quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Kai Hansen: "XXX" é bom, mas convidados não foram bem aproveitados
quinta-feira, setembro 29, 2016


Hansen & Friends - "XXX: Three Decades In Metal" [2016]

Kai Hansen é uma verdadeira instituição metálica. Consagrou-se, inicialmente, como integrante do Helloween, com o qual gravou três discos e compôs clássicos como "I'm Alive", "Future World" e "I Want Out", entre outros. No fim da década de 1980, saiu do grupo e formou o Gamma Ray, de onde não saiu mais, e manteve-se como um dos grandes nomes do power/speed metal. Também integrou o Iron Savior entre 1996 e 2001 e, desde 2012, faz parte do Unisonic.

Definitivamente, Kai Hansen tem história para contar e merecia uma boa homenagem. O próprio Hansen, então, decidiu prestar tributo a si mesmo com um projeto solo repleto de convidados.

Essa é a proposta de "XXX: Three Decades In Metal", disco que celebra os 30 anos de "Walls Of Jericho", álbum de estreia do Helloween - OK, ele foi lançado em 1985, mas vale o tributo. O trabalho chegou a público no último dia 16, sob a alcunha Hansen & Friends.



A palavra "Friends" no novo projeto faz justiça a Kai Hansen, descrito por muitos como um verdadeiro boa-praça. Não à toa, conseguiu reunir nomes de peso no projeto. Três (ex-)integrantes do Helloween marcam presença: Michael Kiske, Roland Grapow e Michael Weikath. Participam, também, Ralf Scheepers (Primal Fear), Tobias Sammet (Edguy, Avantasia) e Dee Snider (Twisted Sister), entre outros.

Com um elenco tão estrelado, não dava para esperar menos: "XXX: Three Decades In Metal" é um bom trabalho. Para mim, melhor do que muitos álbuns do Gamma Ray. E por mais que o título sugira algo celebrativo e em tom saudosista, a tracklist de "XXX" só tem novidade.

A única ressalva que faço é com relação às participações especiais. Esperava que os convidados aparecessem mais. Alguns só figuraram com o nome na tracklist, pois mal dá para ouvi-los.

A abertura "Born Free" bebe no heavy tradicional. É a única faixa sem participações especiais: apenas Kai Hansen e seus músicos de apoio. "Enemies Of Sun", com Ralf Scheepers e Piet Sielck, é arrastada ao estilo Accept e, apesar de ser um pouco extensa demais (quase oito minutos de duração), vale a audição. "Contract Song" merece destaque pela participação discreta, porém irretocável de Dee Snider.



"Making Headlines", com Tobias Sammet, é um speed/power bem na linha do Gamma Ray. Uma das melhores faixas do disco é "Stranger In Time", com Michael Kiske e Roland Grapow. O refrão cresce com os backing vocals de Frank Beck e Tobias Sammet. Há, ainda, mudanças de andamento irresistíveis.

A segunda metade do álbum é mais melódica. "Fire And Ice", um pouco cansativa, segura a peteca. Cresce a partir da metade, quando os instrumentos somem e só permanecem baixo e bateria, em um momento "Sabbath". "Left Behind" começa com um riff ao estilo CPM 22 (!), mas se abre no refrão e cativa. A participação de Clementine Delauney, também presente na faixa anterior e na próxima, merece destaque por aqui.

Ainda mais melódico "All Or Nothing", uma quase-balada de boas linhas vocais. Não convence, mas não é ruim. A hard rock "Burning Bridges" tem a pegada do Unisonic, um solo fora de série e boa participação do vocalista Eike Freese (Dark Age). O encerramento com "Follow The Sun" é grosseiramente heavy: batida rápida, riffs bem feitos e, enfim, bom uso dos convidados, Hansi Kürsch (Blind Guardian) e Tim Hansen. Uma das melhores do disco.

Talvez seja inocente de minha parte querer ouvir mais de tantos convidados - são 16 ao todo. Senti, sim, que poderia escutar mais de Dee Snider, Tobias Sammet, Michael Kiske e até de Clementine Delauney, que só surge mesmo em "Left Behind". Por outro lado, não tira a qualidade de "XXX: Three Decades In Metal".

Disse anteriormente e reforço: "XXX: Three Decades In Metal" é, para mim, melhor que muitos discos do Gamma Ray. As músicas são consistentes e Kai Hansen estava claramente inspirado quando se envolveu neste projeto. Dentro do nicho power/speed metal, é um dos grandes lançamentos do ano.

Nota 8



Banda de apoio:
Kai Hansen (vocal, guitarra)
Eike Freese (guitarra)
Alex Dietz (baixo)
Daniel Wilding (bateria)
Convidados descritos na tracklist abaixo.

01. Born Free
02. Enemies Of Fun (com Ralf Scheepers e Piet Sielck)
03. Contract Sun (com Dee Snider e Steve McT)
04. Making Headlines (com Tobias Sammet)
05. Stranger In Time (com Michael Kiske, Frank Beck, Tobias Sammet e Roland Grapow)
06. Fire And Ice (com Clementine Delauney, Marcus Bischoff, Richard Sjunnesson e Michael Weikath)
07. Left Behind (com Alexander Dietz e Clementine Delauney)
08. All Or Nothing (com Clémentine Delauney)
09. Burning Bridges (com Eike Freese)
10. Follow The Sun (com Hansi Kürsch e Tim Hansen)

Iron Maiden: os 30 anos de "Somewhere In Time"
quinta-feira, setembro 29, 2016


Iron Maiden: "Somewhere In Time"
Lançado em 29 de setembro de 1986

Primeiro disco do Iron Maiden a dividir opiniões, "Somewhere In Time" completa, nesta quinta-feira, 30 anos de lançamento. Apesar de soar um pouco datado, por sua proposta de produção ser mais oitentista, trata-se de um ótimo disco, de repertório quase irretocável.

Por mais que o Iron Maiden buscasse aqui uma pegada mais comercial, "Somewhere In Time" mostra que a banda não tinha medo de arriscar. O sucesso já estava nas mãos deles, pois o antecessor "Powerslave" é um de seus grandes clássicos.

O Maiden sentiu que deveria mudar. Em "Somewhere In Time", aproximou-se um pouco mais do hard rock e apostou em timbres sintetizados. Neses âmbito, brilhou o talento do guitarrista Adrian Smith, autor de três das oito músicas do álbum, incluindo os singles "Wasted Years" e "Stranger In A Strange Land".



A proposta mais comercial não afetou a precisão dos instrumentistas. Smith e Dave Murray mostraram-se mais entrosados do que nunca e tanto Steve Harris quanto Nicko McBrain dispensa comentários. Bruce Dickinson também conseguiu um ótimo resultado por aqui, com performances mais melódicas.

Dickinson, aliás, é um caso a parte neste período. Nenhuma de suas composições entrou em "Somewhere In Time". Ele trouxe músicas de pegada mais acústica, enquanto que o restante da banda procurava por um som até mais arena rock do que de costume.

Apesar disso, Bruce acabou por entender a ideia e colaborou da forma que podia: cantando. E muito. Sempre constante em suas performances, Dikcinson estava, aqui, em grande fase.



"Somewhere In Time" não teve o mesmo sucesso dos três antecessores, mas teve bom desempenho nas paradas: atingiu o primeiro lugar no Reino Unido e o 12° nos Estados Unidos, além de posições expressivas em outros países europeus.

Não é o disco que recomendo mais fortemente para começar a ouvir Iron Maiden, apesar de que, em algum momento, foi um dos meus prediletos. Ainda assim, "Somewhere In Time" é um trabalho acima da média. Além das incríveis "Wasted Years" e "Stranger In A Strange Land", vale destacar a boa "Heaven Can Wait" e a ousada "Alexander The Great".



Bruce Dickinson (vocal)
Dave Murray (guitarra)
Adrian Smith (guitarra)
Steve Harris (baixo)
Nicko McBrain (bateria)

01. Caught Somewhere In Time
02. Wasted Years
03. Sea Of Madness
04. Heaven Can Wait
05. The Loneliness Of The Long Distance Runner
06. Stranger In A Strange Land
07. Deja-Vu
08. Alexander The Great


Sherlock Holmes canta "Comfortably Numb" com David Gilmour; veja vídeo
quinta-feira, setembro 29, 2016


O ator Benedict Cumberbatch, conhecido por papeis em filmes e séries (como Sherlock Holmes, no seriado "Sherlock"), subiu ao palco de uma apresentação de David Gilmour, na última quarta-feira (28), no Royal Albert Hall de Londres. Na ocasião, ele cantou "Comfortably Numb".

Confira:

Myles Kennedy conta como soube da reunião do Guns N' Roses
quinta-feira, setembro 29, 2016


O vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge) falou, ao podcast do Loudwire, sobre a reunião do Guns N' Roses. O cantor do projeto solo do guitarrista disse que soube do plano pelo próprio colega.

"Soube disso há um ano. Estávamos em turnê e ele nos contou. É uma das coisas que sempre imaginei como inevitáveis, era apenas uma questão de tempo e o fã que há dentro de mim estava pulando de alegria, internamente", disse.

Myles Kennedy disse que não foi difícil guardar segredo com relação a isso. "Apenas calei a minha boca", afirmou, aos risos.

The Pretty Reckless lança novo clipe para "Take Me Down"
quinta-feira, setembro 29, 2016


O The Pretty Reckless divulgou um novo videoclipe para a música "Take Me Down". A faixa faz parte do álbum "Who You Selling For", que chega a público em 21 de outubro.

Fã sobe ao palco do Alice In Chains e toca bateria com a banda
quinta-feira, setembro 29, 2016


Um fã do Alice In Chains se juntou à banda, durante um show no Performing Arts Center em North Charleston, South California, na semana passada. O rapaz tocou "Would?" com o grupo, no lugar de Sean Kinney.

O admirador chamou a atenção do Alice In Chains após passar o show segurando uma camiseta com os dizeres: "deixem-me tocar bateria em 'Would?'". Com isso, ele foi convidado a subir ao palco para tocar com a banda.

Veja:

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Ouça "We Are The Ones", nova música de disco solo de Dee Snider
quarta-feira, setembro 28, 2016


O vocalista Dee Snider (Twisted Sister) divulgou um lyric video para a música "We Are The Ones". A faixa faz parte de seu próximo disco solo, de mesmo nome da canção, que será lançado em 28 de outubro.

Confira:

Detalhes do DVD dos Rolling Stones com show em Cuba são revelados
quarta-feira, setembro 28, 2016


Os Rolling Stones revelaram os detalhes de “Havana Moon”, home video com a apresentação da banda em Havana, Cuba, no início deste ano. O registro chegará a público no dia 11 de novembro em DVD + CD duplo, Blu-Ray + CD duplo, DVD + LP triplo e uma edição deluxe.

A direção da filmagem ficou por conta de Paul Dugdale, que também capitaneou o registro do documentário “Olé Olé Olé!: A Trip Across Latin America”, que será exibido nos cinemas. “Havana Moon” contará com um repertório de 13 músicas. Veja:

1. “Jumpin’ Jack Flash”
2. “It’s Only Rock ‘N’ Roll (But I Like It)”
3. “Out of Control”
4. “Angie”
5. “Paint It Black”
6. “Honky Tonk Women”
7. “You Got the Silver”
8. “Midnight Rambler”
9. “Gimme Shelter”
10. “Sympathy for the Devil”
11. “Brown Sugar”
12. “You Can’t Always Get What You Want”
13. “(I Can’t Get No) Satisfaction”

"A maioria dos artistas não tem o que merece", diz Paul Stanley
quarta-feira, setembro 28, 2016


O vocalista e guitarrista Paul Stanley (KISS) saiu em defesa da classe artística durante entrevista ao Digital Trends. Stanley critica as plataformas digitais, como Spotify e Apple Music, que, segundo ele, pagam muito pouco aos músicos.

"É conveniente, claro. E nos leva à questão: o artista está sendo pago? Quando a internet se envolveu no mundo da música, inicialmente (e ainda hoje, de certa forma), fez com que propriedades fossem roubadas. Não é justo quando um artista precisa lidar com pensamentos como 'é pegar ou largar'", disse.

"A maioria dos artistas não tem o que merece. Eles têm o que podem. Quando alguém diz que fará algo com ou sem você, não há muito o que fazer e aí está a injustiça na internet", afirmou.

Veja também:

- KISS lançará documentário "Gods Of Thunder" em 2017
- "Pare de sair com quem só quer ficar bêbado", aconselha Gene Simmons

Novo disco do Tyketto vaza na internet e vocalista reclama
quarta-feira, setembro 28, 2016

Foto por Lina Bodis (Reprodução/Facebook)
"Reach", novo álbum do Tyketto, será lançado oficialmente em 14 de outubro. No entanto, o álbum já está disponível, na íntegra, em vários sites de download ilegal.

Em uma publicação nas redes sociais, o vocalista Danny Vaughn reclamou da situação. "Imagino que tenha sido um jornalista em quem a Frontiers Records (gravadora) confiou que fez o material vazar. O que me impressiona é que um jornalista musical é um dos poucos que entende de verdade como as bandas de nível médio sofrem com atitudes do tipo", afirmou.

Danny Vaughn disse que o Tyketto é o tipo de banda que acaba afetada de verdade com atos do tipo. "Batalhamos por cada venda, que nos ajuda a fazer turnês, produzir merchandising e atender à demanda dos fãs. Não temos mansões, não dirigimos Maseratis e fazemos o melhor que conseguimos, mas alguém que recebeu um voto de confiança em nosso negócio não se segurou e quis se sentir importante. Você não sabe o dano que causou, mas caso eu me encontre com você, farei com que saiba", revelou.

- Assista a "Reach", novo videoclipe do Tyketto