma banda brasileira. Acabávamos de sair de uma gravadora gringa, a Roadrunner, e tivemos uma proposta para uma gravadora internacional, mas com foco grande no Brasil, que era a Castle. Achamos que seria a hora de uma mudança”, disse Machado. “Sentimos algo estranho como chegar em Manaus ou na Bahia e cantar em inglês. As pessoas estão na frente do palco e, aí, você canta em inglês. Começou a nos incomodar nesse sentido. E tinha bandas legais fazendo música em português naquele período, como o Raimundos, Charlie Brown Jr, Chico Science... eram de outros estilos, mas tinham letras em português e as pessoas entendiam na hora. Enquanto isso, estávamos cantando em inglês, ‘everybody everybody’. Não fazia sentido”, completou.



No entanto, já em um contexto comercial, “Tem Pra Todo Mundo” foi lançado em um momento ingrato, embora, segundo Machado, tenha bons momentos. “Ele tem músicas boas, mas eu o acho um pouco mal gravado. Faria diferente algumas coisas, mas tem músicas legais, como a ‘8 de Abril’, que tem uma letra do c*ralho do Pit – justamente por isso, foi chamado para colaborar com várias músicas do Capital Inicial. Ele também compõe muito bem em português. Gravamos no Rio de Janeiro, com participação do pessoal da Legião Urbana, de quem éramos próximos na época. O disco saiu quando Renato Russo havia acabado de morrer e isso pressionou mais as bandas. Daí, o disco sai, o clipe vai para o primeiro lugar nas paradas da MTV e nas rádios... aí a gravadora alega falência. Aí, f*deu, né? Então, tudo isso contribuiu. Se o disco tivesse sido um grande sucesso, com o destaque que achamos que ele merecia, talvez, nem tivéssemos essa conversa, porque teria sido uma decisão boa”, disse.

No fim das contas, a decisão de fazer músicas em português não se mostrou acertada: “Tem Pra Todo Mundo” não agradou e o Viper encerrou suas atividades em meio a problemas internos. “Olhando agora, acho que (o álbum) foi um puta erro (risos). Deveríamos ter lançado um projeto paralelo, chamar de Víbora, sei lá (risos). Mas nunca fomos de ‘meias-decisões’, sempre fomos muito corajosos, para o bem e para o mal. Em termos de carreira, não foi uma boa decisão e sofremos com isso, mas tivemos outro problema em seguida: a gravadora que lançou o disco em português acabou por falir, daí entrou uma disputa judicial e foi justamente quando a banda parou”, afirmou.



Apesar da rejeição e do fim do Viper, o guitarrista destacou que não se arrepende de ter lançado “Tem Pra Todo Mundo”. “Às vezes, você toma algumas decisões que você se arrepende e, com outra cabeça, com mais experiência, pensa que poderia ter tomado outra decisão. Mas não me arrependo dessas coisas, porque foram importantes para nós, como pessoas. Pelo ponto de vista na carreira, o disco em português foi um erro, mas, na hora, parecia uma ideia legal, algo diferente”, disse.

Futuro

Após ter encerrado suas atividades em 1996, o Viper voltou em 2004, gravou “All My Life” (2007) com Ricardo Bocci nos vocais, entrou em hiato a partir de 2009 e retomou suas atividades, de vez, em 2012, em uma turnê comemorativa com Andre Matos nos vocais. A tour com Matos chegou ao fim e, em 2017, Leandro Caçoilo foi efetivado na vaga. Desde então, pouco foi feito pela banda.

Caçoilo entende que, hoje, o Viper seja capaz de lançar material novo em grande estilo. “Acho que gravar algo inédito puxaria muito uma turnê de uma banda como o Viper. Sou novo na banda, mas quero ter um material com o Viper, porque respeito muito e, acima de tudo, sou fã. O Viper já fez uma turnê grande com o Andre Matos, com os dois primeiros discos, e acho que eles puxaram tudo possível com isso. Agora, é o momento para se olhar para a frente e enxergar o novo”, afirmou.

O vocalista contou, ainda, que fez duas músicas com Pit Passarell e entregou uma pré-produção aos demais integrantes. “Não depende mais de mim, mas, tudo com muita calma, pois ninguém mais depende da banda. Então, é preciso ter certeza do que se fazer. Vou forçar bastante para lançarmos pelo menos um single, para testar isso aí. É uma banda muito importante, icônica, que tem um passado glorioso, mas tem que lembrar que ninguém vive só de passado”, disse. “Não estamos mais na época de ouro, com investimento muito grande das gravadoras, mas acho que, com boa música, conseguimos fazer um esquema especial”, completou.

Um pouco menos empolgado, Felipe Machado afirma que se deve pensar melhor antes de fazer algo com o Viper. “O Leandro está super ansioso para gravar coisa nova e eu o entendo. Ele entrou na banda e, desde então, fizemos poucos shows, sempre celebrando material antigo. Estamos em uma fase difícil para sentar e compor algo novo, mas insisto em fazer o Viper Day até para jogar uma pilha em todos. Não quero te prometer música nova, mas acho que é possível. Temos um cara com sangue novo chegando agora, que é o Leandro. O Pit está em uma fase onde a gente nunca sabe direito o que se passa na cabeça dele (risos), mas, se a gente sentar e ele tiver boas ideias de música, sai coisa nova”, pontuou.

Os planos mais concretos do Viper para os próximos meses estão ligados à estrada, segundo Machado. “Após o Viper Day, vamos fazer alguns shows. Estamos marcando datas, já temos uma no interior de São Paulo já em maio, além de Brasília, fora de São Paulo... os shows vão rolar. Por enquanto, será com material antigo do Viper, mas quem sabe não saem coisas novas? Em 2007, quando nos reunimos para alguns shows, acabou gerando o ‘All My Life’, que é um disco com músicas bem legais. E acabamos tocando, fazendo turnês, mas não tocamos fora, só no Paraguai e Argentina. Mas ele foi resultado desses encontros. Então, quem sabe a gente não faça um ‘All My Life 2’?”, concluiu.

Enquanto o Viper não retoma suas atividades de forma integral, os integrantes se dedicam a projetos dentro e fora da música. Além de jornalista e escritor, Felipe Machado lançou, em 2015, o álbum “FM Solo”, feito com Val Santos. “É bem diferente do Viper, mas deu para colocar várias influências de outras áreas”, contou. Já Pit Passarell tem um projeto chamado Los Dos Perdidos Guilherme Martin toca no Toy Shop, Hugo Mariutti conduz uma carreira solo mais orientado ao britpop e Leandro Caçoilo é vocalista das bandas Caravellus, Seventh Seal, Endust, Sancti, Heartshine e Dirty Dogs – a última, um projeto que faz shows-tributo ao heavy metal tradicional.

Serviço – 4º Viper Day, 25 anos de “Maniacs in Japan”
Quando: 20 de abril, às 22h
Onde: Manifesto Bar – Rua Iguatemi, 36C – Itaim – São Paulo (SP)
Ingressos antecipados: Ticket Brasil – www.ticketbrasil.com.br
Mais informações: www.manifestobar.com.br / Wikimetal Music – www.wikimetal.com.br

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Com “várias do Stratovarius”, duo Kotipelto & Liimatainen faz shows no Brasil
quarta-feira, abril 18, 2018


Timo Kotipelto e Jani Liimatainen são donos de carreiras consolidadas no power metal. O primeiro é a voz do Stratovarius, uma das bandas mais populares do segmento europeu do estilo, enquanto o segundo foi guitarrista do Sonata Arctica, outro grupo que é visto como referência do gênero, entre os anos de 1999 e 2007. Juntos, Timo e Jani trabalham no Cain’s Offering, mas eles também protagonizam um projeto curioso: o duo Kotipelto & Liimatainen, que roda o mundo com shows acústicos. Bem intimistas, as performances reúnem versões de músicas do Stratovarius, Sonata Arctica, Cain’s Offering, Kotipelto (solo) e covers de bandas como Iron Maiden, Dio, Deep Purple e Europe.

A dupla virá ao Brasil, neste mês, para uma série de quatro shows, no Rio de Janeiro (18/4), São Paulo (19/4), Limeira (20/4) e Porto Alegre (21/4). As apresentações fazem parte da turnê do duo na América Latina, que conta com mais de 25 datas em países como Argentina, Uruguai, Peru, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e México. E, em entrevista exclusiva ao Whiplash.Net, o vocalista Timo Kotipelto comentou sobre a expectativa para a tour do Kotipelto & Liimatainen, contou como é a preparação para as performances acústicas e falou, até, sobre os planos futuros para o Stratovarius.



Timo Kotipelto é amigo de Jani Liimatainen há bastante tempo e todos sabem disso – não só por conta do Cain's Offering, mas também por suas participações em alguns registros do Sonata Arctica. E o início do projeto ocorreu de forma natural, devido à amizade entre os dois. “Tudo começou há 10 anos, quando estávamos gravando os vocais para o primeiro álbum do Cain’s Offering. Fui perguntado por uma agência de booking se eu gostaria de fazer um show acústico. Então, perguntei a Jani se ele gostaria de tocar violão. E ele aceitou. Foi muito divertido e, desde então, temos feito centenas de shows juntos”, afirmou.

O projeto Kotipelto & Liimatainen começou apenas com shows e, só depois de algum tempo, um CD foi gravado, a pedido dos fãs – o álbum, intitulado “Blackoustic”, saiu em 2012. “Vimos pessoas gravando os shows completos, com algumas gravando só áudio, e eu as perguntei por que estavam gravando. Disseram que haviam gostado tanto das nossas versões que queriam ouvir em casa também. E nos perguntaram: ‘por que não gravam um álbum?’. Pensamos sobre isso por alguns meses e decidimos fazê-lo. Além disso, queríamos fazer algo diferente. Não há muitas pessoas no cenário do metal que queiram gravar um álbum acústico em duo”, contou Kotipelto.

O vocalista contou que não é fácil escolher as músicas para o repertório, que contempla canções das carreiras de ambos os músicos aliadas a alguns covers de outros artistas. “Tentamos tantas músicas e muitas delas apenas não funcionam com apenas um violão. Leva tempo e muitas tentativas para encontrar aquelas para se tocar ao vivo. Nosso repertório muda um pouco todo ano, mas não muito. Há muitas músicas que queremos tocar em todos os shows”, disse.

Brasil, o início da tour

Timo Kotipelto está habituado a vir ao Brasil, principalmente com o Stratovarius. E o cantor não poupou elogios ao país. “O Brasil sempre foi um país muito especial para mim. Tenho alguns bons amigos vivendo no país e estou feliz por voltar! Os fãs brasileiros estão entre os mais barulhentos e loucos de todo o mundo e sempre me trataram de forma gentil”, disse.



O cantor destacou que os primeiros shows da atual turnê do Kotipelto & Liimatainen serão no Brasil e contou como o repertório está sendo planejado. “Penso que há uma empolgação extra para nós também. Nosso plano é tocar várias músicas do Stratovarius, algumas do Kotipelto, talvez Cain’s Offering, talvez uma do Sonata Arctica e alguns covers cuidadosamente escolhidos”, afirmou.

Diferenças entre show acústico e com banda

Há distinções peculiares entre shows feitos com bandas completas e em formato acústico. A situação é ainda mais curiosa quando se compara performances de grupos de heavy metal, onde, habitualmente, há muito volume e as guitarras são bem distorcidas.

Timo Kotipelto reconhece que os shows com o Kotipelto & Liimatainen são mais intimistas, comparado aos shows feitos com uma banda completa. “Shows acústicos são mais delicados, apenas porque há menos sons no ar”, disse.



Embora seja necessário ter mais cuidado, há vantagens consideráveis no formato acústico. “É mais fácil comunicar-se com as pessoas na plateia. Especialmente na Finlândia, onde não há barreira linguística, nós brincamos muito – na maioria das vezes, sobre nós mesmos. Considero shows acústicos como noites muito especiais. Há apenas dois no palco, mas, muito frequentemente, o show é próximo ao de uma banda tocando, especialmente quando os fãs estão cantando as músicas junto”, afirmou.

Futuro do Stratovarius, Cain’s Offering e duo

Durante a entrevista, foi possível perceber que Timo Kotipelto é um cara de muitos planos, ainda que não tenha tempo para concretizá-los no geral. Ele gostaria de gravar um segundo álbum com o Kotipelto & Liimatainen, bem como voltar ao estúdio com o Cain’s Offering, no entanto, ainda não houve brecha para trabalhar nisso.

“Quando gravamos o ‘Blackoustic’, estávamos pensando em fazer apenas um disco e só. Agora, os fãs já estão perguntando por um segundo. Basicamente, já temos músicas diferentes em nosso repertório ao vivo se comparado à época de nosso primeiro álbum. Então, podemos gravar mais um. Jani tem algumas ideias para o próximo álbum do Cain’s Offering. Não temos muito tempo nesse ano, mas podemos considerar gravar com o Cain’s Offering ou Blackoustic no próximo ano, se sobrar tempo”, disse.

Como esperado, a prioridade de Timo para 2018, após a turnê do Kotipelto & Liimatainen, é o Stratovarius. “Nesse momento, estamos compondo músicas novas. Terei uma pausa de seis semanas, por conta da turnê com o duo. Mas, talvez, eu possa começar a cantar em algumas demos durante o verão (inverno no Hemisfério Sul). O plano é gravar o álbum neste ano e lançar no começo de 2019. Temos caras muito talentosos na atual formação e é muito fácil trabalhar com eles, especialmente quando tocamos ao vivo! Também faremos um mês de turnê na Europa, em outubro, com Tarja Turunen, que vai tocar com sua própria banda, então, esse ano está um pouco cheio para mim”, afirmou.

Serviço - Kotipelto & Liimatainen - Blackoustic

Rio de Janeiro/RJ
Data: 18 de abril de 2018 (quarta)
Local: Teatro Odisseia
Endereço: Avenida Mem de Sá, 66
Horário: 21h (a casa abre 19h30)
Ingressos: a partir de R$ 90
Venda: www.clubedoingresso.com/kotipeltoandliimatainen-rj
Realização: MGB Entertainment‎

São Paulo/SP
Data: 19 de abril de 2018 (quinta)
Local: Manifesto Bar
Endereço: Rua Iguatemi, 36 – Itaim Bibi
Horário: 21h (a casa abre as 19h)
Ingressos: a partir de R$ 90
Venda: www.clubedoingresso.com/kotipeltoandliimatainen-sp
Realização: EV7 Live

Limeira/SP
Data: 20 de abril de 2018 (sexta)
Local: Bar da Montanha
Horário: 21h
Ingressos: R$ 88
Venda: www.circleofinfinityproducoes.com/blackoustic-tour-2018-kotipelto-liimatainen-em-limeira
Realização: Circle of Infinity Produções

Porto Alegre/RS
Data: 21 de abril de 2018 (sábado)
Local: Teatro SESC
Endereço: Av. Alberto Bins, 665
Horário: 20h (a casa abre 19h)
Ingressos: a partir de R$ 70
Venda: ticketbrasil.com.br/show/5607-blackcoustic-portoalegre-rs
Realização: Abstratti Produtora

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Amy Lee diz ter orgulho do sucesso que o Evanescence conquistou
quarta-feira, abril 18, 2018


A vocalista Amy Lee disse, em entrevista ao RTBF (transcrição via Blabbermouth), que tem orgulho do sucesso conquistado pelo Evanescence. A banda despontou para o mundo logo com seu primeiro álbum, "Fallen" (2003), e manteve o êxito comercial com o disco sucessor, "The Open Door" (2006).

"Eu me sinto orgulhosa quando olho para trás. Olho para o passado e vejo meu rosto, especialmente em uma entrevista antiga ou em um show na turnê do 'Fallen', e me vejo como uma criança. Havia morado fora da casa dos meus pais por uns quatro anos. Então vejo e penso: 'uau, foi uma coisa incrivelmente louca de se acontecer'", afirmou.

- Amy Lee fala sobre machismo na indústria musical

Amy Lee destacou que estava fazendo bastante "malabarismo" para poder lidar com a fama ainda tão jovem - ela tinha 21 anos quando "Fallen" foi lançado. "Estava me ajustando emocionalmente, tentando manter a banda junta e toda a maluquice que acompanha isso", disse.

O passado do Evanescence já foi retratado no box set "The Ultimate Collection" e, mais recente, com o registro orquestrado "Synthesis". "É uma bela reflexão da nossa música ao longo da minha carreira, com alguns novos elementos adicionados", disse, sobre "Synthesis".

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Ausência do Judas Priest no Rock Hall enfureceu fãs, diz Rob Halford
quarta-feira, abril 18, 2018


Os fãs de Judas Priest estão "furiosos" com a ausência da banda na classe de 2018 do Rock And Roll Hall Of Fame, cuja cerimônia induziu Bon Jovi, Dire Straits, The Moody Blues, The Cars, Nina Simone e Sister Rosetta Tharpe no último sábado (14). A revelação foi feita pelo vocalista Rob Halford, em entrevista ao Portland Mercury.

O Judas Priest chegou a entrar na lista de votação para os induzidos de 2018, entretanto, ficou de fora dos escolhidos. Questionado se ele havia se sentido "esnobado" pelo Rock Hall, Halford preferiu definir o sentimento com outro termo.

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"Não diria 'esnobado'. (Fiquei) Um pouco 'desapontado'. Para nós, tudo se resume a colocar mais heavy metal nos corredores de lá. Nossos amigos do Metallica estão lá. O Sabbath está lá", afirmou, em menção à ausência de representantes do metal no Hall of Fame - nomes como Iron Maiden e Motörhead, entre outros, também não foram reconhecidos pela instituição até agora.

Em seguida, Halford destacou a irritação dos fãs com a ausência do Judas Priest na indução de 2018. "Nossos fãs estão furiosos! Ainda estão furiosos. É o amor que nossos fãs têm. Amamos muito os nossos fãs. Não teríamos chegado a lugar algum na vida sem o incrível apoio de nossos fãs. Dedos cruzados. Eventualmente, acho que vamos chegar lá", afirmou.

Aerosmith planeja turnê para celebrar 50 anos de banda
quarta-feira, abril 18, 2018


O 50° aniversário de formação do Aerosmith não passará em branco para os integrantes da banda. Em entrevista ao Atlantic City Weekly, o guitarrista Joe Perry afirmou que o próximo ano, de 2019, contará com uma turnê para comemorar meio século de existência do grupo, formado em 1969.

"Acho que, do jeito que as coisas vão indo, vamos tentar e ter calma. Podemos fazer algumas datas one-offs (fora de turnês) - talvez alguns festivais pelos próximos seis ou oito meses. EM 2019, estaremos fechando em nosso 50° aniversário, então, estamos planejando algumas datas e uma turnê para celebrar isso. Agora, estamos voando baixo e finalizando algumas coisas solo antes de começar", disse.

- 'Ricos e preguiçosos', diz produtor Jack Douglas sobre Aerosmith

Apesar de ter lançado um disco solo - "Sweetzerland Manifesto" - em janeiro deste ano, Joe Perry mostrou, em outras entrevistas, estar reticente quanto à ideia de lançar um álbum de inéditas com o Aerosmith. Ou seja: a próxima turnê não deve vir acompanhada de novas canções.

Músicos do Soundgarden tocarão juntos pela 1ª vez desde morte de Cornell
quarta-feira, abril 18, 2018


Kim Thayil e Matt Cameron, respectivamente guitarrista e baterista do Soundgarden, vão tocar juntos pela primeira vez desde a morte de Chris Cornell. O frontman da banda cometeu suicídio em maio do ano passado.

O reencontro entre Kim Thayil e Matt Cameron acontecerá durante um show do MC50, marcado para o dia 8 de junho, no Northside Festival na Dinamarca. Thayil faz parte da banda, enquanto Cameron subirá ao palco como convidado.

O MC50 é um projeto criado pelo guitarrista original do MC5, Wayne Kramer, para celebrar os 50 anos do álbum de estreia da banda, "Kick Out The Jams". Além de Kramer e Thayil, fazem parte do grupo o baterista Brendan Canty (Fugazi) e o baixista Doug Pinnick (King's X), entre outros.

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Paula, do 'BBB 18', não sabia que Ramones era banda: 'achava que era marca'
quarta-feira, abril 18, 2018


Um curiosa declaração de Paula durante seu último dia na casa do 'BBB 18', reality show da TV Globo, na última terça-feira (17), chamou a atenção de fãs de rock em geral. A empresária e atleta afirmou que pensou, por muito tempo, que Ramones era uma marca de roupas e não uma banda.

"Ramones eu fui descobrir que era banda depois de muitos anos com a camiseta, achei que era uma marca. Eu não sabia que era uma banda de rock pauleira, achei que era uma marca. Eu usava no sertanejo para ir dançar, acho que ninguém entendia nada", disse.

Camisetas do Ramones são vendidas em lojas de 'fast fashion', dentro e fora do Brasil, há algum tempo. Por isso, é comum encontrar roupas com a logomarca da icônica banda punk em ambientes pouco ligados ao estilo.

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