sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Paul Stanley: há 65 anos, nascia um dos arquitetos do hard rock
sexta-feira, janeiro 20, 2017


O hard rock, da forma como conhecemos, não existiria sem alguns nomes. Não falo só da ramificação oitentista, mas do gênero como um todo. Entre esses arquitetos, está Paul Stanley, o Starchild, evidente responsável pela liderança criativa do KISS.

Nascido com o nome Stanley Bert Eisen em 20 de janeiro de 1952, em Manhattan, Nova York, Estados Unidos, o Starchild não teve juventude fácil. E não foi nada relacionado à sua condição financeira: sua família era humilde, mas não faltava nada a ele e sua irmã, Julia. A dificuldade esteve relacionada, essencialmente, ao problema congênito, chamado de microtia, que fez com que a sua orelha direita não se desenvolvesse corretamente.



Surdo do ouvido em questão - e também inseguro com sua aparência -, Stanley teve problemas de socialização ao longo de sua infância e adolescência. Em entrevistas e em seu livro, "Uma vida sem máscaras", ele diz que a única forma que encontrava para se distrair de todos os problemas que o cercavam era a música - curiosamente, algo que envolve a audição.

Por mais que poucos soubessem do problema, foi difícil para Stanley se estabelecer neste meio. Afinal, como um meio-surdo poderia se tornar músico?



Ele não só conseguiu, como também co-fundou, ao lado de Gene Simmons, uma das bandas mais importantes do hard rock: o KISS. Para isso, além de compor, cantar e tocar ótimas músicas, desenvolveu o seu alterego de Starchild e, enfim, sentiu-se seguro o bastante para conquistar seus objetivos.

Em mais de quatro décadas de carreira, o KISS vendeu mais de 100 milhões de discos por todo o mundo e fez mais de 30 turnês, sendo boa parte delas mundiais. Não há dúvidas de que o objetivo foi conquistado.



E por mais que os outros integrantes tenham sido particularmente importantes para o KISS, enxergo Paul Stanley como a força motriz da banda. Vale destacar, ainda, que foi mais na raça do que no talento: o Starchild de 1973 a 1975 não dava demonstrações de que se tornaria um frontman tão imponente.

Para se ter ideia da força que representei: em parte da década de 1980, Paul Stanley conduziu, praticamente sozinho, um KISS sem máscaras, com uma formação alternativa e buscando por respostas. Há quem diga que álbuns como "Animalize" (1984) e "Crazy Nights" sejam praticamente trabalhos solo de Stanley. E a afirmação não é nada absurda.



Com tempo e dedicação, Paul Stanley conquistou posição de destaque e se tornou a voz do KISS, enquanto Gene Simmons passou a ser, de certa forma, o maior responsável pela imagem - exceto nos anos 80, quando dedicou-se mais ao cinema do que à banda. A maioria dos hits do grupo, bem como dos clássicos que atravessaram décadas nos repertórios dos shows, tem a assinatura de Stanley.

Na voz de Paul Stanley, composições como "Strutter", "Rock And Roll All Nite", "Detroit Rock City", "I Was Made For Lovin' You", "Love Gun", "Lick It Up", "Heaven's On Fire", "Forever" e "Psycho Circus", entre outras, conquistaram a condição de clássicas. Até na voz de outros membros, como "God Of Thunder", "Black Diamond" e "Hard Luck Woman", Stanley mostrou-se assertivo em suas autorias musicais. E muitas delas foram influentes, a ponto de determinar a estética do hard rock.



Entristece-me pensar que, em algum dia, Paul Stanley não vai mais se apresentar ou gravar discos. A voz já dá sinais de fraqueza. Entretanto, há todo o material e o legado deixado por um dos arquitetos do hard rock. Vida longa ao Starchild.



Veja também:

- A péssima 1ª impressão que Paul Stanley teve de Gene Simmons
- Em 1987: Slash espalha que Paul Stanley, do KISS, é gay
- Eric Carr, o integrante mais subestimado do KISS

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Rita Lee detona ex-colegas dos Mutantes em biografia
quinta-feira, janeiro 19, 2017


Trechos revelados da biografia de Rita Lee, intitulada "Rita Lee - Uma autobiografia" e lançada pela Editora Globo, contém duras críticas a ex-colegas dos Mutantes. A revelação é do jornalista André Barcinski, em seu blog no UOL.

Sobre o guitarrista Sergio Dias, Rita Lee diz:

"Serginho, o caçula gordinho, apelido Pipa, não completou o ginasial, nunca leu um livro na vida, raramente escovava os dentes, protótipo do caçula pentelho, o Sancho Pança do mano mais velho. Em compensação, tocava guitarra com incrível rapidez a precisão, algo circense até, eu diria 95% técnica e 5% alma. Serginho gozava da minha cara e eu da dele, coisa de irmão mais novo, digamos que rolava uma não-camaradagem suportável entre nós."

Em outro trecho, ela afirma:

"A virtuosidade de Sergio na guitarra era fato inegável, apenas sua técnica instrumental se mostrava inversamente proporcional ao talento como compositor."

Já sobre o ex-marido, Arnaldo Baptista, Rita Lee fala sobre a condição mental dele e afirma que ele "vende sua imagem de coitadinho, tão apreciada pelas viúvas e críticos de música". Ela disse, ainda, ter ligado para a casa dele, passando-se por uma assessora de Kurt Cobain.

"Dali a pouco Loki entra na linha todo empolgado, se apresentando fluentemente sem gaguejar e sem o menor sinal de retardamento mental."

Barcinski destacou que o criticado Sergio Dias ajudou a compor músicas como "Ando meio desligado", "Dom Quixote" e "O relógio", entre outras. Já sobre Arnaldo Baptista, o jornalista destaca que o músico foi internado à força em uma clínica psiquiátrica, se jogou do 3° andar de um prédio e ficou em coma por dois meses.

"O livro é de Rita Lee e ela escreve o que quiser. Qualquer biografia de banda de rock que não traga histórias picantes sobre brigas e porra-louquices não presta. Mas não seria legal falar também das gravações dos discos dos Mutantes? Que tal explicar ao leitor como três moleques paulistanos criaram aquelas obras-primas?", diz Barcinski.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

O motivo pelo qual o Twisted Sister negou "We're Not Gonna Take It" a Trump
quinta-feira, janeiro 19, 2017


O Twisted Sister ganhou notoriedade, nos últimos meses, após ter pedido para Donald Trump retirar a música "We're Not Gonna Take It" de sua campanha presidencial. O motivo foi explicado, recentemente, pelo guitarrista Jay Jay French.

O músico fez um texto para o site Forward onde explica as razões. Ele conta que, inicialmente, Donald Trump utilizou a música sem autorização.

Em determinado momento, segundo Jay Jay, o vocalista Dee Snider autorizou o uso da música, por Trump ser alguém que "se opõe ao sistema". Então, em seu modo, representava "rebelião" - a mensagem que a banda transmitia.



"O que Dee tentou fazer foi expressar sua própria opinião e andar em uma linha tênue entre apoiar e repudiar a retórica inflamada de Trump. Mas isso faz grandes manchetes, então, tornou-se 'Twisted Sister apoia Trump'", explica Jay Jay.

O músico destacou que não ganharia nem um centavo (na verdade, o compositor, que é Dee Snider, ganharia US$ 0,003 a cada vez que a canção fosse tocada). E, politicamente, o Twisted Sister não necessariamente apoiava Donald Trump, mas Dee havia sido ajudado por Trump em uma aparição no "Celebrity Apprentice". O magnata havia auxiliado o cantor a conseguir bastante dinheiro para sua instituição de caridade, St. Jude's Children's Hospital.

No fim das contas, Dee Snider pediu, de forma privada, que a música não fosse mais tocada por Donald Trump. "Nós, uma das bandas mais barulhentas das últimas décadas, escolhemos a forma menos barulhenta, menos sexy para evitar isto. Escolhemos apenas o modo necessário", concluiu.

5 discos solo que foram lançados sob o nome de bandas
quinta-feira, janeiro 19, 2017


É comum que, com o tempo, membros de grandes bandas optem por trabalhar em uma carreira solo. Entretanto, em algumas situações - que praticamente só ocorreram no rock -, álbuns solo foram lançados sob nomes de grupos.

Os motivos são distintos, mas quase sempre convergem para uma razão principal: grana. Utilizar o nome de uma banda, já consagrada, faz com que a divulgação de um trabalho musical seja mais fácil. Consequentemente, obtém-se maior êxito comercial.

A lista abaixo reúne cinco discos que foram concebidos como trabalhos solo, mas foram lançados sob o nome de bandas. E antes que eu me esqueça: "The Final Cut", do Pink Floyd, está de fora da lista porque, apesar de ter sido composto praticamente como um álbum solo de Roger Waters, sabia-se, desde o início, que o trabalho levaria a alcunha do grupo em questão.

Black Sabbath - "Seventh Star"

O Black Sabbath entrou em um hiato no ano de 1984, após a tentativa de relançar o grupo com o vocalista David Donato, no lugar de Ian Gillan, e a consequente saída do baixista Geezer Butler. Em 1985, o guitarrista Tony Iommi começou a trabalhar em um disco solo.

Ao lado do tecladista Geoff Nicholls, do baterista Eric Singer e do baixista Dave Spitz, Tony Iommi teve a ideia de contar com vários vocalistas, como Rob Halford, Glenn Hughes e Ronnie James Dio. Contudo, o plano não deu certo, já que não era possível conciliar a agenda de todos.
Glenn Hughes foi mantido nos vocais e "Seventh Star" foi gravado. Com o disco já pronto, a Warner Bros recusou-se a lançá-lo como um álbum solo de Tony Iommi, sob a alegação de que seria mais difícil de promovê-lo desta forma. Por fim, a capa indica que o trabalho é de Black Sabbath featuring Tony Iommi.



Megadeth - "The System Has Failed"

O problema que o vocalista e guitarrista Dave Mustaine teve em seu braço, além das desavenças com os músicos do Megadeth, fizeram com que ele encerrasse as atividades do grupo em 2002. O músico se recuperou e começou a trabalhar, em meados de 2004, em um disco solo.

A line-up de "The System Has Failed" conta somente com músicos contratados. Chris Poland, ex-integrante da banda, assumiu a guitarra, enquanto Jimmie Lee Sloas tocou baixo e Vinnie Colaiuta, bateria. Dave Mustaine assina a autoria integral de todas as músicas.

Com o trabalho já gravado, a Sanctuary Records se negou a lançá-lo como um trabalho solo. Com isso, o nome Megadeth foi para a capa do disco. Curioso, visto que a sonoridade é puramente Megadeth.



Stryper - "Reborn"

"Reborn" acabou sendo o disco que sacramentou a reunião do Stryper. Entretanto, seria um trabalho solo do vocalista e guitarrista Michael Sweet - por isso, soa um pouco diferente dos demais álbuns da banda, visto que traz influências do post-grunge e do rock alternativo.

As músicas que estão em "Reborn" foram compostas antes do Stryper voltar a excursionar, em 2003. As demos foram registradas com Derek Kerswill na bateria e Lou Spagnola no baixo.

Após a turnê, Michael Sweet mostrou o material para os demais integrantes, que toparam gravá-lo e lançá-lo sob o nome do grupo - em especial Oz Fox.



Twisted Sister - "Love is for Suckers"

O Twisted Sister definhou de forma muito rápida após o sucesso de "Stay Hungry". O disco seguinte, "Come Out And Play", não obteve o mesmo êxito e vários shows da turnê que promoveria o álbum foram cancelados.

Com isso, conflitos vieram à tona e a ideia era que o Twisted Sister desse uma pausa. O vocalista Dee Snider, então, começou a trabalhar em um disco solo, que viria a ser "Love is for Suckers".

O problema é que a gravadora, Atlantic Records, não quis lançar o disco se não tivesse o nome Twisted Sister. Apesar de contribuições esporádicas de Reb Beach na guitarra e Kip Winger no baixo, o instrumental foi registrado por Eddie Ojeda e Jay Jay French nas guitarras e Mark Mendoza no baixo, além do novato Joe Franco na bateria.



Whitesnake - "Restless Heart"

David Coverdale passou a década de 90 de saco cheio da indústria musical. Ele até tentou uma reunião do Whitesnake em 1994, quatro anos após o fim do grupo, mas desistiu após alguns shows.

Ainda assim, Coverdale não se afastou totalmente da música. Ele passou os anos de 1995 e 1996 gravando um disco solo, que seria o material encontrado em "Restless Heart".

Dois ex-integrantes do Whitesnake participaram do disco: o guitarrista Adrian Vandenberg e o baterista Denny Carmassi. Os demais - o baixista Guy Pratt no baixo e o tecladista Brett Tuggle - são músicos contratados.

A gravadora, por sua vez, não quis lançar o disco como um trabalho solo de David Coverdale. Por isso, a alcunha "David Coverdale & Whitesnake" acompanha a capa de "Restless Heart".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Fãs creem que Elvis Presley está vivo e visitou antiga casa
quarta-feira, janeiro 18, 2017


Para um grupo de fãs, Elvis Presley completou 82 anos, no último dia 8 de janeiro, e visitou sua antiga mansão, em Graceland. A teoria passou a ser propagada após uma imagem curiosa ter sido divulgada nas redes sociais.

A imagem mostra um senhor, barbudo e acima do peso, de boné e jaqueta preta, acompanhando uma cerimônia realizada em Graceland, no dia 8. Na ocasião, fãs relembravam o dia em que seria aniversário com uma série de homenagens feitas no local.

O evento estava sendo transmitido até que a presença do homem, notável por ter certa semelhança com Elvis Presley, foi percebida pelas câmeras. Ao notar que estava em foco, o senhor se retirou do local, mas acabou ficando tempo suficiente para ser registrado.

Veja também:
- Em livros, Elvis Presley é acusado de ser machista, efebófilo e estuprador
- Alice Cooper relata pensamento em assassinar Elvis Presley durante encontro

Algumas pessoas que estavam presentes relataram que o homem tinha três rapazes ao seu redor, cuidando de sua segurança. A imagem rodou por tabloides internacionais nesta semana e já serve de prova para que o grupo de fãs reforce que Elvis não morreu.

Oficialmente, Elvis Presley morreu em 16 de agosto de 1977, aos 42 anos, na mansão Graceland, que fica em Memphis, nos Estados Unidos. Ele foi vítima de problemas cardiovasculares.

Veja a imagem:

Josh Klinghoffer comenta "fim de amizade" com John Frusciante
quarta-feira, janeiro 18, 2017


O guitarrista Josh Klinghoffer conversou, recentemente, com a revista Gitarre & Bass. Durante o bate-papo, o integrante do Red Hot Chili Peppers foi questionado sobre a sua atual relação com John Frusciante, de quem era amigo e a quem ele substitui na banda.

Ao ser questionado sobre ter sonhado, em algum dia, ser integrante do Red Hot Chili Peppers, Josh Klinghoffer respondeu: "Nunca. Lembre-se de como aconteceu: eu era amigo de John Frusciante e toquei em seus discos solo. Depois, era guitarrista de apoio para os Chili Peppers e excursionei com eles. Foi uma junção de coincidências das quais você nem sonha", disse.

Veja também: Trabalhar com John Frusciante era "difícil", diz técnico

Perguntado se mantém contato com John Frusciante, Josh Klinghoffer foi categórico na resposta. "Não. Estamos muito ocupados. Seria estranho tocar com os Peppers e ficar batendo papo com John. Não seria natural para ele também. É melhor manter distância na minha opinião", afirmou.

Apesar disso, não aconteceu nada entre os dois para, de fato, encerrar a amizade. "Não estou planejando não conversar com ele até o dia em que eu morrer. Decidimos tomar caminhos diferentes. Seria estranho conversar de forma privada. Especialmente eu, que tive problemas com esse novo disco. Não posso ligar para ele e reclamar de algo e deixá-lo sabendo sobre o quão triste me sinto com relação a algumas coisas. Para que mostrar minha fraqueza? Por que ele deve escutar isso? E o quanto isso pode machucá-lo?", disse.

10 bandas importantes com menos de 10 discos lançados
quarta-feira, janeiro 18, 2017


No rock e no metal, quantidade nem sempre é sinônimo de bom serviço prestado. Há bandas clássicas que lançaram poucos discos, mas em um número suficiente para que fizessem história.

Com o auxílio da implacável memória do editor do site Van do Halen, João Renato Alves, separo 10 bandas importantes que lançaram menos de uma dezena de álbuns. Foram considerados apenas grupos que já encerraram suas atividades, para que a lista não seja "desmentida".

Free

Apesar de ter feito história, o Free foi, de certa forma, uma banda juvenil. Os mais velhos - o baterista Simon Kirke e o vocalista Paul Rodgers - tinham 19 anos quando o grupo se formou. O mais jovem, o baixista Andy Fraser, ainda tinha 16.

Naturalmente, o grupo não durou por muito tempo. Eles existiram de 1968 a 1971, romperam e voltaram entre 1972 e 1973. Em ambos os períodos, foram registrados seis discos de estúdio.

O último foi "Heartbreaker", de 1973. A banda acabou no mesmo ano. Dois anos depois, a morte de Paul Kossoff, vítima de uma embolia pulmonar agradava pelo uso de drogas, eliminou qualquer possibilidade de reunião.



Alice Cooper (a banda)

A banda Alice Cooper existiu até 1975, quando o vocalista, Alice Cooper, decidiu embarcar em uma gloriosa carreira solo. Enquanto grupo, foram lançados seis discos.

O último é o básico e ótimo "Muscle Of Love", que chegou a público em 1973. Apesar do bom resultado, as sessões de gravação foram complicadas e o registro não foi bem em vendas. Em uma pausa nos trabalhos, Alice agiu e conseguiu se lançar como artista solo.

Os demais músicos se juntaram e formaram o Billion Dollar Babies, que não vingou. Um único trabalho, "Battle Axe", foi lançado em 1977 e, obviamente, não integra a discografia da banda Alice Cooper.



The Doors

O The Doors até tentou continuar após a morte de Jim Morrison, em 1971, mas não deu certo. Capitaneado por Ray Manzarek, o grupo lançou três discos - o último, "An American Player", é de 1978 e conta com fragmentos de vozes gravados por Morrison. Com o falecido vocalista, são seis álbuns. No total, há nove registros de inéditas no catálogo do Doors.



Led Zeppelin

O último disco concretamente lançado pelo Led Zeppelin foi "In Through The Out Door", de 1979. O oitavo álbum da banda já refletia os problemas pelos quais os envolvidos passavam nos bastidores. Musicalmente, é mais fraco que seus antecessores, apesar de ter a genialidade do grupo presente em algumas faixas.

O baterista John Bonham morreu em 1980 e, em 1982, a coleção de faixas inéditas "Coda" foi lançada. O nono disco do grupo é considerado como parte da discografia. Desde então, o Led Zeppelin nunca mais lançou um álbum de estúdio, apesar de Robert Plant e Jimmy Page terem trabalhado juntos na década de 1990.



Nirvana

O trágico fim do Nirvana, com o suicídio de Kurt Cobain em 1994, impediu que o grupo lançasse mais discos de estúdio. Ao total, foram apenas três trabalhos. O último foi "In Utero", de 1993.



Dire Straits

O Dire Straits fez história no rock com apenas seis discos de inéditas em seu catálogo. O último é "On Every Street", lançado em 1991, após a reunião do grupo, que havia encerrado suas atividades em 1988.

A reunião durou até 1995 e, desde então, os envolvidos se dissociaram. O frontman Mark Knopfler se destacou com uma prolífica carreira solo - atualmente, com oito discos em seu catálogo desde 1996.



Pantera

Notável por ter contado com duas fases - a hard rock e a metal -, o Pantera acumula nove discos de estúdio se considerados ambos os períodos. Com a época "farofa" descartada, são cinco trabalhos de inéditas no total.

O último é "Reinventing The Steel", lançado em 2000. O grupo acabou em 2003 e, em dezembro do ano seguite, Dimebag Darrell foi morto durante um show de sua outra banda, o Damageplan. Como Phil Anselmo e Vinnie Paul se odeiam e a possibilidade de contar com outro músico no lugar de Darrell tem sido frequentemente rechaçada, a chance de uma reunião sem Darrell é mínima.



Eagles

A morte de Glenn Frey deu fim ao Eagles em 2016. Contudo, dificilmente a banda lançaria um disco após "Long Road Out Of Even", de 2007.

No total, o Eagles lançou sete discos de estúdio. Apesar de todos eles terem obtido sucesso em vendas, especialmente o platinado "Hotel California", o álbum de maior sucesso do grupo é uma coletânea: "Their Greatest Hits (1971-1975)", de 1976. O best of, claro, não é contabilizado na conta dos sete trabalhos mencionados.



Twisted Sister

O Twisted Sister encerrou suas atividades em 2016, após a morte do baterista A.J. Pero e de uma turnê, feita em homenagem ao músico, com Mike Portnoy no lugar dele. Contudo, o grupo já havia abdicado de gravar novidades há algum tempo.

Sete álbuns integram a discografia de estúdio do Twisted Sister. Cinco deles, lançados na década de 1980. "Still Hungry", de 2004, e "A Twisted Christmas", de 2006, completam a lista.

Há quem nem considere "A Twisted Christmas" como parte da discografia de estúdio, por contar com adaptações de músicas de Natal. Mas não faz diferença: com ou sem ele, o Twisted Sister não chega à dezena em seu catálogo.



The Black Crowes

Apesar de ser a banda com mais chances de se reunir no futuro, o Black Crowes acabou. Então, está na lista.

O grupo encerrou suas atividades em 2015, após desentendimentos entre os irmãos Chris e Rich Robinson. Durante os anos de existência da banda, foram lançados oito discos de estúdio. O último foi o bom "Before the Frost... Until the Freeze", de 2009.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Barão Vermelho retorna sem Frejat e com Rodrigo Suricato no vocal
terça-feira, janeiro 17, 2017


O Barão Vermelho anunciou, nesta terça-feira (17), que retomará suas atividades sem o vocalista e guitarrista Roberto Frejat. Em seu lugar, entra o vocalista e guitarrista Rodrigo Suricato, da banda Suricato.

Um dos grandes nomes do rock nacional, o Barão Vermelho estava em hiato desde 2013. Enquanto isso, Roberto Frejat seguia em carreira solo, cujo grupo de apoio conta, inclusive, com o tecladista do Barão, Maurício Barros. Frejat, Barros e o baterista Guto Goffi são membros fundadores do grupo. Em 1985, quando o vocalista Cazuza saiu da formação, foi Frejat quem assumiu os vocais, posto que não havia deixado até agora.

Em entrevista ao jornal O Globo, Frejat explicou a sua decisão de sair do Barão Vermelho. "Já fiz o que tinha que fazer com o Barão, mas percebi que as pessoas queriam que os shows acontecessem com mais regularidade. E, se eles queriam continuar, não fazia sentido impedi-los. Temos diferenças de visão, mas jamais iria prejudicá-los. E o Rodrigo é um menino talentoso, bacana", disse.

Veja também: No início dos anos 90, a fase mais roqueira do Barão Vermelho

Ainda ao jornal O Globo, Maurício Barros contou como foi a chegada de Rodrigo Suricato ao Barão Vermelho. "A gente gravou, no camarim, o Rodrigo tocando violão e cantando ´Flores do mal´, do Barão. Mostrei isso pro Guto, e ele gostou muito", afirmou.

Rodrigo Suricato comentou, também ao O Globo, que é fã de Barão Vermelho desde criança. "Por ter começado a tocar guitarra antes de cantar, tive no Frejat um ídolo. Passei um bom tempo nos bares do Rio tocando as músicas do Barão em bandas cover, vendo a reação das pessoas, e aí fui me apropriando daquele repertório. Quando entramos no estúdio para fazer um som, de cara saíram 19 músicas, só de memória afetiva", disse.

A partir de maio, a agenda dos músicos fica reservada ao Barão Vermelho. Antes, cada um se dedica a seus projetos - Rodrigo, inclusive, não deixou o Suricato, com quem se apresenta no festival Lollapalooza em março. No futuro, a ideia também é trabalhar em um disco de músicas autorais.

Journey: em 1991, o último show com Steve Perry
terça-feira, janeiro 17, 2017

Foto: Tim Mosenfelder / Getty Images
O último show de Steve Perry como vocalista do Journey ocorreu em uma situação, no mínimo, curiosa.

A apresentação, com menos de dez minutos de duração, ocorreu em um evento promovido em memória de um empresário do showbusiness, Bill Graham. A performance, ocorrida em 3 de novembro de 1991, foi realizada quase cinco anos depois do último show completo do Journey, em 1° de fevereiro de 1987, na "Raised On Radio Tour".

Naquele período, o grupo vivenciava um hiato - justamente em um de seus grandes momentos comerciais, visto que "Raised On Radio" havia feito sucesso e os álbuns anteriores são os maiores clássicos da discografia do grupo. Todavia, a pausa foi interrompida especificamente para aquela situação, que havia reunido 300 mil pessoas no Golden Gate Park, em San Francisco, Estados Unidos.

Somente três músicas foram tocadas pelo Journey na ocasião. "Faithfully", "Lonely Road Without You" e "Lights" foram as escolhidas.



A vibe negativa, causada, obviamente, por ser um show em memória de uma pessoa recém-falecida, foi acrescida de um elemento ainda mais estranho: a performance contou apenas com Steve Perry nos vocais, Neal Schon na guitarra e Jonathan Cain nos teclados. O baixista Randy Jackson e o baterista Mike Baird, que estavam na formação mais recente do grupo até então, não compareceram.

O hiato do Journey durou até 1995, quando o grupo, enfim, optou por se reunir para lançar "Trial By Fire" (1996). O álbum seria acompanhado de uma turnê, mas Steve Perry machucou o quadril enquanto caminhava no Havaí, no verão de 1997. Ele precisou de uma cirurgia - a qual ele se recusava a fazer - e os demais membros do Journey decidiram seguir com outro vocalista, Steve Augeri.

Desde então, o Journey seguiu sua trajetória. Steve Augeri foi substituído por Jeff Scott Soto, que logo de lugar a Arnel Pineda. Já Steve Perry se manteve recluso nas últimas décadas, acometido por outros problemas de saúde (ele chegou a ter câncer de pele) e confortável em uma vida sustentada por royalties e glórias do passado.

Baterista diz que ficaria feliz com reunião do Silverchair
terça-feira, janeiro 17, 2017


O baterista Ben Gillies disse, em entrevista ao The Herald, que gostaria de ver o Silverchair reunido. Para ele, o fim do grupo não foi, de fato, um "fim" legítimo.

"Se o Silverchair fizer algo novamente, será sensacional, mas se ou quando isso acontecerá, não sei. O momento em que a banda foi abandonada, é como se não tivesse um real fim. Acho que ficamos no caminho do capítulo 8 de um livro com 12 capítulos", afirmou. O grupo está em hiato desde o ano de 2011.

Ele também falou sobre a sua relação com a música e com o Silverchair. "O Silverchair é uma grande parte do que fiz com meu tempo. A magia de uma banda vem a partir das pessoas na banda. Fora daquilo, seja no Silverchair ou em qualquer lugar, você deve ter uma relação pessoal com a música", disse.