quinta-feira, 26 de maio de 2016

Europe: 30 anos de "The Final Countdown"
5/26/2016 10:58:00 AM


Europe: "The Final Countdown"
Lançado em 26 de maio de 1986

O Europe demorou para chegar ao auge, tanto comercial quanto criativo. Em 1985, a banda já havia lançado dois discos, ambos com boa repercussão na Suécia e no Japão. A formação ainda não era a ideal: Tony Leno não era um bom baterista para o grupo e ainda faltava um tecladista, para que o vocalista Joey Tempest não acumulasse duas funções.

O ano de 1985 foi determinante para que o Europe conquistasse a popularidade monstruosa nos anos seguintes. Ian Haughland chegou para assumir as baquetas, Mic Michaeli passou a tocar teclados ao vivo e logo foi integrado à banda e o interesse pela banda aumentou, tanto pelo single "Open Your Heart" quanto pelo hit "Rock The Night", gravado para o filme "On The Loose".



Com tudo isso, o grupo sueco conseguiu um contrato internacional pela Epic Records e começou a gravar o terceiro disco com o produtor Kevin Elson, que já havia trabalhado com o Journey. Lançado em 26 de maio de 1986, "The Final Countdown" foi um estouro comercial. A banda, enfim, conseguiu se estabelecer nos Estados Unidos, o que também trouxe reconhecimento pelo resto do mundo.

Não era para menos: o disco apresenta um desfile de hits. A faixa que dá nome ao álbum, em especial, transcendeu os limites do rock e se transformou em uma das músicas mais fáceis de serem reconhecidas, especialmente pela sua introdução com os teclados. A balada "Carrie" conseguiu algo semelhante e é uma das canções-referência quando se fala da década de 1980.



Outras ótimas músicas, como a já mencionada "Rock The Night", a melódica "Cherokee", a roqueira "On The Loose" e a semi-balada "Time Has Come" se destacam na tracklist.

Para obter um resultado tão satisfatório, foi necessário dar uma atenção especial aos teclados, além de composições que fossem ganchudas o suficiente para agradar o mercado americano sem perder a identidade europeia do quinteto. Fez a diferença a maturidade do grupo enquanto instrumentistas e de Joey Tempest como autor.



O êxito comercial, porém, custou a presença de John Norum na banda. O músico afirmou estar insatisfeito com a atenção que os teclados receberam em "The Final Countdown" e com a nova imagem do Europe enquanto uma atração comercial.

O Europe voltou a gravar ótimos discos, com ou sem John Norum. No entanto, o nível de "The Final Countdown" nunca mais foi atingido.



Joey Tempest (vocal)
John Norum (guitarra)
John Levén (baixo)
Mic Michaeli (teclados)
Ian Haugland (bateria)

1. The Final Countdown
2. Rock the Night
3. Carrie
4. Danger on the Track
5. Ninja
6. Cherokee
7. Time Has Come
8. Heart of Stone
9. On the Loose
10. Love Chaser

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Em entrevista reveladora, Paul McCartney fala sobre John Lennon e alcoolismo
5/25/2016 02:06:00 PM


Quem vê Paul McCartney nos dias de hoje, associa o ex-Beatle ao sucesso praticamente ininterrupto. Na ativa há mais de 50 anos, o músico conseguiu se manter relevante mesmo após o fim dos Beatles e trilhou uma carreira de sucesso, tanto com o Wings quanto solo.

No entanto, engana-se quem pensa que Paul McCartney sempre esteve na crista da onda. Em uma entrevista reveladora à BBC Radio, o músico disse que estava afundado no álcool e quase abandonou a música quando os Beatles se separaram, em 1970. "Eu estava me afastando dos meus amigos, sem saber se continuaria na música", conta.

De acordo com Paul McCartney, a situação só começou a melhorar antes do Wings ter sido formado, no ano seguinte. "Comecei a beber [...] Foi ótimo no início, então de repente eu não estava mais aproveitando. Não estava funcionando. Eu queria retornar e começar do zero, então acabei formando o Wings", afirma.

Apesar de ser liderado por Paul McCartney, já muito respeitado à época, o Wings foi muito criticado em seu início. "Para ser justo, não éramos muito bons. Nós éramos terríveis. Nós sabíamos que Linda não conseguia tocar teclado, mas ela aprendeu e, olhando para trás, fico muito feliz por que nós fizemos", diz.

Paul McCartney acredita que a atitude de continuar com o Wings, formado majoritariamente por músicos pouco conhecidos, foi corajosa. "Poderia ter formado um supergrupo com Eric Clapton, Jimmy Page, John Bonham... mas progredimos. Foi muito divertido", afirma.

Relação com John Lennon

Durante a entrevista, Paul McCartney também falou sobre a relação com seu principal parceiro de composições nos Beatles, John Lennon, assassinado em 1980. Para McCartney, foi importante ter feito as pazes com Lennon antes de ele ter sido assassinado, em 1980. "Fiquei muito grato por nós termos voltado a ficar bem antes da morte dele. Porque teria sido difícil de lidar com isso... bem, foi difícil de todos os jeitos", diz Paul McCartney.

O músico conta, ainda, sobre como concebeu a música "Here Today", escrita sobre John Lennon e lançada em 1982. "Pensei em tudo que nunca disse a ele. Sou muito reservado e não gosto de revelar muito. Por que as pessoas deveriam conhecer meus pensamentos mais íntimos? Mas uma canção é o lugar para apresentá-los. Em Here Today, digo a John que o amo", afirma.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Morte de Nick Menza encerra ciclo prematuro com Megadeth
5/23/2016 08:37:00 PM



Toda morte prematura de artistas que ainda se mantinham ativos interrompe ciclos que ainda não chegaram ao fim. É óbvio. No entanto, dentro do âmbito dos falecimentos inesperados, o caso de Nick Menza surpreende ainda mais.

Era inevitável: em algum momento, Nick Menza se reuniria com o Megadeth. O baterista mais notável que passou pela banda ensaiou um retorno em diversas ocasiões - a mais recente, no fim de 2014. Nunca foi adiante.

Nick Menza estava com 51 anos quando morreu, no último sábado (21), enquanto tocava com o projeto OHM em Los Angeles. Os problemas com tóxicos, especialmente na década de 1990, e a própria idade limitaram um pouco a sua capacidade com as baquetas. Ainda assim, continuava um grande baterista.


Filho do músico de jazz Don Menza, que gravou a trilha de saxofone da música-tema da "Pantera Cor-de-Rosa", Nick nunca escondeu suas influências jazzísticas. Era um grande admirador de Buddy Rich. Antes de entrar para a banda de Dave Mustaine, aos 23 anos, Menza já havia tocado nas bandas Rhoads – liderada por Kelle Rhoads, irmão do icônico Randy Rhoads – e Cold Fire e trabalhado como músico de estúdio, além de ser técnico de bateria de Chuck Behler, no próprio Megadeth.

No Megadeth, Nick Menza entrou como uma luva. Era como um sucessor de Gar Samuelson, responsável por dar uma pitada jazzística à banda, só que bem mais técnico e habilidoso. Mesmo com a liderança de Dave Mustaine sob todos os aspectos, Menza tentou colaborar com algumas composições enquanto esteve no grupo.

A relação conflituosa com Dave Mustaine marcou a passagem de Nick Menza pelo Megadeth. Não poderia ser diferente: Mustaine é (ou era) um sujeito difícil, assim como Menza. As brigas por conta do uso de álcool e drogas e pela divisão dos lucros entre os integrantes da banda eram frequentes.


Apesar disso, até mesmo o frígido Dave Mustaine se arrepende da forma que demitiu Nick Menza. O baterista se recuperava de uma cirurgia para a retirada de um tumor benigno do joelho quando foi informado, por telefone, que estava fora do grupo. Um tratamento frio demais a um músico que ficou dez anos na formação. Jimmy DeGrasso ocupou a vaga de Menza até 2002, quando Mustaine também sofreu com um problema de saúde – no braço – e deu um fim provisório à banda.

Pelo menos em outras duas ocasiões, Nick Menza foi convidado a voltar e chegou a sentar no banquinho da bateria do Megadeth, mas foi dispensado. Em 2004, quando o grupo foi remontado, Dave Mustaine afirmou ter desistido de contar com Menza porque ele não estava “fisicamente apto” para a turnê na sequência. Dez anos depois, em 2014, com o retorno de Marty Friedman também sendo discutido, tudo foi por água abaixo após discussões relacionadas a pagamentos não chegarem a um consenso. Menza alega que a banda queria que ele gravasse o novo disco, que viria a ser “Dystopia”, de graça.


Mesmo com todas as rusgas, a impressão era de que, em algum momento, a formação clássica do Megadeth se reuniria. Especialmente no caso de Nick Menza, a impressão é de que o ciclo foi interrompido de forma prematura. O músico foi demitido em uma situação onde até Dave Mustaine se mostra arrependido – diferente de Marty Friedman, que optou sair, por conta própria.

A cabeça-dura dos envolvidos impossibilitava, até então, o retorno da line-up responsável por gravar “Rust In Peace”, “Countdown To Extinction”, “Youthanasia” e “Cryptic Writings”. Agora, um aparente acaso do destino – potencializado por descuidos ao longo dos anos – deu fim às chances. Descanse em paz, Nick Menza.

Poison: 30 anos do icônico "Look What The Cat Dragged In"
5/23/2016 04:58:00 PM


Poison: "Look What The Cat Dragged In"
Lançado em 23 de maio de 1986

Um dos grandes fenômenos do rock da década de 1980 não teve uma origem fácil. O Poison foi formado em 1983, por quatro músicos de Mechanicsburg, Pensilvânia: Bret Michaels, Matt Smith, Bobby Dall e Rikki Rockett. Decidiram se mudar para Los Angeles para tentar atingir o estrelato - cada um com uma mão na frente e a outra, atrás.

Pouco tempo depois, quando começavam a conquistar alguma fama em L.A., Matt Smith soube que seria pai e voltou para a cidade de origem. Três músicos eram cogitados para a sua vaga. Slash, que viria a integrar o Guns N' Roses, e Steve Silva, que já havia integrado o Joe Perry Project, perderam para C.C. DeVille, um desconhecido, porém desbocado novaiorquino.



Contratados pelo selo independente Enigma Records, os músicos do Poison receberam US$ 23 mil para gravar o disco de estreia da banda. Mesmo sendo fruto de um orçamento considerado modesto, "Look What The Cat Dragged In" é um retrato perfeito do que se tornaria o hair metal a partir dali: mais hair e menos metal.

Em seu disco de estreia, o Poison propôs uma versão 2.0 do glam rock da década de 1970. O instrumental cru e seco era um contraponto ao abuso dos teclados por parte de centenas de bandas do estilo na época. As inteligentes referências a KISS, Aerosmith, T. Rex e até New York Dolls são facilmente notadas.



O diferencial do quarteto, porém, está na visão comercial das composições. Ganchudas e radiofônicas, as músicas de "Look What The Cat Dragged In" formam um desfile de hits.

Com um material de qualidade em mãos, a ascensão era inevitável. Apesar de não ter sido um sucesso de primeira, "Look What The Cat Dragged In" e seus respectivos singles - "Talk Dirty to Me", "I Want Action", "I Won't Forget You" e "Cry Tough" - tomaram as paradas no ano de 1987.



"Look What The Cat Dragged In" é um dos discos mais divertidos que já ouvi. A estreia do Poison chega ao seu 30° aniversário ainda com bastante relevância, ainda que sem muita profundidade, seja lírica ou melódica.



Bret Michaels (vocal, guitarra, teclados e violão em 3)
C.C. DeVille (guitarra)
Bobby Dall (baixo)
Rikki Rockett (bateria)

1. Cry Tough
2. I Want Action
3. I Won't Forget You
4. Play Dirty
5. Look What the Cat Dragged In
6. Talk Dirty to Me
7. Want Some, Need Some
8. Blame It on You
9. #1 Bad Boy
10. Let Me Go to the Show

The Who fará quatro shows no Brasil em 2017, afirma jornal
5/23/2016 10:12:00 AM


O jornal Folha de S. Paulo informou, nesta segunda-feira (23), que a banda The Who fará quatro shows no Brasil entre março e abril de 2017. De acordo com a publicação, a informação ainda não foi confirmada oficialmente porque o local das apresentações ainda não foi definido.

Há uma indefinição com relação ao local das apresentações porque não se sabe se compensa apostar em estádios ou se é mais seguro colocar a banda para tocar em arenas menores, para 20 mil pessoas. As quatro cidades que vão receber os shows não foram divulgadas.

O The Who é uma das poucas grandes bandas de rock que nunca vieram ao Brasil. Atualmente, a banda excursiona pelos Estados Unidos e desistiu da ideia de fazer turnês de despedida - três já foram feitas, mas o grupo, formado em 1964, não se aposentou.

domingo, 22 de maio de 2016

Ex-Megadeth, baterista Nick Menza morre aos 51 anos
5/22/2016 11:00:00 AM


O baterista Nick Menza, ex-integrante do Megadeth, morreu na noite deste sábado (21), aos 51 anos. Ele sofreu um ataque cardíaco enquanto tocava com a banda OHM em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A informação foi confirmada na manhã deste domingo (22), pela página do músico no Facebook. Um fã que disse estar no show do OHM afirmou que Nick Menza fazia a apresentação normalmente quando, na terceira música do repertório, "simplesmente desabou".

Nick Menza ganhou fama ao integrar o Megadeth durante quase toda a década de 1990. Com o grupo, gravou os discos "Rust In Peace", "Countdown To Extinction", "Youthanasia" e "Cryptic Writings".

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Guns N' Roses fará cinco shows no Brasil neste ano, diz site de rádio argentina
5/20/2016 10:49:00 AM


O site da rádio argentina Rockomotora divulgou cinco supostas datas do Guns N' Roses no Brasil. A banda viria para a América do Sul em novembro deste ano, onde faria 11 shows no total.

De acordo com a publicação, a banda liderada pelo vocalista Axl Rose e recém-reunida com o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan passaria por Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília, respectivamente nos dias 8, 11, 15, 18 e 20 de novembro. Outras datas incluiriam Buenos Aires, na Argentina (em show duplo, nos dias 4 e 5); Santiago, no Chile; Montevidéu, no Uruguai; e Bogotá, na Colômbia.

A informação não é oficial e, consequentemente, não foi confirmada pela banda. No entanto, o boato tem sido disseminado por diversos fã-clubes e pela imprensa.

Atualmente, o Guns N' Roses está na turnê "Not In This Lifetime", que marca o retorno de Slash e de Duff McKagan à banda. Recentemente, Alice In Chains e Lenny Kravitz foram anunciados como atrações de abertura de algumas datas da excursão, que passa pelos Estados Unidos no momento. Paralelamente, Axl Rose tem substituído Brian Johnson, com problemas auditivos, em algumas apresentações do AC/DC.

Veja as datas divulgadas pelo site da rádio argentina Rockomotora:

27/10 - Lima (Peru)
29/10 - Santiago (Chile)
01/11 - Montevidéu (Uruguai)
04/11 - Buenos Aires (Argentina)
05/11 - Buenos Aires (Argentina)
08/11 - Porto Alegre (Brasil)
11/11 - São Paulo (Brasil)
15/11 - Curitiba (Brasil)
18/11 - Rio de Janeiro (Brasil)
20/11 - Brasília (Brasil)

23/11 - Bogotá (Colômbia)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Top 10: os melhores não-hits do Mötley Crüe
5/19/2016 09:59:00 AM


A autointitulada "banda de rock mais notória do mundo" tem momentos de injustiça em sua trajetória. Apesar de serem reconhecidos por suas fanfarronices, os músicos do Mötley Crüe são alguns dos melhores da safra oitentista. E, claramente, como na carreira de qualquer peixe grande, há canções que deveriam ter se tornado clássicas ou maior reconhecimento.

Obs: lista em ordem cronológica

“On With The Show” ("Too Fast For Love" – 1981): talvez a música menos lembradas do clássico debut do Crüe. Uma semi-balada grudenta e irresistível.



“Red Hot” ("Shout At The Devil" – 1983): dos discos oitentistas, essa é a incursão mais nítida do Mötley ao heavy metal. Destaque para o ótimo trabalho de Tommy Lee na bateria.



“City Boy Blues” ("Theatre Of Pain" – 1985): poderosa abertura do álbum em questão. Boa letra e excelente performance do injustiçado guitarrista Mick Mars.



“Dancing On Glass” ("Girls, Girls, Girls" – 1987): uma das melhores composições de Nikki Sixx. Nunca recebeu a atenção que merecia nos repertórios de shows.



“She Goes Down” ("Dr. Feelgood" – 1987): visceral e sensual. O instrumental do Mötley está afiadíssimo em todo o disco. Mas, nessa música, o entrosamento é latente.



“Angela” ("Decade Of Decadence 81-9" – 1991): Hardão grudento que marca presença em uma coletânea com algumas inéditas. Entraria facilmente em "Dr. Feelgood".



“Misunderstood” ("Mötley Crüe" – 1994): virou single, ganhou videoclipe mas nunca recebeu o reconhecimento merecido. Deveria ser um clássico. Perfeita na essência do termo.



“Welcome To The Numb” ("Mötley Crüe" – 1994): depravada de uma forma divertida. O período com John Corabi tem momentos excelentes, mas deve-se reconhecer que é uma outra banda.



“Punched In The Teeth By Love” ("New Tattoo" – 2000): rock n’ roll direto e com boa performance da cozinha de Nikki Sixx e Randy Castillo. No vídeo abaixo, Samantha Maloney cumpre bem o papel.



“Chicks = Trouble” ("Saints Of Los Angeles" – 2008): boa letra, com a cara de Nikki Sixx – apesar de ter outros 4 co-autores, incluindo Mick Mars. Deveria ter virado single, pois dá pra imaginar um videoclipe baseado na composição.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ariana Grande canta música do Evanescence e faz imitação de Amy Lee; assista
5/18/2016 11:48:00 AM


Ariana Grande já provou, em outras ocasiões, ser uma ótima imitadora. A cantora tem uma grande habilidade com as cordas vocais e isso se mostra até quando a ideia é tentar emular a voz de alguém.

Em uma publicação na rede social Snapchat, Ariana Grande resolveu brincar com os seguidores ao cantar "Bring Me To Life", do Evanescence, imitando a voz da cantora Amy Lee. O vídeo foi, aparentemente, gravado nos bastidores de alguma apresentação.

Assista:

terça-feira, 17 de maio de 2016

Richie Sambora vem ao Brasil em julho para festival
5/17/2016 04:42:00 PM


O guitarrista Richie Sambora virá ao Brasil em julho deste ano. A informação foi divulgada pelo jornalista José Norberto Flesch e confirmada pela namorada e parceira profissional do músico, Orianthi, em uma rede social.

Segundo Flesch, Richie Sambora será a atração principal do Best Of Blues Festival, que, no ano passado, levou George Benson para São Paulo e Ben Harper para o Rio de Janeiro, além de outros artistas.

Mais informações devem ser divulgadas em breve.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

The Winery Dogs abre turnê nacional com ótimo show em Brasília
5/16/2016 08:00:00 PM


Resenha: The Winery Dogs - Clube do Congresso
Brasília (DF) - 14 de maio de 2016

O The Winery Dogs deu início, no último sábado (14), à parte brasileira da turnê "Double Down", que divulga o mediano álbum "Hot Streak", lançado em 2015. A primeira apresentação da excursão em terras tupiniquins foi no isolado Clube do Congresso, em Brasília (DF).

Apesar de ser bem distante das áreas centrais de Brasília, a estrutura do Clube do Congresso era acima da média. Afirma-se que o local tem capacidade interna para 2,5 mil pessoas, no entanto, ao menos de forma aparente, não parecia ter mais de 1,5 mil pessoas por ali - que lotaram o ambiente.

O show começou com poucos minutos de atraso e sem muitas pompas. Um rap de introdução tocou por cerca de um minuto até que Richie Kotzen, Billy Sheehan e Mike Portnoy entrassem no palco e emendassem a virtuosa "Oblivion" e a hard rocker "Captain Love", as duas primeiras faixas do disco "Hot Streak".


O repertório favoreceu o novo trabalho. Das 15 músicas do setlist, oito eram de "Hot Streak". As outras sete eram do álbum de estreia - ou seja, diferente da primeira turnê do grupo, não rolaram covers.

A paulada "We Are One", do primeirão, e a jazzística música que dá nome ao segundo álbum mantiveram a apresentação em alto nível. "How Long" só empolgou mesmo no refrão, enquanto "Time Machine" voltou a mostrar a exuberância técnica dos instrumentistas.



A virtuose tomou conta de "Empire", muito mais empolgante ao vivo do que na gravação oficial. Richie Kotzen preencheu a música com ótimos solos e o público explodiu na parte final, guiada pelo cowbell - o "quarto membro do The Winery Dogs", segundo Mike Portnoy.

"Fire" foi o momento "Acoustic Cuts" da apresentação - sozinho no palco, Richie Kotzen fez bonito com um violão e sua voz. O momento também evidenciou o único problema do show: a guitarra de Kotzen estava muito alta, tampando, especialmente, os vocais. No momento acústico, com os volumes mais próximos do ideal, as cordas vocais de Richie apareceram de vez. Do violão para o teclado: "Think It Over", outra música bem mais interessante ao vivo do que na gravação, conquistou o público com seu swing tipicamente R&B.

Seguida de um pequeno solo de bateria de Mike Portnoy, "The Other Side" colocou o pé no acelerador e trouxe a guitarra de volta ao front. Nem mesmo os devaneios líricos de Richie Kotzen, que trocou os versos de praticamente todas as estrofes, foram notados. Antes da jam feroz que encerrou a canção, o carismático Mike Portnoy saiu do banquinho e batucou praticamente tudo no palco - estantes, aros, bumbos e até o chão do palco.



Enquanto Richie Kotzen e Mike Portnoy tiravam um descanso nas coxias, o "vovô" Billy Sheehan - que, definitivamente, não parece ter 63 anos - fez um de seus típicos solos de baixo, com mais de cinco minutos de duração e muito shredding. Pena que o momento interessante aconteceu antes da morna "Ghost Town", que nem ao vivo empolgou.



As quatro últimas músicas do repertório, oriundas do álbum de estreia, foram escolhas acertadas para encerrar o show. A conhecida "I'm No Angel" fez com que os presentes soltassem a voz com Richie Kotzen e, no encerramento do set convencional, "Elevate" tirou todo mundo do chão.


O melhor momento do show ainda estava por vir. "Regret" encantou não só por ser muito melodiosa, como também por voltar a destacar a bela voz de Richie Kotzen, tão engolida pelas guitarras ao longo da apresentação. "Desire" deu fim definitivo à apresentação com estilo: swing, jams e muito virtuosismo instrumental.

Tudo que é bom, dura pouco. Nesse caso, porém, foi ainda mais breve. Ainda acredito que o show poderia ter sido maior, já que não houve apresentação de abertura. A banda Soto, responsável pelas performances inaugurais de cada noite da turnê brasileira, não tocou em Brasília. O grupo liderado por Jeff Scott Soto toca no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Curitiba e em Londrina, respectivamente nos dias 17, 18, 20 e 21 de maio, além de Belo Horizonte, no último domingo (15).


Pequenos detalhes fazem com que esse show tenha sido nota 9,9. Quase 10. Ainda assim, vale muito a pena conferir o The Winery Dogs ao vivo. Pontuais, profissionais e exímios em seus instrumentos. Espero que o super-trio tenha vida longa.

Richie Kotzen (vocal, guitarra, violão, teclado)
Billy Sheehan (baixo)
Mike Portnoy (bateria)

1. Oblivion
2. Captain Love
3. We Are One
4. Hot Streak
5. How Long
6. Time Machine
7. Empire
8. Fire
9. Think it Over
10. The Other Side
11. Solo de baixo de Billy Sheehan
12. Ghost Town
13. I'm No Angel
14. Elevate

Bis:
15. Regret
16. Desire

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ao lado de Ozzy, Sharon foi mais importante do que você pensa
5/10/2016 09:50:00 AM


O casamento de Ozzy e Sharon Osbourne chegou ao fim. Um relacionamento com altos e baixos não suportou a mais um problema - desta vez, uma suposta traição.

Não é fácil de compreender, mas essa união foi, provavelmente, a de maior impacto da história do rock. Vai muito além dos mitos envolvendo John Lennon e Yoko Ono. Com o impulso de Sharon, Ozzy Osbourne revolucionou um estilo musical pela segunda vez - a primeira foi ao lado do Black Sabbath.

É de conhecimento geral que Ozzy Osbourne estava na lama quando foi demitido do Black Sabbath em 1979. O vocalista já havia saído voluntariamente em 1978, quando tentou dar o pontapé inicial em um projeto solo, chamado Blizzard Of Ozz. No entanto, Osbourne voltou meses depois. Não durou muito: os excessos e as tensões com os demais integrantes fizeram que o Madman fosse despedido da banda.

Fora do Black Sabbath, o primeiro investimento que Ozzy Osbourne recebeu foi do pai de Sharon Osbourne, Don Arden, da gravadora Jet Records. Ele também empresariava o Sabbath. Sharon foi enviada a Los Angeles para "cuidar" de Ozzy e não demorou muito para que eles começassem a se relacionar.

Com uma superbanda formada por Bob Daisley e Don Airey (ambos ex-Rainbow), Lee Kerslake (Uriah Heep) e o prodígio Randy Rhoads (Quiet Riot), Ozzy Osbourne tinha tudo para despontar. O problema era a sua personalidade autodestrutiva. Viciado e sem confiança, Ozzy quase fez o projeto ir por água abaixo, tanto antes quanto depois de dar certo.

Sharon empresária

A partir de 1980, Sharon Osbourne passou a ser decisiva na carreira de Ozzy. A empresária comprou os direitos sobre a carreira de Osbourne e acompanhou cada passo do cantor, especialmente a partir do momento em que Randy Rhoads faleceu. Ela chegou a sugerir Gary Moore para a vaga - nome que já havia sido indicado por ela antes de Rhoads entrar para a banda.


O que era negócio, virou compromisso também no âmbito pessoal: Sharon e Ozzy se casaram em julho de 1982. Apesar disso, o Madman complicou o início do enlace: cada vez mais afundado em drogas, o cantor fez da vida de Sharon um inferno. Ele chegou a ser preso por tentar assassiná-la em algum momento da década.

Os reflexos da decadência pessoal também vinham em seu trabalho musical: Ozzy Osbourne parecia ter perdido o controle artístico de seus discos. A estabilidade em ambos os aspectos só vieram a partir da década de 1990, com bons discos e alguma sobriedade em suas ações.

Ozzfest

Em 1996, o casal criou o Ozzfest, um dos festivais mais importantes do rock. Quem comandava mesmo o projeto era Sharon Osbourne, com o auxílio esporádico de um de seus filhos, Jack Osbourne.


O evento anual foi importante não só comercialmente, como também em termos de legado: enquanto o metal estava em frangalhos na segunda metade da década de 1990, o Ozzfest segurava as pontas, fazia o mercado segmentado girar e lançava novas bandas.

Comemorar?

Curiosamente, com o anúncio do divórcio, vi dezenas de comentários infelizes nas redes sociais que comemoravam a situação. Há quem atribua uma imagem de controladora a Sharon, mas ninguém pode negar sua importância para a vida e a carreira de Ozzy. Celebrar um fato complicado para o casal e para toda a sua família é um ato de ignorância com relação à história de um ídolo.


Ozzy Osbourne nunca escondeu a importância de Sharon em sua vida. Tudo isso se tornou ainda mais evidente na autobiografia do cantor, "Eu sou Ozzy". Há mais declarações de amor à (até então) esposa do que detalhes sobre a trajetória musical do vocalista em sua carreira solo.

Sabe-se do machismo acentuado na "comunidade metal", na anterior superexposição do casal na imprensa e em um reality show e de alguns posicionamentos infelizes de Sharon Osbourne, como o "caso Iron Maiden". Ainda assim, celebrar um divórcio - supostamente causado por uma traição de Ozzy - é demais.

A autobiografia de Ozzy Osbourne está aí. As entrevistas do casal e de pessoas relacionadas a Ozzy também estão disponíveis. Ignorar a indireta importância de Sharon para o heavy metal é deixar uma parte da história de lado.