terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O Slipknot vai acabar mesmo? Corey Taylor responde
terça-feira, fevereiro 20, 2018


O vocalista Corey Taylor falou sobre os recentes comentários, feitos por Shawn "Clown" Crahan, de que o próximo álbum do Slipknot poderia ser o último da banda. Em entrevista ao Musik Universe, transcrita pelo Blabbermouth, Taylor disse que todos, em algum momento, fazem declarações com o mesmo teor daquela feita por Clown.

"Todos meio que falamos isso. Eu já disse isso no passado. De uma forma não negativa, sempre falamos que quando, fisicamente, não pudermos fazer o Slipknot como queremos, vamos parar. E para alguns de nós, os anos no Slipknot já foram cobrados. Manhãs frias acabam comigo. Meu pescoço, meus joelhos... Sid (Wilson, DJ) já quebrou todos os ossos do corpo", afirmou Taylor.

O vocalista comentou que Clown também tem seus problemas de saúde. "Todos nos machucamos. E, honestamente, se for a decisão dele, eu não seguiria o Slipnkot sem ele. Tem sido duro continuar da forma que seguimos. [...] Há certa mentalidade que acompanha o Slipknot e ele começou isso. Ele sempre foi a visão da banda e, sem ele, isso acaba. Se ele sair, também paro", disse.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Cranberries lançará disco com inéditas de Dolores O'Riordan
segunda-feira, fevereiro 19, 2018


Os músicos remanescentes do Cranberries anunciaram, no fim da última semana, que vai lançar um novo disco. O álbum contará com músicas inéditas gravadas pela vocalista Dolores O'Riordan, que morreu no último mês de janeiro aos 46 anos.

Segundo nota publicada nas redes sociais, a banda já havia iniciado o processo de composição de um novo disco antes de Dolores morrer. "Dolores já havia gravado os vocais das faixas e nós decidimos finalizá-las, pois é isso o que ela gostaria que nós fizéssemos", diz.

"Ainda não sabemos quantas faixas serão mas era o desejo de Dolores que nós terminássemos o disco para lançá-lo. Então é isso o que faremos nos próximos meses. Além de finalizar o álbum, temos alguns outros projetos do Cranberries a caminho. Cada um tem seu tempo", complementa a nota.

Pearl Jam faz campanha contra porte de armas após tragédia nos EUA
segunda-feira, fevereiro 19, 2018


O Pearl Jam demonstrou um posicionamento bastante firme sobre o porte de armas nos Estados Unidos dias após a tragédia em uma escola em Parkland, na Flórida. Um jovem entrou no colégio e matou 17 pessoas com um fuzil na última semana.

Por meio de suas redes sociais, o Pearl Jam lançou a campanha #ThrowThemOut ("Joguem-as fora", em tradução livre, mencionando as armas). A banda mostrou que o acesso às armas é facilitado, criticou os políticos que são a favor de leis desse tipo e apresentou como se posicionar diante do assunto.

"Estamos cansados dos 'líderes' que se recusam a lidar com o senso comum das leis contra armas. É hora de jogá-las fora", diz a banda, em um tweet. "Merecemos viver em um país onde crianças estão livres da violência das armas em suas escolas, em seus lares e em sua comunidade. #EndGunViolence", afirma, em outro.

As publicações apresentam ações para "chutar os legisladores ligados ao lobby das armas". São elas:

- Comprometer-se a votar em questões relacionadas ao porte de armas;
- Seguir o dinheiro da NRA, organização pró-armas, até os políticos e decidir que quem recebe, não ganhará votos;
- Registrar-se para votar (o voto não é obrigatório por lá);
- Responsabilizar os candidatos por suas atitudes;
- Candidatar-se a cargos políticos.

A banda também divulgou uma publicação do site EveryTown.org, que aponta 7 ações para prevenir a violência com as armas.


O Led Zeppelin vai se reunir em 2018? Jimmy Page responde
segunda-feira, fevereiro 19, 2018


O guitarrista Jimmy Page voltou a ser questionado sobre uma possível reunião do Led Zeppelin. Dessa vez, à revista Planet Rock, o músico foi perguntado se a banda pretende fazer alguma apresentação, neste ano, para celebrar os 50 anos de formação, já que um novo disco ao vivo está para chegar em breve.

"Duvido bastante disso", disse Page. "Você precisa encarar os fatos. Já fez 10 anos do show no O2, onde trabalhamos para fazer um concerto sério. Foi a única coisa que fizemos em muito tempo, então, duvido muito que faremos mais alguma coisa. Realmente penso que a época se passou", afirmou.

A última reunião do Led Zeppelin, citada por Jimmy Page na entrevista, ocorreu em 2007, para um show na O2 Arena de Londres, Inglaterra. Jason Bonham, filho do falecido baterista John Bonham, assumiu as baquetas na ocasião. A performance foi gravada e lançada no DVD "Celebration Day" em 2012.

'Ømni', novo disco do Angra, se sai melhor que a encomenda
segunda-feira, fevereiro 19, 2018


Angra - "Ømni"
Lançado em 16 de fevereiro de 2018

A impressão era de que "Ømni", nono álbum de estúdio do Angra, seria um fiasco. O primeiro single do álbum, "Travelers Of Time", não agradou. As reações negativas foram potencializadas pelo lyric video amador e de péssimo gosto, lançado ainda em 2017.

Apesar disso, "Ømni" é um disco muito bom. Saiu, na verdade, melhor que a encomenda.

O Angra, aliás, pode ser criticado por muitas atitudes em sua trajetória. Entretanto, a banda, que é uma das grandes representantes do metal brasileiro, jamais pode ser repreendida por tentar sobreviver das glórias do passado.


Ainda que com alguns tropeços, a última década do Angra foi marcada por uma nova tentativa de reinvenção. Com as saídas do vocalista Edu Falaschi, em 2012, e do baterista Ricardo Confessori, em 2014, seria cômodo tentar trazer nomes do passado para as vagas, como Andre Matos e Aquiles Priester.

Todavia, o Angra parecia disposto a fazer algo novo quando anunciou que Fabio Lione, consagrado pelo trabalho com o Rhapsody Of Fire, seria o novo vocalista, e que o jovem Bruno Valverde assumiria as baquetas. O primeiro trabalho com a nova formação foi "Secret Garden", de 2014, que impressionou, positivamente, por trilhar caminhos musicais um pouco diferentes - e até mais obscuros.

Novamente produzido por Jens Bogren, "Ømni" é o segundo disco do "novo Angra", que, agora, já não conta mais com o guitarrista Kiko Loureiro, atual integrante do Megadeth - ele foi substituído por Marcelo Barbosa, do Almah. Ainda que seja um trabalho menos inovador que seu antecessor, o novo álbum da banda tem qualidade e merece ser ouvido com atenção.



Conceitual, o álbum conta breves históricas de ficção científica que estão interligadas entre si. A temática principal narra a mudança na humanidade provocada, no ano de 2046, por uma inteligência artificial. As letras, como de costume, são muito bem trabalhadas.

"Light Of Transcendence" abre o disco com uma plena execução da "fórmula Angra": power metal de pegada veloz, exuberância técnica e vocais de extensão desafiadora. "Travelers Of Time", por sua vez, é guiada por um incrível senso de percussão, seja pela bateria ou pelas incursões de outros instrumentos, especialmente na entrada. Também não faltam passagens melódicas e o guitarrista Rafael Bittencourt. Gostei da faixa, embora tenha recebido muitas críticas ao ser lançada como single.

Um pouco confusa, "Black Widow's Web" é um dos grandes experimentos do disco. A faixa conta com participações das cantoras Alissa White-Gluz, do Arch Enemy, e Sandy - ela mesma, a filha de Xororó e ex-dupla de Junior que, hoje, trilha uma carreira musical cada vez mais distante do pop. Apesar das convidadas desempenharem bem suas funções, o resultado final não me agradou tanto.



"Insania", por sua vez, tem cara de clássico do Angra. Começa com vocais em coro, cai, volta com tudo e cativa, em especial, pela interpretação de Fabio Lione. O senso melódico se mostra ainda mais apurado em "The Bottom Of My Soul", guiada pelos vocais do guitarrista Rafael Bittencourt e por instrumentos acústicos e de orquestra. Quase um hard rock.

"War Horns", única faixa a contar com Kiko Loureiro, é, provavelmente, uma das mais pesadas - e melhores - do disco. "Caveman", na sequência, mantém o nível no alto com suas inserções de "brasilidade", com direito a coro em trechos em português, que remetem aos melhores momentos do álbum "Holy Land" (1996).

"Magic Mirror" se destaca por sua segunda metade, bem progressiva, onde vai de riffs grosseiros a passagens com piano e outros instrumentos de orquestra. Em seguida, a balada "Always More" agrada pelas linhas de guitarra, mas soa deslocada, ao menos musicalmente, da tracklist do álbum - especialmente se considerarmos que a segunda parte do trabalho beira o irretocável.



Faixa de maior duração do disco, "Silence Inside" justifica os seus 8 minutos e meio. De início, lembra "The Shadow Hunter", do álbum "Temple Of Shadows" (2004). Depois, adquire personalidade própria ao aliar peso e técnica progressiva. Uma das melhores músicas feitas pelo Angra nos últimos tempos. A instrumental "Infinite Nothing", que compila as principais melodias do disco, encerra a audição. Há, ainda, uma regravação de "Z.I.T.O." que integra a edição japonesa do álbum.

No geral, "Ømni" soa como uma continuação natural de "Secret Garden". Embora o antecessor me agrade um pouco mais por sua concepção "dark", a formação atual soa, atualmente, mais entrosada e desenvolve melhor a proposta que o Angra tentou (mas não conseguiu) desenvolver na segunda metade da década de 2000: power metal criativo, técnico, atualizado e com altas doses progressivas.

Individualmente, os três integrantes mais novos se destacam de formas diferentes em "Ømni". Embora ainda aposte em linhas vocais meio exageradas, Fabio Lione deu sangue novo ao Angra. Era o vocalista que a banda queria. Muito técnico, Bruno Valverde não deixa saudades de Ricardo Confessori e mostrou evolução particular em comparação a "Secret Garden". O estreante Marcelo Barbosa também caiu como uma luva, por ter sido muito influenciado, justamente, por Kiko Loureiro. Entretanto, os solos inventivos de Kiko ainda fazem falta - e esse é um dos poucos pontos fracos do álbum.

Para quem começou a década em crise, com um show questionável no Rock In Rio e problemas internos expostos ao público, o Angra caminha para o fim da década de 2010 com muito do que se orgulhar. "Ømni" mostra, mais uma vez, que uma das grandes bandas de metal do Brasil merece respeito - pelo que fez e pelo que faz.

Nota 8,5



Fabio Lione (vocal)
Rafael Bittencourt (guitarra, violão, ukulele, vocal na faixa 5)
Marcelo Barbosa (guitarra, violão)
Felipe Andreolli (baixo)
Bruno Valverde (bateria)

Músicos adicionais:
Sandy e Alissa White-Gluz (vocais na faixa 3)
Kiko Loureiro (guitarra na faixa 6)

1. Light of Transcendence
2. Travelers of Time
3. Black Widow's Web
4. Insania
5. The Bottom of My Soul
6. War Horns
7. Caveman
8. Magic Mirror
9. Always More
10. Ømni - Silence Inside
11. Ømni - Infinite Nothing

70 anos de Tony Iommi, o criador do heavy metal como o conhecemos
segunda-feira, fevereiro 19, 2018


Costumo dizer que, se os integrantes da formação clássica do Black Sabbath não conseguissem sucesso na música, não teriam êxito em nada na vida. O pensamento em questão se aplica a todos, mas, no caso do guitarrista Tony Iommi, se dá por questões físicas.

- Leia: Os instrumentos que Tony Iommi tocou nos discos do Black Sabbath

Nascido na pequena área de Handsworth, em Birmingham, Inglaterra, Tony Iommi não teve uma juventude muito fácil. Antes mesmo de sua vida adulta chegar, lidou com o bullying - devido a uma cicatriz no rosto, adquirida ainda na infância e que justifica o uso de seu lendário bigode - e com um acidente na fábrica onde trabalhava, aos 17 anos, que lhe custou as pontas dos dedos do meio e anelar da sua mão esquerda.



O acidente chegou a colocar em dúvida o seu futuro na música. Tony Iommi queria ser um guitarrista famoso e, após o acidente, pensou que nunca realizaria seu sonho.

Todavia, seu chefe na fábrica apresentou a Iommi o trabalho do guitarrista de jazz Django Reinhardt, que também sofreu um acidente com os dedos e tocava de forma diferente. Ali, Tony percebeu que seria, sim, possível seguir carreira na música.



Assim como Reinhardt, Iommi precisou fazer ajustes na forma de tocar. Ele conseguia utilizar todos os dedos com a ajuda de encaixes de plástico, que substituíam as pontas, mas, para isso, precisou colocar cordas de banjo na guitarra - até meados de 1970, quando a empresa Picato começou a fabricar cordas de tensão mais baixa.

Além disso, Tony começou a fazer músicas em afinação mais grave. Inicialmente, a ideia era obter um som mais grandioso, mas, por consequência, também facilitava na hora de tocar.



Todos esses pequenos ajustes fizeram com que Tony Iommi estivesse apto a criar a sonoridade heavy metal da forma que a conhecemos - e, no caso da mudança de afinação, chega a ser uma das características mais marcantes do estilo. Com o Black Sabbath, Iommi idealizou uma evolução tão grande da música pesada que seu trabalho passou a ser referência, além, é claro, de conquistar milhões de fãs pelo mundo.

O heavy metal não foi, exatamente, criado por Iommi ou pelo Black Sabbath. Bandas como Cream, Steppenwolf e até Led Zeppelin - porque não? - já faziam o que se chama de "proto-metal", de sonoridade parecida com o que viria a ser o heavy metal.

No entanto, Tony Iommi foi o principal inventor da sonoridade que deu origem ao heavy metal - um blues rock distorcido, pesado, sujo, alto e obscuro. E, curiosamente, tal feito foi conquistado por necessidade. A visão e perseverança de Iommi diante de sua deficiência o consagrou, para sempre, no mundo da música.



Infelizmente, outra questão de saúde fez com que Iommi pendurasse as chuteiras no que diz respeito às turnês. No ano passado, ele fez sua última apresentação com o Black Sabbath, alguns anos após ter sido diagnosticado com linfoma. O câncer está em remissão, mas pode voltar a qualquer momento.

Assim como quando atingiu a fama e a consagração, Iommi chega aos seus 70 anos desafiado por questões físicas. Com um histórico positivo nesse quesito, dá para apostar que ele estará bem em um futuro próximo. Os fãs, devotos ao estilo que ele planejou, estarão ao seu lado.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Registro curioso levanta especulação sobre fim do Kiss
domingo, fevereiro 18, 2018


O site Blabbermouth apurou que, no último dia 8 de fevereiro, a empresa Kiss Catalog Ltd., dona dos direitos de propriedade intelectual relacionados ao Kiss, apresentou um curioso pedido de registro à United States Patent and Trademark Office (USPTO), entidade que gerencia patentes nos Estados Unidos. A solicitação foi apresentada para a marca "The end of the road" ("O fim da estrada", em tradução livre para o português).

Caso seja garantido, o registro protege o uso comercial da expressão "The end of the road" em serviços de entretenimento. O direito é garantido, em especial, no ramo de "apresentações ao vivo de bandas musicais".

A expressão, autoexplicativa, tem feito com que muitos fãs especulem um possível fim do Kiss após alguma turnê de despedida, que, provavelmente, deve vir com o título "The end of the road". Recentemente, o vocalista e guitarrista Paul Stanley disse à Billboard que enxerga a banda continuando sem ele.

Se confirmada, a suposta última turnê do Kiss seria a segunda tentativa de dizer "adeus" ao público. A primeira foi a "Farewell Tour", realizada entre 2000 e 2001 com a formação original - o baixista e vocalista Gene Simmons, o baterista Peter Criss e o guitarrista Ace Frehley, além de Paul Stanley. O grupo, no entanto, optou por seguir suas atividades pouco tempo depois com Tommy Thayer no lugar de Frehley e Eric Singer na posição de Criss.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Significado de 'Fade To Black', do Metallica, sempre muda para James Hetfield
terça-feira, fevereiro 13, 2018


O frontman do Metallica, James Hetfield, falou sobre duas baladas compostas pela banda no passado: "Fade To Black" e "The Unforgiven". Para o vlog So What (transcrição via Ultimate Guitar), ele afirmou que tais músicas passam por metamorfoses constantemente em sua concepção.

"Músicas como 'Fade To Black' ou 'The Unforgiven' são músicas que passam por metamorfoses. Elas mudam constantemente para mim. Quando 'Fade To Black' foi feita, era real. Era como: 'odeio a vida, nosso equipamento foi roubado, não podemos viver nosso sonho'. E, claro, quando Cliff (Burton) ou alguém importante nas nossas vidas morre, essa música aparece. Como Chris Cornell, Dio... a morte de alguém dá uma nova vida à música para mim", afirmou.

Ainda sobre "Fade To Black", James Hetfield disse que, uma vez, quando olhou para a plateia enquanto a tocava, uma pessoa estava em prantos. "Era uma menina jovem, com cabelos longos e escuros, estava em lágrimas. Eu estava preso ao suporte do violão, mas queria ir até lá e, sei lá, abraçá-la mentalmente. Sabe, piscar e dizer: 'vai ficar tudo bem'", revelou.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Com Parkinson, Glenn Tipton não fará mais turnês com o Judas Priest
segunda-feira, fevereiro 12, 2018


O guitarrista Glenn Tipton, do Judas Priest, está com Mal de Parkinson. A informação foi revelada, nesta segunda-feira (12), via comunicado oficial publicado pela banda no Facebook. Graças à doença, cujo estado se avançou nos últimos tempos, Tipton não vai mais excursionar com o grupo.

Diagnosticado com Parkinson há 10 anos, Glenn Tipton estava "gerenciando" a situação de modo que ainda conseguisse tocar com o Judas Priest em estúdio e ao vivo. Agora, segundo a banda, Tipton só consegue tocar algumas músicas menos "desafiadoras" em termos técnicos.

"Não estou deixando a banda - simplesmente, meu papel mudou", afirmou Glenn Tipton, que, aparentemente, continuará trabalhando em estúdio com o Judas Priest. O guitarrista será substituído por Andy Sneap, que também trabalha como produtor - ele, inclusive, é o responsável pela produção de "Firepower", próximo disco do Priest, que chega a público em março.

Michael Schenker diz ter recusado audição com Rolling Stones
segunda-feira, fevereiro 12, 2018


O guitarrista Michael Schenker (UFO, Scorpions) revelou, em entrevista à Nuclear Beast (transcrição via Ultimate Guitar), que foi convidado para fazer uma audição com os Rolling Stones na década de 1970. Schenker revelou, ainda, ter recusado a proposta.

"Havia acabado de entrar no UFO, com 17 anos, sem falar inglês algum. Sempre disse ao Scorpions: eu saio se alguma banda inglesa, não importa qual, quiser me levar. Na Alemanha, as pessoas não entendiam nada do que eu entendia. Era a disco music e só. Na Inglaterra, ser músico era uma profissão e o que eu fazia, vinha de lá, então, era o que eu queria ser", contou, inicialmente.

Schenker complementa: "O UFO me convidou, entrei, consegui Uli (Jon Roth) para o Scorpions, para ter certeza de que Rudolf (Schenker) e Klaus (Meine) ficariam bem. Dois meses depois, recebi uma ligação. Eu não tinha um telefone, tinha que ir na proprietária e: 'Michael, você gostaria de fazer uma audição com os Rolling Stones?'. Eu disse: 'os Rolling Stones?' Falei que iria ligar de volta".

Michael disse, então, que entrou em contato com seu irmão. "Disse: 'Acredita nisso?'. Rudolf sempre quis algo assim, ele era obcecado por fama, diferente de mim. Ele me queria como Elvis Presley e os Rolling Stones. Por eu ter recebido a ligação, ele diz que não se lembra (risos). Eu não sabia o que fazer e ele disse: 'é a sua vida, está contigo, você precisa resolver'. Então, eu não retornei", afirmou.

O guitarrista explicou por qual motivo tomou tal decisão. "Lembro quando Brian Jones morreu, vi os artigos nos jornais e revistas e eles se olhavam com seus cabelinhos. Eu pensei: 'se eu entrar nessa banda, estarei morto em dois anos'. Eu era um cara frágil na época, fiquei com medo daquela ideia. Mas o engraçado é que Ron Wood conseguiu o emprego e era um fã de Michael Schenker. Tocamos em 1983 no Hammersmith, ele veio com sua família e me apresentou a todos os filhos. Ele era um fã completo. Chegou cantando e dizia: 'Michael Schenker detona'. Fantástico", disse.