sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Rolling Stones lançam clipe para "Ride 'Em On Down" com Kristen Stewart
sexta-feira, dezembro 02, 2016


Os Rolling Stones lançaram, nesta sexta-feira (2), um novo videoclipe. A faixa que recebeu a filmagem foi "Ride 'Em On Down".

O videoclipe conta com a participação da atriz americana Kristen Stewart. Ela é consagrada, especialmente, pelo trabalho feito como a protagonista Bella Swan na saga de filmes "Crepúsculo".

"Ride 'Em On Down" faz parte do novo disco da banda, "Blue And Lonesome". O álbum, que também chega a público nesta sexta-feira (2), conta com 12 canções de blues, lançadas entre as décadas de 1950 e 1960.

Assista:

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Dokken: os curiosos períodos com Reb Beach e John Norum
terça-feira, novembro 29, 2016


A formação clássica do Dokken, com George Lynch na guitarra, ganhou ares de insuperável pelo bom trabalho que fez. Os discos lançados na década de 1980 são, de fato, os melhores momentos do grupo: "Breaking the Chains" (1981), "Tooth and Nail" (1984), "Under Lock and Key" (1985) e "Back for the Attack" (1987).

Após alguns anos de separação, o Dokken resolveu voltar em 1993 e lançou dois discos: o até bom "Dysfunctional" (1995) e o fraco "Shadowlife" (1997). Foram os últimos trabalhos da formação original do grupo, visto que George Lynch foi demitido de seu posto.



Há quem ignore o que foi feito pelo Dokken posteriormente. A própria banda parece não se lembrar, visto que, até hoje, faz shows com repertórios focados apenas no catálogo da década de 1980. Mas, após a saída de George Lynch, dois músicos de alto gabarito fizeram parte da banda.

O primeiro foi Reb Beach (Winger), que substituiu George Lynch logo após sua demissão. Beach estava um pouco afastado do rock com o hiato do Winger e havia se dedicado ao jazz fusion. Entretanto, prestou um ótimo serviço durante sua curta passagem pelo Dokken.



Os únicos frutos da passagem de Reb Beach pelo Dokken foram o disco de estúdio "Erase The Slate" (1999) e o ao vivo "Live From The Sun" (2000), gravado durante a turnê que o grupo fez entre 1999 e 2000. Definitivamente, poderia ter rendido mais material.

Até hoje, Reb Beach foi o músico que melhor substituiu George Lynch no Dokken. O estilo virtuoso é muito semelhante, apesar da pegada de Beach ser ainda mais técnica que a de Lynch. Nas gravações ao vivo, é possível ver que Reb não faz feio ao tocar as músicas gravadas por George e consegue até colocar um pouco de seu feeling.



Beach também pegou um bom momento do Dokken, que queria se desvincular da aposta no rock alternativo em "Shadowlife". A banda estava com "sangue nos olhos", pois precisava reagir ao fiasco anterior. Com isso, "Erase The Slate" se tornou um dos trabalhos mais heavy metal do grupo, que é conhecido por sempre navegar bem entre o hard rock e o heavy. Destacam-se a faixa título, "Maddest Hatter", "Voice Of The Sul" e "Shattered", entre outras boas faixas.

A passagem de Reb Beach pelo Dokken foi encerrada em 2001, após o músico lançar um disco solo, "Masquerade", e o Winger anunciar seu retorno. Em entrevista ao site Rock N' Roll Experience, Don Dokken falou sobre a saída do guitarrista.

"Eu disse que faríamos outra turnê e Reb disse que toparia, mas que não queria gravar outro disco, mas, sim, se dedicar a projetos paralelos. Queríamos alguém para integrar a banda de vez. Ele era o cara para isso, mas ele achava que era apenas um músico contratado. Ele sempre dizia: 'quero estar na banda, mas se eu receber uma oferta, talvez eu vá'. Ele estava mais pela grana, então sempre soube que ele iria se alguém o oferecesse muito dinheiro", afirmou.



Outro músico consagrado chegou para assumir o posto deixado por Reb Beach, em 2001: John Norum (Europe). O guitarrista era um antigo conhecido de Don Dokken, pois integrou a banda solo do cantor e gravou "Up From The Ashes" (1990). Ele também fez alguns shows com o Dokken quando George Lynch saiu, em 1997.

Só que, em 2001, John Norum foi chamado para integrar o Dokken de vez. Nesse meio-tempo, Jeff Pilson deixou o grupo, sob a alegação de que queria se dedicar mais aos vocais e menos ao baixo, e foi substituído por Barry Sparks.



Com a nova formação, a ideia de Don era fazer um disco mais orientado ao blues rock. Entretanto, o resultado foi "Long Way Home" (2002), que é, basicamente, uma continuação do hard rock contemporâneo de "Dysfunctional".

Conciso e grudento, "Long Way Home" é o disco que a formação clássica do Dokken poderia ter feito se os bastidores não estivessem tão tumultuados. Há músicas muito boas nesse álbum, como "Magic Road", "Little Girl" e a versão para "Heart Full Of Soul", original dos Yardbirds.



É bom de se ouvir John Norum tocando guitarra. Ele é um músico da "velha guarda", adepto a timbres mais recheados e solos menos exibicionistas. Por outro lado, vale destacar que ele não imprime tanto a sua identidade por aqui.

Com "Long Way Home" lançado, o Dokken embarcou para mais uma turnê. E, novamente, Norum ficou em um meio-termo entre seu estilo próprio e o jeito de George Lynch tocar. Em algumas versões ao vivo, o guitarrista do Europe mandava muito bem; em outras, parecia um pouco perdido.



No meio da turnê, John Norum disse a Don Dokken que estava insatisfeito e queria sair da banda. Ofereceu-se a fazer as datas agendadas, mas Don recusou: o dispensou de cara e contratou Alex De Rosso para o restante da tour. Pouco tempo depois, o Europe de John Norum se reuniu.



Não há nenhuma entrevista de fácil acesso com depoimentos de Don Dokken sobre a saída de John Norum. Na época, Don apenas disse que Norum sofreu uma lesão na mão e não continuou mais no grupo. Porém, o guitarrista do Europe falou sobre a sua saída da banda em algumas ocasiões. E, como outros músicos já fizeram, criticou a personalidade de Don.

"No começo (em referência ao período com a banda solo de Don Dokken), foi bem divertido. Então, gravei 'Long Way Home' em 2001 e tudo mudou, foi horrível. Fizemos uma turnê por um ano. Senti como se tivessem durado cinco anos. Don costumava ser legal, mas se tornou uma pessoa péssima com a qual não quero trabalhar mais. Ele tem muitos problemas pessoais", disse o músico à Antenna webzine. Na mesma entrevista, Norum relatou que, em 1997, George Lynch tentou enforcar Don Dokken. "Eram como crianças", afirmou.

"O Mötley Crüe se arrastava criativamente", diz Nikki Sixx
terça-feira, novembro 29, 2016


O baixista Nikki Sixx disse, em entrevista à TeamRock, que não há chances do Mötley Crüe retomar suas atividades. A banda se despediu do público no fim de 2015, com o encerramento da turnê "The Final Tour".

"Não queria ficar no Rainbow Bar & Grill com as pessoas dizendo 'vejam Nikki Sixx, ele engordou 35 kg e fez um disco que parece uma versão ruim de Too Fast For Love com uma mulher de biquíni na capa'. Quanto mais trabalho com o Sixx:A.M., mais vejo que, com o Mötley, nos arrastávamos criativamente. Não conseguíamos compor mais", afirmou.

O músico disse que ainda se mantém próximo de Vince Neil, mas refutou qualquer chance de voltar com o Crüe. "Quero deixar tudo intacto. Não vejo motivo para o contrário. Não conseguíamos ser criativos mais, então por que continuar? Estou feliz pela forma que acabou", comentou.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Sebastian Bach toca com Rob Affuso em show e alfineta Skid Row
segunda-feira, novembro 28, 2016


O vocalista Sebastian Bach convidou o baterista original do Skid Row, Rob Affuso, para uma participação especial na apresentação realizada em Poughkeepsie, New York, no último sábado (26). Eles tocaram "Rattlesnake Shake" juntos.

Antes de começarem a tocar, Sebastian Bach alfinetou o Skid Row, que segue com uma formação alternativa desde a saída de ambos os músicos. "Muitos caras disseram que fizeram parte do Skid Row e 99% deles falam merda. Há cinco caras do Skid Row, os outros são uma farsa", disse.

Depois, Sebastian Bach apresentou Rob Affuso à plateia. "Este é o baterista do Skid Row, Rob Affuso. Meu nome é Sebastian 'fucking' Bach, sou o vocalista nos discos". afirmou.

Um vídeo da performance foi disponibilizado no YouTube. Entretanto, a filmagem foi retirada da plataforma momentos depois.

Metallica fará "vários tributos" a Lemmy nos próximos anos
segunda-feira, novembro 28, 2016


O baterista Lars Ulrich disse, em entrevista ao Mariskal Rock TV, que o Metallica fará "vários tributos" a Lemmy Kilmister nos próximos anos. O líder do Motörhead faleceu no fim de 2015.

Questionado se o Metallica deve tocar covers de Motörhead en shows futuros, Lars disse: "Espero que sim. Acho que todos sabem o quão Lemmy foi significativo para o Metallica. Obviamente, a música do Motörhead fez parte disto, então penso que isso vai acontecer".

Veja também:
- Novo disco do Metallica tem bons momentos, mas passa longe do excepcional
- James Hetfield fala sobre relação com Lars Ulrich

Ulrich citou a música "Murder One", no álbum "Hardwired...To Self-Dsetruct", como uma das homenagens a Lemmy. "Há uma música no novo disco chamada 'Murder One' que presta tributo a Lemmy, ao menos na letra. Então, Lemmy está em nosso coração e em nossos pensamentos e estou certo de que faremos vários tributos a ele ao longo dos próximos anos", afirmou.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

BBM: quando o Cream "voltou" com Gary Moore no lugar de Eric Clapton
sexta-feira, novembro 25, 2016


O Cream fez história em menos de três anos de carreira. Tornou-se uma das bandas mais aclamadas do efervescente rock psicodélico da década de 60 e foi um dos pioneiros do heavy metal.

Desde que o Cream encerrou suas atividades, no fim da década de 60, não se falou em reunião. Cada músico foi para o próprio canto. O destino não foi generoso com todos: o guitarrista Eric Clapton virou uma grande estrela, enquanto o baixista Jack Bruce e o baterista Ginger Baker não conseguiram alçar o mesmo nível de popularidade dos tempos de trio.

Em 1993, surgiu a oportunidade para o Cream se reunir: a indução ao Rock And Roll Hall Of Fame. O trio tocou junto durante a cerimônia e uma turnê era discutida, mas a ideia foi abandonada por Clapton. Fala-se que o guitarrista propôs que o grupo saísse em turnê sob a alcunha "Eric Clapton & Cream", o que gerou discordância entre ele e os demais integrantes.

Ainda em 1993, no mês de novembro, Jack Bruce celebrou seu 50° aniversário com dois shows comemorativos na Alemanha e convidou, entre outros músicos, Gary Moore para tocar com ele. O resultado foi tão envolvente que Bruce convidou Moore para um projeto com Ginger Baker, que, na verdade, seria a reunião do Cream - só que sem Eric Clapton.



(No vídeo acima, Jack Bruce e Gary Moore com o baterista Gary Husband, em 1993)

O resultado

Foram necessários apenas seis meses para que o trio se formasse, se entrosasse e lançasse, sob a alcunha BBM (Bruce-Baker-Moore), o disco "Around The Next Dream", em 1994. Como era possível que um trabalho tão fantástico fosse feito em tão pouco tempo?

"Talento" e "experiência" respondem à questão. Gary Moore, o maior "novato" dali, estava na ativa como músico profissional desde o início da década de 1970. Além de sua carreira solo, integrou o Skid Row (não o de Sebastian Bach) e o Thin Lizzy. Jack Bruce e Ginger Baker dispensam apresentações: são doutores em blues rock.



"Around The Next Dream" é um disco fantástico. Uma pena que seja o único lançado pelo trio. Suas dez faixas apresentam um blues rock de cozinha incrível, vozes bem colocadas e a guitarra de timbres gordos de Gary Moore, além de um repertório de ótimo gosto, composto por oito faixas autorais e duas duas canções eternizadas por Albert King, "High Cost Of Loving" e "I Wonder Why (Are You So Mean To Me)".

As comparações com o Cream são inevitáveis. E, em alguns momentos, o BBM realmente soa como o antológico trio da década de 60. Em outros, soa mais tradicional, aliado a uma pegada bluesy menos efervescente do que aquela praticada por Jack Bruce e Ginger Baker no passado. Apostou-se em progressões melódicas menos inesperadas e até em leves camas de teclados no background de determinadas canções.



Faixas como "Waiting In The Wings" e "City Of Gold" têm o "padrão Cream" de excelência. Por outro lado, houve espaço para inventividade em momentos como a balada "Where In The World", a groovy "Glory Days" e a arrastada "Naked Flame", que aliam as digitais de Gary Moore à cozinha classuda que apenas Jack Bruce e Ginger Baker poderiam proporcionar.

Os problemas

Com três nomes de peso juntos após tantas décadas de experiência, o ego, em algum momento, falaria mais alto. Foi o que aconteceu. Entretanto, aconteceu de forma tão rápida que mal deu tempo do BBM fazer uma curta turnê pela Europa.



O encrenqueiro Ginger Baker não se deu bem com o metódico Gary Moore. O baterista também se estranhou com Jack Bruce, que, supostamente, o tratava como "músico de estúdio", mas os verdadeiros conflitos partiram de Baker e Moore.

"Ao contrário do Cream, tudo com Gary Moore era artificial. Todo solo que ele tocou era o mesmo. E eu gosto de improviso. Sem o meu conhecimento, eles fizeram um ensaio na Brixton Academy e quando cheguei, ouvi a guitarra de Gary Moore do outro lado da rua. Tocamos perfeitamente. No dia seguinte, o empresário dele me disse que ele havia estourado seus ouvidos novamente e eles o levaram para o médico. Eu disse: 'Por que vocês não o levam a um maldito psiquiatra?'", disse Baker, à Classic Rock.



O baterista relatou, ainda, que shows foram cancelados graças aos efeitos causados pelos valorosos decibéis e até por uma ocasião em que Gary Moore feriu o dedo com uma lata. "Foi uma época terrível, tocando com o Topetudo Mimado do Pop. Um show foi cancelado quando ele (Gary Moore) cortou seu dedo abrindo uma maldita lata. Eric (Clapton) teria colocado um curativo e tocado. Ah, não... não o Gary", afirmou.

Paralelo a isto, "Around The Next Dream" não fez o sucesso esperado. Chegou ao Top 10 das paradas do Reino Unido, mas nada além disto. Também pudera: o trabalho de divulgação se restringiu a apenas uma porção de shows em festivais. Ginger Baker reconhece, também, que o público não deu o crédito necessário a Gary Moore, tão comparado com Eric Clapton neste trabalho.

O Cream, com Clapton, reuniu-se em maio de 2005 para uma série de shows em Londres. Já o BBM nunca voltou a tocar junto. Gary Moore morreu em 2011, aos 58 anos, vítima de um ataque cardíaco, enquanto Jack Bruce faleceu em outubro de 2014, aos 71, com problemas no fígado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Helloween reunido fará show extra em São Paulo
quinta-feira, novembro 24, 2016


Graças à grande procura de ingressos para o show do Helloween, reunido com Michael Kiske e Kai Hansen, em outubro de 2017, a Free Pass Entretenimento anunciou uma nova data. O novo show será no mesmo local - Espaço das Américas, em São Paulo -, em 29 de outubro, um dia seguinte à primeira apresentação.

Veja também: O que esperar da reunião do Helloween?

A venda de ingressos será iniciada no dia 28 de novembro, a partir das 10h (horário de Brasília).

Serviço - Helloween "Pumpkins United World Tour 2017/2018"

Data: 29 de outubro de 2017, domingo
Horário: Abertura da casa 17h - início do show: 19h30
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo-SP
Classificação etária: 16 anos
Acesso à deficientes
Ar-condicionado.

A venda de ingressos será iniciada no dia 28 de novembro a partir das 10h (horário de Brasília).

PREÇOS 

PISTA PREMIUM
Inteira R$ 300.00
Meia R$ 150.00

PISTA 1º Lote
Inteira R$ 140.00
Meia R$ 70.00

PISTA 2º Lote
Inteira R$ 150.00
Meia R$ 75.00

PISTA 3º Lote
Inteira R$ 160.00
Meia R$ 80.00

MEZANINO Vip Open Bar & Food* (+18 anos)
R$ 350.00

*MEZANINO Open Bar & Food (+18 anos): Preço único de um pacote de serviços que inclui 1 ingresso para entrada no evento, acesso à todas as áreas públicas do evento (Mezanino, Premium e Pista), e serviços de open bar e open food. Os serviços de open bar e open food serão servidos somente dentro da área do Mezanino, que contará com livre consumo de cervejas, águas e refrigerantes, além de um exclusivo buffet de finger foods com mini cheeseburgers, mini hot-dogs, pasteizinhos variados, pipocas e mix de nuts. Não será permitido sair da área do Mezanino portando alimentos e/ou bebidas. Pacote exclusivo somente para maiores de 18 anos de idade.

COMPRA PELA INTERNET 
Somente através do site da Ticket 360: https://www.ticket360.com.br/helloween2
Formas de Pagamento: Cartões de débito e crédito, e transferência bancária.
PROMOÇÃO: Exclusivamente para compras pelo site da Ticket 360, entre os dias 16 de Novembro e 16 de Dezembro de 2016, os clientes poderão adquirir seus ingressos com pagamento à vista ou parcelar suas compras em até 10 VEZES SEM JUROS nos cartões de crédito.

PONTOS DE VENDA 
Bilheterias do Espaço das Américas (Sem Taxa de Serviço)
Rua Tugipuru, 795 - São Paulo
SP - Segunda a sábado das 10:00 as 19:00hs.

Consulte demais pontos de venda no link do evento: https://www.ticket360.com.br/helloween2 (sujeitos a cobrança de taxas de serviço).

*Não nos responsabilizamos por ingressos comprados fora dos pontos de venda oficiais.
*Será expressamente proibida a entrada portando bebidas, alimentos, câmeras fotográficas profissionais, câmeras semi-profissionais e filmadoras de qualquer tipo.

E se Dave Mustaine e James Hetfield trocassem seus jeitos de cantar?
quinta-feira, novembro 24, 2016


O vocalista Nicolás Borie, da banda chilena Parasyche, gravou um vídeo em que interpreta músicas do Metallica e do Megadeth com estilos de voz trocados entre si. As canções do Metallica são cantadas ao estilo de Dave Mustaine e as faixas do Megadeth têm uma emulação de James Hetfield.

Veja:

Eric Carr, o integrante mais subestimado do KISS
quinta-feira, novembro 24, 2016


Eric Carr foi, sem dúvidas, o integrante mais subestimado que passou pelo KISS. De sua entrada, em 1980, até o dia de sua morte, em 1991.

Antes de tudo, gostaria de destacar que não acho que ele tenha sido o melhor baterista que passou pela banda. A pegada diferenciada de Peter Criss, aliada a sua voz, e a precisão técnica de Eric Singer, fazem com que eu não enxergue Eric Carr como o mais apto a passar pela função.

Entretanto, a passagem de Eric Carr pelo KISS ocorreu em meio a um período conturbado da banda - curiosamente, mais de uma década. Carr acabou por dar "azar" ao ver a banda quase se desmanchar algumas vezes enquanto ele "vivia o sonho".



Na biografia "Uma vida sem máscaras", Paul Stanley relata que Eric Carr parecia não perceber que o KISS estava desmoronando ao longo dos primeiros anos da passagem dele pela banda, no início da década de 1980. O período conturbado ficou marcado pela aposta no malfadado "(Music From) The Elder", a saída do guitarrista Ace Frehley e problemas para se obter bons públicos nos shows, especialmente nos Estados Unidos.

Falta de confiança

Eric Carr parece ter ganhado importância em "Creatures Of The Night", quando sua imponente bateria recebeu destaque na produção de Michael James Jackson. A banda tirou as máscaras em "Lick It Up" e, desde então, voltou a fazer sucesso em grande escala.



Com a retirada das máscaras, turbulências voltaram a marcar o território do KISS. O guitarrista Vinnie Vincent, que substituiu Ace Frehley, foi demitido após brigas com os demais músicos. Mark St. John veio no lugar, mas mal durou alguns meses, devido a problemas de saúde. Bruce Kulick, às pressas, entrou no lugar do músico e por lá ficou até metade da década de 1990.

Ao longo deste período, até Gene Simmons se afastou do KISS. Ele mal participou da concepção dos discos "Animalize" (1984), "Asylum" (1985) e "Crazy Nights" (1987), pois estava focado em construir uma carreira no cinema.

Era o momento de Paul Stanley dar moral a Eric Carr, que também cantava e compunha. Não rolou: Stanley, que passava por problemas de depressão na época, assumiu as rédeas do KISS. Mesmo com todo o talento que tinha, Carr sempre foi visto como um músico contratado e nada além disto. Entrevistas de pessoas ligadas à banda confirmam esta visão, apesar daqueles diretamente envolvidos evitarem o assunto.



Quanto às colaborações autorais de Eric Carr no KISS, ele co-escreveu seis faixas em sete discos: "Under The Rose", "Escape From The Island", "All Hell's Breakin' Loose", "Under The Gun", "No, No, No" e "Little Caesar".

Prestes a morrer

Também em sua biografia, Paul Stanley admite que um dos grandes erros de sua carreira esteve relacionado ao câncer no coração que Eric Carr enfrentou em 1991. Quando Carr esteve doente, Stanley e Gene Simmons decidiram que o Kiss não poderia parar. Então, contrataram Eric Singer para substituí-lo.

A dupla disse a Eric Carr que a vaga dele estava garantida na banda e que a medida tinha o intuito de fazer com que ele se recuperasse tranquilamente, com as despesas pagas. Entretanto, a notícia não foi bem digerida por Carr, que, naturalmente, passou a se sentir ameaçado e pouco útil ao grupo - tanto que ele, de peruca, topou participar das gravações do clipe "God Gave Rock N' Roll To You II", cuja trilha de bateria foi gravada por Singer.



Faltou reconhecimento ao longo da trajetória e compaixão no leito de morte. Eric Carr deu o sangue pelo KISS na década de 1980. Apesar de seu talento e carisma inegáveis, o músico foi jogado para escanteio ao longo de sua passagem pela banda.

É possível conhecer um pouco mais de Eric Carr em seu disco solo póstumo, "Rockology", lançado em 1999. As 12 faixas do disco foram compostas por Carr, Bruce Kulick e Adam Mitchell e gravadas ao longo da década de 1980. No disco, Eric canta e toca bateria, teclados, baixo e violão.

As agonizantes últimas horas de Freddie Mercury
quinta-feira, novembro 24, 2016


Nenhum relato sobre os últimos anos, dias ou momentos de Freddie Mercury é tão fiel quanto o de Jim Hutton. O cabeleireiro, morto em 2010, se relacionou com o lendário vocalista do Queen de 1985 até o último dia da vida do astro, 24 de novembro de 1991. Ele viu todo o sofrimento do cantor de perto.

O relato está presente no livro "Mercury And Me", escrito por Jim Hutton e Tim Wapshott e lançado em 1995. Em homenagem a Mercury, cujo falecimento completa 25 anos na próxima quinta-feira (24), segue, abaixo, a tradução, adaptada, da parte do livro que descreve os últimos momentos do cantor.

Momentos derradeiros

Dores severas afligiam Freddie Mercury diariamente em seus momentos derradeiros. Segundo Jim Hutton, a última vez que Freddie Mercury esteve consciente foi em 21 de novembro de 1991, uma quinta-feira, três dias antes da morte dele, quando Hutton o visitou na Garden Lodge, mansão extravagante que Mercury tanto gostava.

Jim Hutton se deitou ao lado de Freddie Mercury. O vocalista disse, suspirando: "pronto, todos saberão". Na ocasião, Freddie se referia à carta em que anunciava, oficialmente, que estava com Aids. Ela foi enviada à imprensa e divulgada no dia 23 de novembro, um sábado, apenas um dia antes de sua morte.

Já no dia 23, às 22h, Freddie Mercury começou a se contorcer de dor e pediu seus remédios a gritos, que eram quatro pílulas analgésicas. Descrente, Mercury havia abandonado o tratamento com AZT e outros medicamentos algum tempo antes. Jim Hutton dormiu abraçado a Freddie nesta noite.

O último dia

Na madrugada do dia 24, um domingo, Freddie Mercury acordou Jim Hutton e pediu que ele o trouxesse uma fruta. Hutton levou fatias de manga e um copo com suco, para combater a desidratação que Freddie sofria.

Pouco após às 3h, Freddie Mercury acordou Jim Hutton de forma brusca. Seu rosto mostrava desespero. Freddie abria a boca desesperadamente, apontando para a garganta. Hutton não sabia o que fazer.

Cerca de 30 minutos depois, um dos enfermeiros de Freddie Mercury, chamado Joe, chegou ao local. Ele viu que havia um pedaço de manga na garganta de Freddie, que, sem forças, não conseguia nem engolir, nem cuspir. A fruta foi retirada.

Fim da linha

Às 6h, Freddie Mercury pronunciava as suas últimas palavras: "xixi, xixi". Joe e Jim Hutton levaram Freddie ao banheiro, pois ele não conseguia se locomover. Quando o colocaram de volta na cama, ouviram um barulho de um osso quebrando. Mercury se contorceu de dor e passou a ter convulsões.

O médico Gordon Atkinson chegou ao local e receitou uma injeção de morfina a Freddie Mercury, mas o vocalista era alérgico à substância. Horas depois, Elton John e Dave Clark, amigos de Freddie, o visitaram. O cantor estava com os olhos opacos e mal respondia a estímulos externos.

Sem forças, Freddie Mercury não conseguiu pedir para que o levassem ao banheiro. Então, fez suas necessidades na cama onde estava deitado. Jim Hutton trocou as roupas de Freddie, que, com muito esforço, subiu levemente a sua perna esquerda.

A perna logo perdeu força e, assim, Jim Hutton percebeu que Freddie Mercury estava morto. Jim abraçou Freddie e o cobriu de beijos. O sofrimento havia acabado.

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"Innuendo", a despedida de Freddie Mercury dos estúdios
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