quarta-feira, 29 de março de 2017

20 discos de rock/metal que chegam a público em abril
quarta-feira, março 29, 2017


O mês de abril promete esquentar ainda mais o mercado de lançamentos de novos discos no hard rock e no metal. Não só pelos trabalhos inéditos que chegam por aí, mas, também, pelo Record Store Day, que acontece no dia 22 do mês em questão.

Veja alguns dos novos álbuns que chegam a público em abril:

Babymetal - Ao vivo "Live At Tokyo Dome" (1° de abril)



Deep Purple - "InFinite" (7 de abril)



The Obsessed - "Sacred" (7 de abril)



Dimmu Borgir - Ao vivo "Forces of the Northern Night" (14 de abril)



Richie Kotzen - "Salting Earth" (14 de abril)



Novembers Doom - "Hamartia" (14 de abril)



Crazy Lixx - "Ruff Justice" (21 de abril)



Labyrinth - "Architecture of a God" (21 de abril)



Incubus - "8" (21 de abril)



Junkyard - "High Water" (21 de abril)


Rhino Bucket - "The Last Real Rock N' Roll" (21 de abril)



Procol Harum - "Novum" (21 de abril)



Liv Sin - "Follow Me" (28 de abril)



All That Remains - "Madness" (28 de abril)



Ayreon - "The Source" (28 de abril)



Firespawn - "The Reprobate" (28 de abril)



Life of Agony - "A Place Where There's No More Pain" (28 de abril)



Skyclad - "Forward Into The Past" (28 de abril)



Fates Warning - Ao vivo "Awaken The Guardian Live" (28 de abril)



The Cranberries - "Something Else" (28 de abril)



* Observação: o Record Store Day acontece no dia 22 de abril e conta com uma extensa lista de lançamentos até então raros, composta por singles, registros ao vivo, coletâneas e mais. Veja na lista abaixo:

- Record Store Day: a gigantesca lista oficial de lançamentos

Veja também:

- 15 discos de rock/metal já lançados em 2017 - e o que achei deles

The Darkness anuncia novo disco de inéditas para 2017
quarta-feira, março 29, 2017


O The Darkness anunciou que lançará um novo disco em setembro deste ano. O trabalho ainda não tem título, nem uma data pontual para ser divulgado.

A informação foi revelada com a divulgação de um teaser. Não há nenhum trecho de nova música no vídeo: o som que rola é "Barbarian", do álbum mais recente até então, "Last Of Our Kind" (2015).

Veja:



O próximo trabalho do The Darkness será o primeiro com o baterista Rufus Tiger Taylor, filho de Roger Taylor (Queen). Ele substitui Emily Dolan Davies, que deixou o grupo em 2015.

Não deixe de conferir:
- The Darkness: a conturbada saída do líder Justin Hawkins

Aerosmith deve resgatar músicas pouco tocadas para turnê; saiba quais
quarta-feira, março 29, 2017


O guitarrista Joe Perry disse, em entrevista ao Arizona Central, que músicas pouco tocadas pelo Aerosmith devem voltar ao repertório da próxima turnê da banda. Uma delas é a música "Nine Lives", que dá nome ao disco lançado em 1997.

Questionado sobre músicas que Joe Perry está empolgado em retomar ao repertório, o músico disse: "Estou ansioso em tocar 'Nine Lives' de novo. É uma das minhas favoritas. 'Let The Music Do The Walking' é outra que também não tocamos há muito tempo. Veremos quais voltarão. Mas retomamos vários repertórios antigos e vimos o que acompanhava 'Cryin' e 'I Don't Wanna Miss A Thing'. É como um guia, além dos pedidos dos fãs".

O músico também falou sobre canções que ele é "obrigado" a tocar. "Quando você vê a reação da plateia aos primeiros acordes de 'Dream On', 'Walk This Way' ou 'Sweet Emotion', isto nos une bastante com a audiência. Tentamos tocar 'dream On' em todo show. E ainda me empolgo quando vejo o público cantar junto. Steven (Tyler) ainda chega àquelas notas altas no fim. É incrível. Sou um fã também. Quando estou na plateia, não quero ouvir uma versão reggae dos Rolling Stones para 'Honky Tonk Woman', entende?", disse.

Veja também:
- 20 anos do controverso "Nine Lives"
- Aerosmith, dono da única música de rock a estrear em 1° nas paradas dos EUA

terça-feira, 28 de março de 2017

Taylor Hawkins diz qual banda matou o glam metal oitentista
terça-feira, março 28, 2017


Em um artigo escrito para o site da revista Rolling Stone, o baterista do Foo Fighters, Taylor Hawkins, decretou qual foi a banda que matou o glam metal praticado, em especial, na década de 1980. Segundo ele, o "culpado" foi o Jane's Addiction.

Taylor comenta que a música, em especial o rock, estava ficando um tanto "estúpido" no mainstream ao fim da década de 1980. "Eu não era do underground nesta época, só ouvia rádio. Em 1988, gostava de ouvir discos antigos do Rush, Queen e The Police. Descobri Pink Floyd. O pop da ádio era uma trilha sonora para dar uns amassos na namorada, como Whitesnake e aquelas coisas. Ainda curto só de lembrar daqueles tempos. Quando ouço 'Here I Go Again', lembro de dar uns beijos em alguma garota", disse.

Segundo ele, o Jane's Addiction deixou o hard rock interessante de novo, em termos de letras. "Eles colocaram cérebros onde não havia no hard rock. O Metallica também, de certa forma, bem como o Bad Brains [...] quando ouvi Jane's Addiction, as letras eram como John Lennon em um modo estranho. Eram esotéricos e te faziam pensar", afirmou.

Hawkins revelou o choque que teve ao ouvir "Pigs In Zen". "Pensava, 'ele está falando de porcos, isto deve significar algo, não é só sobre porcos'. Isto te fazia pensar. O jeitão de Perry Farrell que misturava Siouxsie and the Banshees, Jon Anderson, heroína e crack era algo de outro mundo. Era assustador", disse.

Michael Kiske admite estar gordo para turnê de reunião com Helloween
terça-feira, março 28, 2017


O vocalista Michael Kiske admitiu que não está em sua melhor forma para a turnê de reunião do Helloween, "Pumpkins United". A declaração foi feita durante entrevista à edição 218 da revista Roadie Crew.

Ao ser questionado se está pronto para a turnê, Michael Kiske disse: "Sinto-me pronto mentalmente, mas não fisicamente. Estou gordo, então tenho que fazer uns esportes durante o verão (europeu) - qualquer coisa para ficar em forma".

Ele complementa: "Claro que tenho que aprender o material, mas essa eu diria que é a parte mais fácil".

Com esta declaração, o cantor se mostrou consciente de que precisará de fôlego para os shows, apesar de poder dividir os vocais com Andi Deris e Kai Hansen. Serão quase três horas de repertório, que passarão por todas as fases do Helloween.

Veja também:
- "Perdoei Weikath há muito tempo", diz Michael Kiske
- O que esperar da reunião do Helloween?

segunda-feira, 27 de março de 2017

15 discos de rock/metal já lançados em 2017 - e o que achei deles
segunda-feira, março 27, 2017


O ano de 2017 começou menos intenso em termos de lançamentos de discos se comparado a 2016. Poucas bandas grandes divulgaram seus trabalhos até então.

Ainda assim, sempre há alguém fazendo um bom trabalho em alguma parte do mundo. Veja, abaixo, o que achei sobre 15 discos de rock/metal lançados no primeiro trimestre de 2017. A lista está organizada em ordem alfabética.

Battle Beast - "Bringer Of Pain": A imprensa especializada em metal tem criticado este disco por soar um pouco mais hard rock/heavy tradicional que os antecessores. Para mim, este é, justamente, um fator positivo: a pegada power metal deu espaço a um hard melódico, acentuado pelos ótimos vocais de Noora Louhimo. Um dos grandes lançamentos deste primeiro trimestre.



Black Star Riders - "Heavy Fire": Fui surpreendido logo quando pensei em desistir do Black Star Riders. Os dois discos lançados anteriormente soavam como uma cópia barata do Thin Lizzy. Por pouco, dispensei "Heavy Fire", mas ainda bem que decidi escutá-lo. Trata-se de um trabalho consistente e mais inventivo, apesar das influências de Phil Lynott seguirem pulsantes por aqui.



Blacktop Mojo - "Burn The Ships": Uma das surpresas dessa lista. O segundo disco desta banda texana mostra que é possível fazer stoner rock/metal com vocais de qualidade - para muitas bandas, isto parece algo impossível. A pitada southern de algumas faixas é um atrativo extra. Muito bom disco.



Eclipse - "Monumentum": Já faz algum tempo que o Eclipse tem se destacado com ótimos lançamentos. Ainda que "Monumentum" não garanta tantas surpresas, é um trabalho mais maduro. O hard rock tipicamente escandinavo praticado pela banda sueca tem ganhado cada vez mais consistência. Altamente cantarolável.



Horisont - "About Time": Com forte influência do rock praticado na década de 1970, o Horisont consegue uma textura empoeirada até na produção de seus discos. "About Time" apresenta esta característica aliada a boas músicas. De tão vintage, chega a soar alternativo. Eu, particularmente, gostei. Apesar de não ter nada inovador por aqui, é um disco atípico para 2017.



House Of Lords - "Saint Of The Lost Souls": Depois de fazer o mesmo disco várias vezes, James Christian e seus asseclas, enfim, apresentaram algo diferente, apeasr de ainda aquém do que já ofereceram no passado. "Saint Of The Lost Souls", 11° disco de estúdio do House Of Lords, segue em uma veia melódica, que, por vezes, chega a flertar com o metal. O grande trunfo por aqui é a aposta em arranjos menos tradicionais. Graças a eles, por vezes, até esquecemos o quão ruim é a produção - bateria e teclados soam mais computadorizados que a voz de Sebastian Bach na atual década.



Jack Russell's Great White - "He Saw It Comin'": Jack Russell e Great White não combinavam mais. A separação foi a melhor opção para ambos os lados: Russell seguiu em carreira semi-solo (já que ainda usa o nome do ex-grupo), enquanto a banda seguiu com Terry Ilous. Apesar de soar sem inspiração em alguns momentos, "He Saw It Comin'" é o melhor que Jack Russell pode oferecer a esta altura do campeonato: rock de melodias canastronas, instrumentais básicos e bons refrães.



KXM - "Scatterbrain": Precisamos de mais projetos como o KXM. O hard alternativo feito pelo trio, formado por dUg Pinnick (King's X), George Lynch (Lynch Mob) e Ray Luzier (Korn) é simplesmente incrível. "Scatterbrain" reafirma o que o disco de estreia, lançado em 2014, havia apresentado: instrumental técnico e arrojado, melodias fora do padrão e performances individuais de cair o queixo.



Mastodon - "Emperor Of Sand": Tem sido cada vez mais difícil classificar o Mastodon em um subgênero do metal, ou até mesmo do rock. Ainda bem que é assim: mostra que a banda está cada vez mais original. "Emperor Of Sand" é um disco muito contemporâneo que exibe diversas influências - do hard ao progressivo, do heavy tradicional ao groove e por aí vai - em um corpo homogêneo, com melodias grudentas, refrães poderosos e letras que merecem atenção.



One Desire - "One Desire": Até o momento, a revelação do hard rock neste ano. Músicos de distintas raízes se uniram a este projeto: André Linman já é ligado ao hard rock por meio de sua outra banda, o Sturm und Drang, enquanto o baixista Jonas Kuhlberg tem conexões com o power metal e o guitarrista Jimmy Westerlund já produziu de Good Charlotte a Pitbull. Em seu disco de estreia, o grupo finlandês aposta na vertente mais melódica do hard rock. O diferencial está em Linman, um grande cantor, e nas composições - boa parte tem cara de hit.



Overkill - "The Grinding Wheel": Uma das bandas mais consistentes do thrash metal, o Overkill lançou seu 18° disco de estúdio com o mesmo vigor dos primeiros. "The Grinding Wheel" reforça a identidade do grupo, que toca thrash metal de pegada mais direta. Graças ao repertório e à ótima produção, pode ser considerado, facilmente, um dos melhores da extensa carreira do Overkill.



Sepultura - "Machine Messiah": O Sepultura vive um grande momento. Cada disco lançado com Derrick Green mostra um passo adiante em qualidade e inventividade. "Machine Messiah" alia um groove metal muito bem tocado a certa sofisticação, seja pelas letras, pelos vocais menos gritados ou até por momentos orquestrados. O ar levemente experimental e a própria batuta do bom produtor sueco Jens Bogren fizeram com que o quarteto soasse renovado neste disco.



Stephen Pearcy - "Smash": Pearcy disse, em determinadas entrevistas, que Bobby Blotzer nunca compôs uma nota sequer para os discos do Ratt. No entanto, "Smash" também coloca em prova a capacidade criativa de Stephen. Comparado ao que foi feito com o Ratt, "Smash" é fraquíssimo. A péssima produção só piora: parece ter sido gravado de forma amadora. O repertório não cativa e Pearcy mostra que já não consegue cantar mais, nem com retoques de estúdio.



Tokyo Motor Fist - "Tokyo Motor Fist": O primeiro disco do supergrupo formado por Ted Poley (Danger Danger), Steve Brown (Trixter), Greg Smith (Alice Cooper, Rainbow) e Chuck Burgi (Rainbow, Blue Öyster Cult) é bem bom. Divertido, ganchudo e repleto de refrães grudentos. Soa como uma continuação de "Revolve", último disco do Danger Danger, mas com menos teclados. Merecia uma produção melhor, mas ficou bom do jeito que está.



Unruly Child - "Can't Go Home": Assim como "Smash", de Stephen Pearcy", o novo álbum do Unruly Child é outro disco gravado de forma muito amadora. Compromete o repertório que, se não é genial, ao menos atende à média do AOR contemporâneo. Os teclados de músico que toca em churrascaria barata e os backing vocals quase techno de tão editados tiram o charme de um álbum que poderia ter a sempre imponente voz de Marcie Free como destaque. Em faixas mais clean, como "See If She Floats", é possível ver o potencial perdido por aqui.

Os vários instrumentos que Steven Tyler toca nos discos do Aerosmith
segunda-feira, março 27, 2017


Steven Tyler é conhecido, obviamente, por ser o vocalista do Aerosmith. Vez ou outra, lembra-se que ele também toca piano - apesar de fazer isto em todo show, durante "Dream On".

Mas poucos sabem - ou se lembram - que Steven Tyler é multi-instrumentista. Ainda criança, ele começou na bateria e partiu para outros instrumentos. Ele também aprendeu piano desde cedo, visto que seu pai foi músico de formação erudita.

Veja, abaixo, quais instrumentos Steven Tyler tocou em cada disco do Aerosmith - além, é claro, de ser responsável pelo vocal principal:


  • "Aerosmith" (1973): teclados, piano, flauta, gaita e percussão.
  • "Get Your Wings" (1974): piano, violão, gaita e percussão.
  • "Toys In The Attic" (1975): teclados, piano, baixo, gaita e percussão.
  • "Rocks" (1976): teclados, piano, baixo, flauta e gaita.
  • "Draw The Line" (1977): piano e gaita.
  • "Night in the Ruts" (1979): teclados, flauta, gaita e percussão.
  • "Rock In A Hard Place" (1982): teclados, piano, violão, gaita e bateria, além da co-produção.
  • "Done With Mirrors" (1985): teclados, gaita, flauta e percussão.
  • "Permanent Vacation" (1987): teclados, flauta, gaita e surdina.
  • "Pump" (1989): teclados, guitarra, flauta e gaita.
  • "Get A Grip" (1993): teclados, mandolin, gaita e percussão.
  • "Nine Lives" (1997): teclados, piano, realejo, dulcimer, gaita e percussão.
  • "Just Push Play" (2001): piano, acordeão, guitarra, gaita, bateria, conga e percussão, além da co-produção.
  • "Honkin' On Bobo" (2004): piano, gaita e percussão, além da co-produção.
  • "Music From Another Dimension" (2012): piano, gaita e bateria, além da co-produção.



Alguns registros ao vivo:



Bateria ("Wipe Out" - cover de Surfaris)



Voz e violão ("Seasons Of Wither")



Gaita (compilação)



Voz e piano ("Dream On")



Veja também:
20 anos do controverso "Nine Lives"
Aerosmith, dono da única música de rock a estrear em 1° nas paradas dos EUA

"The Dirt", filme sobre o Mötley Crüe, pode sair pela Netflix
segunda-feira, março 27, 2017


A adaptação em vídeo da biografia "The Dirt", do Mötley Crüe, pode, enfim, sair do papel. É o que afirma uma reportagem do The Hollywood Reporter.

De acordo com a publicação, a realização de "The Dirt" tem sido negociada com a Netflix. Caso tudo seja acertado, a empresa de streaming deve contar com o diretor Jeff Tremaine, que trabalhou nos filmes de "Jackass".

Há anos, o lançamento de "The Dirt" é especulado. Desde que o livro saiu, em 2001, membros do Mötley Crüe têm dito que pretendiam transformar a biografia em filme. Os rumores esquentaram na última década, quando o envolvimento de Jeff Tremaine ao projeto pareceu se concretizar.

Empresas como Paramount e Focus Features foram relacionadas ao filme anteriormente. No entanto, o projeto não vingou.

Veja também: Top 10 - os melhores não-hits do Mötley Crüe

Slash ficou puto após não entrar para o Poison, diz Rikki Rockett
segunda-feira, março 27, 2017


O baterista Rikki Rockett relembrou, em entrevista ao podcast Decibel Geek, como foi a audição feita pelo guitarrista Slash para entrar no Poison. O músico revelou a chateação do futuro integrante do Guns N' Roses após perder a vaga para C.C. DeVille.

"Conhecíamos Slash por ele ter feito parte do Hollywood Rose. Então Bret (Michaels, vocalista do Poison) e eu gostamos dele. Todos gostamos. E ele veio e fez algumas músicas com a gente, mas continuamos a fazer audições mesmo ele sendo um forte candidato. Não queríamos um cara como Yngwie Malmsteen", disse.

Então, C.C. DeVille surgiu para os músicos do Poison. "C.C. fez a audição e fez mais sentido do que Slash. Foi difícil, porque gostávamos de Slash. Ele ficou puto com isto, tipo, 'como assim, caras?'. E houve rivalidade entre Guns N' Roses e Poison por isto. Mas é passado. Vejo Slash hoje em dia e está tudo bem. Não vejo Axl (Rose) há 15 anos, mas vejo os outros caras e está tudo bem", afirmou.

sábado, 25 de março de 2017

Elton John quase foi vocalista do King Crimson; conheça a história
sábado, março 25, 2017


Elton John tem uma conexão com o rock que segue desconhecida por muitos. Seus primeiros discos flertam com gêneros como o rock progressivo, o psicodélico e o folk, apesar da pegada soft/pop sempre ter marcado presença.

A ligação de Elton John com o rock poderia ter sido ainda mais intensa se ele tivesse entrado para o King Crimson. O músico chegou a ser considerado para fazer parte da banda no ano de 1970.

Simon Dupree/Gentle Giant

Tudo começou quando Elton John, até então desconhecido e sob o seu nome de batismo - Reginald Dwight -, integrou, como pianista, o grupo britânico Simon Dupree And The Big Sound, durante parte do ano de 1967. A banda de rock/pop psicodélico era formada por três irmãos da família Shulman: Phil, Derek e Ray.

Inicialmente, Elton John havia sido contratado para substituir Eric Hine, que estava doente, para uma turnê na Escócia. A sua performance acabou agradando e ele foi convidado a permanecer.



Só que duas situações desagradaram o pianista na época. A primeira é que os integrantes do Simon Dupree And The Big Sound se recusaram a gravar algumas de suas composições - embora tenham registrado "I'm Going Home" como B-side de um single. A segunda é que os músicos riram quando ele, então Reginald Dwight, disse que passaria a atender pelo nome artístico de Elton John.



John acabou não sendo efetivado e o Simon Dupree And The Big Sound encerrou suas atividades em 1969. A banda foi reformada sob a alcunha Gentle Giant, em uma pegada mais ligada ao rock progressivo e ao experimental.

King Crimson

Decidido a investir em sua carreira solo, Elton John voltou a se dedicar aos seus projetos particulares. Na época, ele também trabalhava como músico de estúdio e principal compositor da DJM Records. Ao lado de seu eterno parceiro, Bernie Taupin, Elton produziu material para Roger Cook e Lulu, além de ter gravado piano para a música "He Ain't Heavy, He's My Brother", do The Hollies.

Em 1970, Elton John já contava com dois discos lançados e começava a fazer sucesso graças ao hit "Your Song". Ainda assim, estava em busca de mais projetos para trabalhar.



Um desses projetos foi o King Crimson, que começava a despontar como revelação do rock progressivo graças ao disco "In The Court Of The Crimson King" e ao show de abertura que fizeram para os Rolling Stones no Hyde Park, para 500 mil pessoas.



Antes das gravações de seu segundo disco, "In The Wake Of Poseidon", o King Crimson passou por diversas mudanças em sua formação. O guitarrista Robert Fripp ficou sozinho na banda, enquanto todos os demais músicos foram dispensados ou deram no pé, como o vocalista Greg Lake.

Robert Fripp, então, passou a procurar por músicos para gravar "In The Wake Of Poseidon". O baterista Michael Giles, que gravou "In The Court Of The Crimson King", acabou por retornar para o registro, enquanto seu irmão, Peter Giles, assumiu o baixo. O saxofonista Mel Collins e o pianista Keith Tippett também colaboraram.



Faltava um cantor para substituir Greg Lake. E foi para esta vaga que Elton John faria um teste. A ideia era que ele ocupasse a vaga de vocalista e, pelo menos, registrasse "In The Wake Of Poseidon", sem compromisso inicial de realizar uma turnê. Robert Fripp se animou com a ideia, visto a ligação de John com os irmãos Shulman, que, naquele momento, tocavam adiante o Gentle Giant.

O teste nunca aconteceu. Robert Fripp marcou uma audição com Elton John, mas voltou atrás e desmarcou o compromisso após ouvir um dos primeiros discos do músico britânico - provavelmente "Empty Sky", o debut, de 1969. Não que Fripp tenha considerado John ruim, mas o guitarrista pensou que a voz dele não se encaixaria na proposta do King Crimson.

Curiosamente, Elton John já havia sido contratado para gravar os vocais antes mesmo de ter sido feito o teste. E, mesmo com a desistência por parte de Robert Fripp, foi necessário pagar 250 euros para Elton John, que embolsou o valor sem cantar uma nota sequer em "In The Wake Of Poseidon".

As vozes do disco acabaram sendo gravadas por Greg Lake. Neste caso, o pagamento pelo serviço não foi feito em dinheiro: Lake recebeu o equipamento de amplificação de som (as PAs) do King Crimson.

Apesar dos backgrounds diferentes, imagino que seria satisfatório para o King Crimson ter um disco com Elton John. O músico é altamente talentoso e creio que ele não faria feio durante as gravações.



No fim das contas, Elton John chegou à fama com seus discos lançados posteriormente e atingiu um novo patamar em 1973, com "Goodbye Yellow Brick Road". Desde então, não parou mais e se transformou em um dos artistas mais conhecidos - e ricos - da história.



O King Crimson, por sua vez, seguiu o seu caminho com diversos álbuns de estúdio. O grupo nunca repetiu os números de vendas do primeiro disco, "In The Court Of The Crimson King", embora tenha construído uma excelente reputação em seu segmento e seja uma banda influente no rock progressivo. Tanto a banda quanto Elton John seguem em atividade até os dias de hoje.