quarta-feira, 28 de junho de 2017

A curiosa situação em que Metallica e Ozzy trocaram baixistas
quarta-feira, junho 28, 2017


Metallica e Ozzy Osbourne trocaram de baixistas em 2003. E as histórias das mudanças são bem diferentes entre si.

Jason Newsted deixou o Metallica e passou a integrar a banda de Ozzy Osbourne. Robert Trujillo fez o caminho inverso: deixou o grupo do Madman para se juntar a James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett. Trujillo dura no posto até hoje. Já Newsted, não.

Jason Newsted sai do Metallica

O processo de troca de baixistas se iniciou após a saída de Jason Newsted, que saiu do Metallica em janeiro de 2001 após uma série de divergências internas. O principal motivo estava relacionado ao papel criativo de Newsted na banda: ele queria colaborar mais no processo autoral, mas era impedido por Hetfield e Ulrich, em especial.



Em entrevista concedida à ScuzzTV, no ano de 2014, Jason Newsted também revelou que o seu projeto paralelo, Echobrain, azedou a relação com os chefes do Metallica. "O management do Metallica estava muito interessado no Echobrain. Queriam que eu levasse o Echobrain paralelo ao Metallica. James ouviu sobre isso e não ficou feliz. Ele ficou preocupado, a ponto de interferir na coisa, porque poderia de alguma forma afetar o Metallica", disse.

James Hetfield interferiu após ficar sabendo do apoio da equipe do Metallica com relação ao Echobrain. E, dias depois, Jason Newsted disse que o management da banda retirou a ajuda.



Como dito anteriormente, a questão criativa dentro do Metallica também influenciou nesse aspecto. Em 2008, James Hetfield disse, em entrevista a uma emissora de TV norueguesa, que os demais músicos da banda - incluindo ele próprio - não aceitavam as colaborações de Jason Newsted.

"Com todo respeito ao Jason, mas o Rob (Robert Trujilo) compôs mais em 'Death Magnetic' do que Jason em 14 anos. Muito disso tem a ver com nós não termos deixado ele compor e entendo isso totalmente, mas o material do Rob parece se ajustar melhor. Parece que o conhecemos desde sempre. É a sensação que dá", afirmou Hetfield, na época.



Outros motivos ligados à saúde de Jason Newsted também interferiram, ainda que de forma minoritária. Ele precisava de tempo para se recuperar de contusões no pescoço e nas costas, devido à exaustiva agenda de shows do Metallica e ao headbanging nas performances.

A audição de Robert Trujillo para o Metallica

Sem Jason Newsted, o Metallica precisou promover audições para o posto de baixista. Nesse meio-tempo, o disco "St. Anger" foi gravado com o produtor Bob Rock nas quatro cordas. Algumas apresentações foram feitas com Rock quebrando o galho.

Estima-se que uma dezena de baixistas, pelo menos, tenham sido testados pelo Metallica. Entre eles, estiveram Pepper Keenan (Corrosion of Conformity e Down), Twiggy Ramirez (Marilyn Manson), Scott Reeder (Kyuss), Eric Avery (Jane's Addiction), Danny Lohner (Nine Inch Nails) e Chris Wyse (Ace Frehley, Ozzy Osbourne, Mick Jagger, The Cult).



A vaga acabou no colo de Robert Trujillo, que se consagrou com o Suicidal Tendencies e estava com Ozzy Osbourne desde 1996. Trujillo, inclusive, havia excursionado com o Metallica enquanto fazia parte do Suicidal Tendencies. A audição de Rob e trechos de outros testes são retratados no documentário "Some Kind Of Monster", lançado em 2004.

Conforme revelado por Robert Trujillo, em entrevista ao podcast de Marc Maron, a audição durou dois dias. O problema é que Trujillo pensou que só o segundo dia estava valendo.

"No primeiro, fui apenas para observar. O baixo já tinha sido gravado (para o "St. Anger") por Bob Rock. Lars, James e Kirk me disseram para eu relaxar. Eu estava relaxando, mas estava meio perdido, pois ninguém falava comigo. Eles me chamaram para a sala de controle e os vi finalizarem as músicas. Às 23h, estávamos no estacionamento, Lars e eu fomos os últimos a sair e ele me chamou para beber", contou.

Curiosamente, a noite de bebedeira fazia parte do teste. "Topei e fomos para o primeiro bar, bebemos algumas. Fomos para o segundo, tomamos outras. Fomos para o terceiro e bebemos mais algumas. No fim da noite, acabamos na casa dele para beber mais. Já eram cinco da manhã, eu nem conseguia dirigir mais. Acabei dormindo no quarto de hóspedes. Às 9h, ou seja, quatro horas mais tarde, Lars estava sóbrio na esteira e eu com uma dor de cabeça infernal. Ele me disse: 'vamos para o estúdio'. Eu segui dirigindo atrás dele, mal conseguia manter os olhos abertos", afirmou.

Apesar de estar fora de forma, a audição de Robert Trujillo foi boa o bastante para garantir a sua vaga no Metallica. "Hetfield me fazia perguntas e eu respondia de forma meio idiota, pois minha cabeça não estava lá. Quando vejo o documentário 'Some Kind of Monster', lembro da camisa marrom da Armani, que eu nunca teria em minha vida, pois não era minha, era do Lars", disse.



Jason Newsted passa a tocar com Ozzy

A entrada de Robert Trujillo no Metallica foi anunciada em fevereiro de 2003. Em março, menos de 30 dias depois, foi divulgado que Jason Newsted ocuparia a vaga de Trujillo na banda de Ozzy Osbourne.

"Não é uma troca justa. É roubo, eu digo", afirmou Ozzy Osbourne sobre a troca de músicos entre ambas as bandas. "Ele (Jason) é um grande baixista, tem uma boa atitude em minha banda - e sem ressentimentos com Robert Trujillo."



Na época, Jason Newsted integrava o Voivod. Ele não deixou os canadenses na mão e ficou em ambos os projetos. No Ozzfest de 2003, inclusive, Newsted precisou fazer duas apresentações - uma com o grupo de thrash metal e a outra com Ozzy Osbourne.

Empolgado, Ozzy chegou a comparar Newsted com Geezer Butler, o eterno baixista do Black Sabbath, e afirmou que estava ansioso para gravar um novo disco com o ex-Metallica. Na época, completavam a formação o guitarrista Zakk Wylde e o baterista Mike Bordin, enquanto que, nos teclados, outra dança das cadeiras havia rolado: o veterano  John Sinclair foi substituído por Adam Wakeman, filho do lendário Rick Wakeman (Yes).

Newsted deixa o Madman

O problema é que nenhum dos grandes planos que Ozzy Osbourne tinha ao lado de Jason Newsted se concretizou. O baixista deixou a banda do Madman após poucos meses, em dezembro de 2003, para focar no Voivod e no Echobrain. Ele foi substituído por Rob "Blasko" Nicholson, que está com Ozzy até hoje.

Na época, Jason Newsted disse, por meio de nota, que ele era apenas um músico contratado até o fim de 2003. "Meu acordo com os Osbourne era tocar baixo nos shows marcados até dezembro de 2003", afirmou, na ocasião.



Em entrevista posterior à revista Bass Player Brasil, Jason Newsted abriu o jogo sobre a sua entrada - e saída - da banda de Ozzy Osbourne. "Acho que começou meio como 'pagar na mesma moeda'. O Metallica havia recrutado Rob, que estava na banda de Ozzy na época. Dois dias depois, Sharon (Osbourne, mulher e empresária de Ozzy) me ligou e disse: 'você gostaria de entrar na nossa banda?'", disse Jason, que estava de férias com a esposa na ocasião.

Newsted não pensou duas vezes ao aceitar. "Eu ia dizer um 'não' a isso? Está louco? Eu vou é tocar com um de meus heróis", afirmou.

Apesar da maratona de shows - 62 em 60 dias -, Jason Newsted afirma que a decisão de sair foi um tanto natural. "Estávamos nos preparando para ir à Europa, assim que concluíssemos a turnê da Ozzfest de 2003. Porém, Ozzy se machucou em um acidente com um quadriciclo, quebrou a clavícula, e os shows na Europa foram cancelados. As datas já estavam acertadas, com o Voivod abrindo, mas ele se lesionou e tudo foi cancelado. Esse foi o fim do meu trabalho com o Ozzy. Dali, segui apenas no Voivod", afirmou.

Jason Newsted ficou com o Voivod até o ano de 2008, além de ter trabalhado brevemente com Gov't Mule, Papa Wheelie e Rockstar Supernova. Depois, lançou alguns projetos, como o grupo Newsted, mas tem se mantido pouco ativo na música - e mais dedicado à pintura. Já Robert Trujillo não deixou o Metallica desde então.



* Escrevi esse texto originalmente para o Whiplash.Net Rock e Heavy Metal.

"Eu respeito Justin Bieber", diz Corey Taylor
quarta-feira, junho 28, 2017


O vocalista Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour) falou sobre diversos assuntos em entrevista ao podcast Up Against The Wall. O papo foi de Justin Bieber à possibilidade de fazer um disco blues.

Questionado se faria um álbum blues, Corey Taylor disse que, talvez, trabalharia em algo assim. "Há diversos estilos que eu gostaria de colocar meu dedo dentro. Quero fazer algum disco em vibe acústica, tenho uma ideia para um trabalho de jazz para o futuro", afirmou.

Perguntado se faria uma parceria com Justin Bieber, Corey Taylor disse que não. "Talvez não com Biebz, tenho uma regra que eu preciso respeitar as pessoas com quem trabalho, então...", brincou. "Eu o respeito. É um garoto muito talentoso e vai além por seus fãs."

Depois, Taylor foi questionado se chegou a assistir ao mashup de "Psychosocial Baby" no YouTube. "Claro. É realmente assustador (o fato de funcionar tão bem junto", afirmou, aos risos.

Corey chegou a tentar um encontro com Bieber para uma versão de "Psychosocial Baby", enquanto ambos estavam próximos a Washington, nos Estados Unidos. "Ele estava visitando hospitais infantis. Você não pode dizer nada ruim sobre um cara que visita hospitais infantis", disse.

Disco solo de Phil Campbell terá Dee Snider, Matt Sorum e Rob Halford
quarta-feira, junho 28, 2017


O guitarrista Phil Campbell (Motörhead) revelou que o vocalista Dee Snider (Twisted Sister) e o baterista Matt Sorum (Velvet Revolver, Guns N' Roses, Hollywood Vampires, The Cult) vão participar de seu próximo disco solo, feito com o Bastard Sons. Ele já havia revelado que o cantor Rob Halford (Judas Priest) e o percussionista Chris Fehn (Slipknot) também deixariam suas contribuições no registro.

"Dee Snider fará alguns vocais. Benji (Webbe) do Skindread já gravou. Tenho sorte de contar com essas pessoas. Matt Sorum tocará uma música. Ele vai gravar na próxima semana. A mesa de mixagem dele é incrível", disse Phil, em entrevista ao site Rocksverige.

Sobre a sonoridade do disco, Phil Campbell disse que não será como as pessoas estão esperando. "Toco piano em algumas músicas. Não sei, não está finalizado ainda. Farei mais seis músicas, mas não será como o Motörhead totalmente. Depois de tantos anos, é legal poder fazer o que quero. Eu podia fazer o que quisesse no Motörhead, mas não queríamos sair tanto da linha", afirmou.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Ozzy Osbourne revela seus 10 discos de metal favoritos
segunda-feira, junho 26, 2017


O vocalista Ozzy Osbourne escolheu os 10 discos de metal que ele mais gosta. A seleção foi feita durante entrevista para a Rolling Stone. A lista está em ordem alfabética.

AC/DC - "Highway To Hell" (1979)
Ozzy Osbourne diz: "Amo Brian Johnson, mas para mim, meu grande amigo, Bon Scott, foi o melhor cantor que o AC/DC já teve."



Alice In Chains - "Facelift" (1990)
Ozzy Osbourne diz: "Um disco de estreia incrível. 'Man In The Box' é um clássico. Layne Staley era amável. É uma pena que ele não tenha conseguido controlar seus demônios."



Guns N' Roses - "Appetite For Destruction" (1987)
Ozzy Osbourne diz: "Um dos grandes discos de estreia da história. Não tem uma música fraca na lista."



Judas Priest - "British Steel" (1980)
Ozzy Osbourne diz: "Os caras do Judas Priest não são apenas meus amigos de Birmingham, mas também uma das grandes bandas da história. Esse disco tem 'Living After Midnight', 'Breaking the Law' e 'Metal Gods'. É um dos clássicos que vão permanecer pelo teste do tempo."



Led Zeppelin - "IV" (1971)
Ozzy Osbourne diz: "Sempre fui um grande fã de Led Zeppelin. Todos os discos de estúdio são clássicos, mas esse é um dos meus favoritos entre todos."



Megadeth - "Rust In Peace" (1990)
Ozzy Osbourne diz: "Nunca percebi o quão boa era essa banda até ouvir esse disco."



Metallica - "Master Of Puppets" (1986)
Ozzy Osbourne diz: "Levei o Metallica para uma turnê comigo após o lançamento desse disco. É um marco para a banda e para o heavy metal."



Motörhead - "Ace Of Spades" (1980)
Ozzy Osbourne diz: "Esse disco colocou o Motörhead no topo. A faixa-título é a 'Paranoid' do Motörhead. É um dos grandes hinos do metal e, para mim, uma banda não conseguiu o que deveria até fazer o seu hino próprio. Essa é o hino deles."



Pantera - "Cowboys From Hell" (1990)
Ozzy Osbourne diz: "São os mais festeiros com quem excursionei. A guitarra de Dimebag brilha nesse disco. Deve estar na coleção de todo fã de metal."



Rob Zombie - "Hellbilly Deluxe" (1999)
Ozzy Osbourne diz: "Rob Zombie também é alguém com quem excursionei. Ele é um artista de verdade em todo sentido e 'Hellbilly Deluxe' é o melhor dele, na minha opinião."

Os consistentes discos do Quiet Riot após a década de 1980
segunda-feira, junho 26, 2017


O Quiet Riot viveu seu melhor e pior momento nos anos 1980. No início da década, a banda atingiu o estrelato com o álbum "Metal Health" (1983), considerado o primeiro disco de metal a atingir o topo das paradas dos Estados Unidos. Só que o sucesso não foi repetido nos lançamentos seguintes, "Condition Critical" (1984) e "QR III" (1986) - este, com produção arriscada e teclados bem presentes.

Em 1985, o baixista Rudy Sarzo havia sido substituído por Chuck Wright. No ano de 1987, rolaram duas baixas: Wright, cujo posto foi ocupado por Sean McNabb, e o vocalista e principal compositor, Kevin DuBrow, que foi demitido e deu lugar a Paul Shortino. Com essa formação, foi gravado "QR" (1988), o último suspiro do Quiet Riot no mainstream. O álbum sequer chegou ao top 100 das paradas da Billboard e fracassou ainda mais em outros mercados. Com isso, a banda encerrou suas atividades em 1989.

Muitos parecem ignorar este fato, mas o Quiet Riot voltou às atividades em 1991, após Kevin DuBrow ter resgatado os direitos para uso do nome da banda. Desde então, o grupo lançou quatro discos de estúdio, entre 1993 e 2006 - "Terrified" (1993), "Down To The Bone" (1995), "Guilty Pleasures" (2001) e "Rehab" (2006), além de um registro que misturava inéditas e regravações de clássicos do conjunto: "Alive And Well" (1999).

Enquanto a década de 1980 foi marcada por oscilações, os anos 1990 e 2000 conferiram regularidade à discografia do Quiet Riot. Seja pela menor exposição, por estarem trabalhado de forma independente ou mesmo pela maturidade que a idade nos traz, os músicos envolvidos com a banda trabalharam melhor. Só faltou um pouco mais de frequência, pois mais discos poderiam ter sido lançados até a morte de Kevin DuBrow, em novembro de 2007, após uma overdose acidental de cocaína.

"Terrified"

O primeiro disco desse período pós-anos 1980 é "Terrified", lançado em 1993 após ter sido preparado por alguns anos. Antes mesmo de retomar o nome Quiet Riot, Kevin DuBrow montou uma banda chamada de Little Women - alcunha usada por Randy Rhoads e ele na década de 1970 -, cuja formação era composta por Sean Manning na guitarra, Kenny Hillery no baixo e Pat Ashby na bateria.

Quando Kevin DuBrow e Sean Manning ainda compunham material para o que viria a ser "Terrified", o guitarrista resolveu deixar a banda para trabalhar com o Hurricane. A vaga foi ocupada por Carlos Cavazo, que já estava de boa com DuBrow novamente. Pat Ashby também saiu e deu lugar a Bobby Rondinelli. Essa formação gravou parte de "Terrified" até que Rondinelli vazou para o Black Sabbath. Frankie Banali retomou o posto - e ainda passou a trabalhar como empresário - e o nome Quiet Riot voltou a ser usado.

O primeiro disco do retorno do Quiet Riot é tão sóbrio e focado quanto "Metal Health" - talvez, até mais. A banda retomou sua pegada característica, que oscila, de forma quase consciente, entre o hard rock e o heavy metal. Um som pesado, mas, ao mesmo tempo, cativante.

Alguns dos melhores momentos desse disco contam com a co-autoria de Sean Manning: "Rude Boy", "Psycho City" e "Rude, Crude Mood". O hard canastrão "Dirty Lover" e a versão para "Itchycoo Park", cover do Small Faces, também se destacam.



Ainda em 1993, o Quiet Riot também lançou "The Randy Rhoads Years", uma coletânea com faixas dos tempos em que o guitarrista Randy Rhoads integrava a banda. O material foi remixado e as vozes, regravadas.



"Down To The Bone"

Em 1994, Kenny Hillery saiu e Chuck Wright retornou ao baixo. A formação responsável por "QR III" estava de volta, contudo, o registro feito por ela não se comparou ao trabalho de quase uma década atrás. "Down To The Bone" (1995), segundo álbum pós-anos 80, manteve a essência de "Terrified": a união orgânica entre hard rock e heavy metal.

Alguns elementos simpáticos ao classic hard rock, da década de 1970, também começaram a aparecer, ainda que sempre turbinados pelo timbre de Carlos Cavazo e pela bateria potente de Frankie Banali. "Pretty Pack O' Lies", feita pelo compositor externo Ron Day, e a faixa título do álbum refletem essa pegada.



"Alive And Well" e "Guilty Pleasures"

"Alive And Well" (1999) sacramentou o retorno de Rudy Sarzo ao baixo e uma pegada que passou a abordar mais o hard rock, bem como algumas pitadas do glam rock do qual o grupo foi adepto em seus primeiros anos. Seis músicas registradas pela banda na década de 1980, incluindo os dois covers clássicos do Slade, foram regravadas: "Sign Of The Times", "Don't Wanna Let You Go", "The Wild And The Young", "Mama Weer All Crazee Now", "Cum On Feel The Noize" e "Bang Your Head (Metal Health)". Há, ainda, uma versão para "Highway To Hell", do AC/DC.



"Guilty Pleasures" (2001), na sequência, acabou por se tornar o primeiro - e único - disco da formação clássica reunida. E, curiosamente, é o registro mais fraco feito entre as décadas de 1990 e 2000. O ponto mais negativo a ser destacado é a produção, que "estragou" algumas músicas que poderiam ser boas e evidenciou o quanto outras canções eram dispensáveis.



Fim, recomeço e "Rehab"

Dois meses antes de um disco ao vivo, intitulado "Live In The 21st Century" (2003), chegar a público, o Quiet Riot encerrou suas atividades de forma abrupta. Em maio de 2004, Kevin DuBrow lançou "In For The Kill", seu único disco solo, cuja tracklist é composta somente de covers. No mesmo mês, o Quiet Riot anunciou seu retorno, com Alex Grossi na guitarra e Chuck Wright no baixo, além de DuBrow e Frankie Banali.

No entanto, a banda não se firmou. Entre 2005 e 2006, quatro guitarristas (Grossi, Neil Citron, Billy Morris e Tracii Guns) e dois baixistas (Wright e Wayne Carver) diferentes passaram pelo Quiet Riot até que "Rehab" (2006), enfim, começasse a ser gravado - e, diga-se de passagem, com um músico de estúdio, Tony Franklin, no baixo. Grossi e Neil Citron se alternaram nas gravações das guitarras.



Toda essa bagunça nos bastidores do Quiet Riot poderia ter se refletido em "Rehab", mas não foi o caso. Curiosamente, trata-se de um dos discos com direcionamento musical mais evidente. O grupo mergulhou de vez em influências mais clássicas, como o hard rock setentista, o blues e a soul music. O background era esperado, visto que Kevin DuBrow compôs parte do álbum com a ajuda de Michael Lardie (Great White) e Glenn Hughes - este, chegou a cantar e tocar no cover de "Evil Woman", original do Spooky Tooth.

"Rehab" é marcado por adotar uma produção ainda mais sóbria. Efeitos mais secos, voz principal em primeiro plano e inserções de gaita, vocais femininos e órgão são algumas das características do disco.



Morte e continuação

Após o lançamento de "Rehab", o Quiet Riot caiu na estrada, com Alex Grossi e Chuck Wright de volta. Porém, pouco mais de um ano após o disco chegar a público, Kevin DuBrow foi encontrado morto - para ser mais exato, no dia 25 de novembro de 2007. Ele sofreu uma overdose de cocaína e seu corpo ficou trancado no apartamento onde morava, em Las Vegas, por seis dias, até que fosse localizado.

O Quiet Riot encerrou suas atividades em 2007, mas foi novamente retomado - desta vez, por Frankie Banali - em 2010. Alex Grossi e Chuck Wright o acompanharam nessa empreitada, que já contou com cinco vocalistas: Mark Huff, Scott Vokoun, Jizzy Pearl, Seann Nicols e James Durbin. O dispensável disco "Quiet Riot 10" chegou a público em 2014, enquanto "Road Rage" será lançado em agosto de 2017, após ter sido regravado por Durbin devido à saída de Nicols.

Vídeo compara os 3 vocalistas do Angra cantando "Carry On"
segunda-feira, junho 26, 2017


Um vídeo do canal Extra Supremo compara a performance dos três vocalistas que já passaram pelo Angra cantando um dos maiores clássicos da banda. Diferentes momentos das performances de Andre Matos, Edu Falaschi e Fabio Lione são apresentados na montagem.

Vale destacar que "Carry On" foi composta por Andre Matos e pensada para a sua própria performance. As versões de Edu Falaschi e Fabio Lione preservaram tonalidade e elementos da canção original, mas há o uso de técnicas de canto diferentes - especialmente por parte de Lione, que tem outro registro vocal. Ainda assim, é interessante conferir as três vozes em uma mesma trilha de áudio.

Assista:

A modesta lista de exigências do Foo Fighters para camarim
segunda-feira, junho 26, 2017


O site NME divulgou a lista de exigências do Foo Fighters para o camarim da banda no festival Glastonbury 2017. A simplicidade dos pedidos chega a surpreender: o custo é de apenas 145 libras - cerca de R$ 620, em conversão direta.

Não foi informado se os pedidos são apenas para os músicos ou se também abrangem o restante da equipe, nem se haverá uma espécie de jantar oferecido pela organização do evento além dos itens pedidos.

Veja a lista:

01 água Fiji
01 refrigerante Schweppes
01 água de coco
01 suco de romã
12 latas de Coca diet
01 suco de laranja fresco
01 suco de oxicoco (cranberry) Ocean Spray
01 pacote de Vitamin Water
01 case de Red Bull
01 case de Gatorade
01 pacote de grãos de café Starbucks
01 leite orgânico livre de gordura
01 leite Edensoy
01 pacote de abacate
01 pacote de tomate
01 barra de chocolate 65% cacau
01 pacote de banana
01 pacote de maçã
01 pacote de pera
01 pacote de kiwi
01 pacote de uvas sem sementes
01 frasco de manteiga de amendoim

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Firehouse: na década de 1990, fama com hard rock na era grunge
sexta-feira, junho 23, 2017


O chamado hair metal fez muito sucesso na década de 1980, mas os anos 1990 foram ingratos com boa parte das bandas do gênero. Poucos nomes conseguiram produzir trabalhos relevantes após o rock alternativo e o grunge terem se tornado tendência no mainstream.

Um dos poucos nomes que conseguiu algum destaque nesse período foi o Firehouse, cujo primeiro disco foi lançado em 1990, antes do "fenômeno 'Nevermind'", em menção ao álbum mais famoso do Nirvana, chegar a público. O grupo foi formado em Charlotte, na Carolina do Norte, por músicos que tentavam se firmar no cenário desde o início da década de 1980.



O Firehouse foi formado por dois integrantes do White Heat, o guitarrista Bill Leverty e o baterista Michael Foster, em união com o vocalista C.J. Snare e o baixista Perry Richardson, que integravam o Maxx Warrior. Demorou um pouco para que o projeto engrenasse: somente em dezembro de 1989, um representante da Epic Records assistiu a um show da banda, em Nova York - e se impressionou com o que viu.

O disco de estreia, como dito anteriormente, foi lançado antes do grunge e do alternativo dominarem o mainstream naquele período. E o registro obteve boa resposta comercial, com disco duplo de platina nos Estados Unidos e os singles "Love Of A Lifetime" - que quase ficou de fora do álbum - e "Don't Treat Me Bad" no top 20.



Contudo, um feito que respingava no primeiro álbum da banda chamou a atenção em janeiro de 1992: o grupo conquistou o prêmio de "Favorite Heavy Metal/Hard Rock Artist" naquele American Music Awards, que correspondia ao ano de 1991. Artistas como Nirvana e Alice In Chains, que já haviam se estabelecido, foram desbancados naquela premiação.

"Aquilo foi fantástico! Estávamos totalmente despreparados para aquilo, porque você sabe que era um ponto da curva", afirmou o vocalista C.J. Snare, em recente entrevista ao site SleazeRoxx.



O segundo disco do Firehouse, "Hold Your Fire", foi lançado em junho de 1992. Como era de se esperar, o sucesso do debut não foi repetido. Entretanto, os números foram satisfatórios: 23° posição nas paradas dos Estados Unidos e single "When I Look Into Your Eyes" em 8° lugar nos charts, além de disco de ouro.

Naquele momento, o Firehouse começou a se atentar mais em mercados alternativos aos Estados Unidos, como países da Ásia. E, claro, o grupo soube que precisava apresentar algo diferente para que a banda se mantivesse viável, em termos comerciais.



O Firehouse entrou no ano de 1994 como uma das poucas bandas de hair metal a ter um contrato com uma gravadora "major". Boa parte de seus contemporâneos - ou até aqueles que vieram antes deles - já estavam trabalhando em lançamentos independentes, sem um orçamento significativo para boas produções.

Naquele ano, a banda começou a trabalhar em "3", terceiro disco de estúdio, que seria lançado em abril de 1995. Ainda que o hard rock típico do grupo tenha sido mantido em músicas como "Get A Life" e "Two Sides, a tracklist do álbum contém mais baladas do que registros anteriores, como "Love Is A Dangerous Thing", "Here For You" e "No One At All". Outras, como "Love Is A Dangerous Thing" e "Trying To Make A Living", beiram o pop rock.



A significativa mudança de estratégia passa não só pelo Firehouse, mas, também, pelo produtor Ron Nevison, que trabalhou em "3". O responsável pelas sonoridades de clássicos oitentistas, como "The Ultimate Sin" (Ozzy Osbourne) e "Heart" (Heart) - além do contestado "Crazy Nights" (Kiss), havia trabalhado, poucos anos antes, com o supergrupo Damn Yankees, formado por Jack Blades (Night Ranger), Tommy Shaw (Styx) e Ted Nugent.

Guardadas os devidos relativismos - e proporções -, o Damn Yankees deu indícios sonoros do que muitos grupos de hair metal deveriam ter feito nos anos 1990, mas não fizeram: um som ganchudo, só que mais sóbrio, sem tanta imposição de guitarra e instrumentais exibicionistas. Muitos grupos preferiram copiar o grunge e se deram mal. Sábios foram o Bon Jovi e o Firehouse, que entenderam o recado e ainda conseguiram emplacar algo naqueles tempos.



Enquanto disco, "3" não chegou a obter disco de ouro e só obteve uma 66ª posição nas paradas dos Estados Unidos. Todavia, o trunfo estava no grande hit do álbum, "I Live My Life For You", que atingiu a 26ª posição dos charts da Billboard e conquistou repercussão em diversos países - inclusive no Brasil, que contou com uma passagem do grupo, sem shows, para divulgar o disco em programas de TV, como "Programa Livre" e "Xuxa Park". Em terras tupiniquins, a canção chegou a entrar na trilha sonora da novela "A próxima vítima", da Globo.

Sobre não ter feito shows no Brasil, o guitarrista Bill Leverty explicou, à revista Roadie Crew: "Fomos ao Brasil apenas para uma promo tour e naquela época tínhamos mesmo a intenção de voltar aí para fazer uma turnê, mas não houve acerto com os promotores de shows. Nós estávamos esperando uma oferta legítima para assinar o contrato, mas isto nunca de fato aconteceu [...] Com respeito à música 'I Live My Life For You', na época ficamos sabendo que ela seria incluída numa novela para a TV e nos sentimos honrados com isso, pois sei que as novelas brasileiras fazem muito sucesso, inclusive em outras partes do mundo", disse.

No vídeo abaixo, o Firehouse toca "Here For You", mas outras músicas foram apresentadas - como o mega-hit "I Live My Life For You":



"3" também foi o disco responsável por estabelecer, de vez, o Firehouse na Ásia. A recepção da banda por países como Tailândia, Singapura, Indonésia, Filipinas e Malásia, além do Japão, passou a ser ainda maior. Algo positivo para a banda, enquanto os Estados Unidos já não era mais uma opção tão rentável.

Na sequência de "3", foi lançado o álbum acústico "Good Acoustics" (1996), que também refletia a nova proposta do Firehouse. O repertório do grupo ganhou uma estética ainda mais afável nos violões e, como resultado, foi agraciado com disco de ouro na Malásia, nas Filipinas e na Tailândia.



Em entrevista ao Rock Eyez, no ano de 2005, C.J. Snare relembrou essa aventura curiosa do Firehouse no mainstream da década de 1990. "No início dos anos 1990, surpreendemos muitas pessoas por sermos a única banda do estilo a ter um hit no top 20 em meio à cena de Seattle. Isso foi com 'I Live My Life For You', em 1995. Lembro como a indústria reagiu a isso... foram pegos com as calças arriadas", afirmou.

Snare complementa: "Agora que você tem conglomerados musicais que monopolizam o que você escuta, para mim, o 'pop' é o que gravadoras querem que seja. Se é o que vai tocar na MTV e o que tem dólares das grandes companhias por trás, é o que as crianças vão escutar".



Apesar do grande feito, a dupla "3" e "Good Acoustics" foi o último suspiro do Firehouse no mainstream. O contrato com a Epic Records foi encerrado na sequência e a banda assinou com o selo japonês Pony Canyon. A popularidade do grupo passou a ser trabalhada em território asiático daquele momento até o início da década de 2000, com três discos - "Category 5" (1999), "O2" (2000) e "Prime Time" (2003).

Depois disso, as próprias atividades do Firehouse deram uma esfriada. O único disco lançado após "Prime Time" foi "Full Circle" (2011), com regravações dos hits passados. Na estrada, a média é de 30 a 50 shows por ano, com apresentações mais recentes no Brasil nos anos de 2007 e 2013.



* Escrevi esse texto originalmente para o Whiplash.Net Rock e Heavy Metal.

Deep Purple não se reunirá com Ritchie Blackmore, diz Don Airey
sexta-feira, junho 23, 2017


O tecladista Don Airey não acredita que o Deep Purple possa se reunir com o guitarrista Ritchie Blackmore. A declaração foi dada em entrevista ao RockPages.

Questionado sobre a possibilidade, Don Airey disse: "Eu duvido. Não acho que isso vá acontecer. Não por qualquer classificação, são apenas por aspectos práticos. Temos uma banda chamada Deep Purple e essa é a banda. Demora o bastante para juntar tudo e lidar com os outros envolvidos, com vários músicos no palco. Não há nada pior, é terrível (risos)".

Airey acredita que ninguém jogaria fora o trabalho com a atual formação, que conta com Steve Morse na guitarra desde 1994 - mais de 20 anos. "É trabalhoso fazer uma banda soar bem. Tivemos uma ótima turnê com uma orquestra quatro anos atrás. A orquestra era ótima, o show era ótimo, tudo foi divertido, mas, no fim, todos ficamos felizes em retornar para a banda. E outras pessoas chegando, independente de suas conexões ou história que têm, tendem a não funcionar. Tende a se tornar algo que você faz por razões erradas", afirmou.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Por que a treta entre Nickelback e Corey Taylor é bizarra e juvenil
quinta-feira, junho 22, 2017


Uma nova treta entre Chad Kroeger (Nickelback) e Corey Taylor (Slipknot, mas referente à sua outra banda, Stone Sour) tem figurado entre as manchetes de veículos especializados em música. O público em geral, para variar, tem adorado o "climão". Só que o motivo de tudo isso ter acontecido é um tanto bizarro.

Em uma entrevista concedida na Suécia, Chad Kroeger criticou o Stone Sour após uma pessoa presente no bate-papo ter citado o grupo como "diversificado" em seu som. Kroeger dizia, antes, que nenhuma banda é tão distinta musicalmente como a dele. Daí, o nome Stone Sour foi citado como equivalente com relação a tal característica.

Kroeger, então, disse que o Stone Sour tenta ser um Nickelback e a define como "Nickelback lite". "Corey Taylor disse coisas realmente terríveis sobre mim para a imprensa. Ele falou que é fácil compor um hit. Então, mostre pra mim. Componha um hit. Ainda não ouvi nenhum. Eles tem algumas músicas legais, mas nada tão bom quanto o Nickelback. Eles soam como o Nickelback lite/amaciado", afirmou.

Não duvido que Corey Taylor tenha criticado o Nickelback na imprensa, pois já o vi fazendo comentários do tipo sobre bandas e artistas semelhantes ao grupo de Chad Kroeger. Contudo, não consegui encontrar, na internet, nenhuma declaração negativa do frontman do Stone Sour.

E mesmo que tenha rolado (eu disse que não duvido), não é motivo para Chad Kroeger criar uma tensão entre as duas bandas - e, consequentemente, os fãs de ambos os grupos.

Hit é o objetivo?

O "desafio" imposto por Chad Kroeger - pedir para Corey Taylor compor um hit - é algo tão infantil que mal parece uma treta. Ainda que a música "Through Glass" possa ser considerada um êxito dentro do rock, o Stone Sour, em especial, foi feito para ser trabalhado dentro de um nicho que é composto, basicamente, por fãs do Slipknot. Não é uma banda de grande potencial, tanto que faz turnês mais curtas, se apresenta em locais menores e passa períodos mais extensos em hiato.

O Slipknot, projeto principal de Corey Taylor, também trabalha com um nicho, ainda que seja menos segmentado. É uma banda que começou no nu metal quando o estilo estava em seu auge e, hoje, envereda para outros gêneros mais pesados - chega a flertar com o thrash/groove em diversos momentos. Poucas bandas desse segmento conseguiram um hit de fato, visto que não é esse o objetivo. E quando chegaram a ter uma canção de grande sucesso, a proximidade com o metal era menor.

Na defensiva

Por outro lado, ainda que eu não tenha visto as supostas críticas feitas por Corey Taylor, também é bobo pegar no pé do Nickelback. É um grupo rentável que, realmente, não abusa de grande complexidade em suas composições, ainda que faça enorme sucesso e tenha um approach melódico interessante. No entanto, se o Slipknot e o Stone Sour não são do tipo que buscam hits de forma incessante, o Nickelback também tem o direito de não desejar que seus discos soem como o novo "Dark Side Of The Moon" ou sejam tão inovadores quanto "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band".

Além disso, nada me tira da cabeça que os músicos do Nickelback estão de saco cheio dos comentários negativos - e talvez tenham até escolhido o alvo errado para a reação. As declarações de Chad Kroeger sobre Corey Taylor são apenas um reflexo de uma postura mais defensiva adotada pela banda recentemente.

Não é exagero dizer que o grupo canadense sofre bullying há anos. Tem até estudo acadêmico que fala sobre isso. E essa repulsa vem, especialmente, do público roqueiro: existe a recusa em reconhecer o Nickelback como uma banda de rock.

Graças a esse bullying, membros do Nickelback têm se manifestado mais vezes sobre zoeiras contra a banda. Arnold Schwarzenegger, Royal Blood e até a polícia do Canadá tentaram fazer piada com a banda de Chad Kroeger, mas acabaram levando respostas alfinetadas e/ou tiveram que se retratar. Corey Taylor não é o primeiro alvo desse tipo de represália.

Não vejo o contra-ataque como a forma mais ideal para se lidar com esse tipo de problema. Só que ninguém tem sangue de barata. Dá para entender - sem necessariamente concordar - com a postura de Chad Kroeger.

Mesmo assim, tudo isso é bizarro. No fim das contas, todos os envolvidos nessa situação parecem estar certos e errados ao mesmo tempo - como em boa parte das tretas. A peculiaridade desse caso é tamanha que, além dos motivos citados ao longo do texto, vale destacar que o Stone Sour é contratados pela mesma gravadora com a qual o Nickelback trabalhou por muitos anos, a Roadrunner Records. Provavelmente, os músicos envolvidos têm amigos e contatos profissionais em comum - e, definitivamente, vão se encontrar pessoalmente por aí, seja em algum festival ou evento específico.

* Escrevi esse texto originalmente para o Whiplash.Net Rock e Heavy Metal.