sexta-feira, 28 de abril de 2017

John Lennon "não foi um bom pai", afirma filho do músico
sexta-feira, abril 28, 2017

Fotos: Henrique Padilha/Divulgação e Reprodução/Facebook
John Lennon foi um dos grandes músicos do século passado. Além de seu trabalho com os Beatles e em carreira solo, também utilizou a sua fama para transmitir a mensagem de paz.

No entanto, como John Lennon era enquanto pai? Morto em 1980, o músico deixou dois filhos: Julian, nascido em 1963, e Sean, de 1975. O primeiro foi fruto da união entre John e Cynthia Powell, enquanto o segundo tem Yoko Ono como mãe.

Durante passagem pelo Brasil para lançar duas exposições fotográficas, Julian Lennon rompeu um pouco desse mistério e falou, em entrevista ao site Vírgula, sobre a sua relação com John. E disse, sem meias palavras, que o lendário músico não foi um bom pai.

Questionado sobre qual foi a principal mensagem deixada por John Lennon, Julian respondeu: "Tem algumas coisas, na verdade. Uma, que ele não foi um bom pai. Duas, ele certamente acreditou em paz e amor, mas como eu disse antes, isso nunca chegou até mim".

Julian disse que o lendário ex-Beatle viveu "sob dois pesos e duas medidas". "Deixei isso para lá. Certamente, o perdoei. Consegui entender a vida que ele teve. Levou um bom tempo para eu entender isso, de verdade. Demorei para entender isso", afirmou.

- Veja também: A ocasião em que Ringo Starr saiu dos Beatles

Ele complementa: "Ele queria paz tanto quanto eu quero paz, tanto quanto qualquer um de nós quer paz. Por sorte, alguns de nós tem uma plataforma melhor para passar esta mensagem ou de lembrar as pessoas sobre isso. Então, de muitas maneiras, eu aprendi bem com isso. E por isso que procuro passar esta mesma mensagem para a mídia nas plataformas que eu trabalho".

Durante a entrevista, Julian disse que quem realmente deu amor a ele foi a sua mãe, Cynthia Powell, falecida em 2015. "Ela me ensinou como voar sem asas. Que não importa a situação em que você esteja, se você quer algo, tem isso na cabeça e acredita, tudo é possível, tudo é alcançável", revelou.

Hoje com 54 anos, Julian Lennon esteve em São Paulo para lançar duas exposições fotográficas na Leica Gallery: "Cycle" e "Rock n' roll Suite". A abertura foi realizada na quarta-feira (26). A entrevista concedida ao Vírgula pode ser acessada aqui.

Ozone Monday, a banda formada das cinzas do Skid Row
sexta-feira, abril 28, 2017


Muitos pensam que o Skid Row apenas demitiu Sebastian Bach no meio da década de 1990 e seguiu suas atividades, apesar de tal sequência ter rolado em slow-motion. No entanto, a banda realmente chegou a encerrar suas atividades por três anos, entre 1996 e 1999, após o desligamento de Bach. E, neste período, os instrumentistas montaram uma banda chamada Ozone Monday, com outro vocalista.

Os motivos para a demissão de Sebastian Bach, até hoje, seguem nebulosos. E não é pela ausência de motivos, mas, sim, pelo excesso.

Bach nunca foi um cara fácil de se lidar. Tinha problemas para lidar com seu ego, mesmo não contribuindo em quase nada nas composições, e envolvia-se em brigas com frequência. O cantor chegou a socar o queixo de Jon Bon Jovi, um dos grandes responsáveis por facilitar a caminhada do Skid Row ao sucesso, após uma brincadeira que envolveu um "banho" de farinha e ovo. O vício em drogas e bebidas alcoólicas só agravou as características negativas da personalidade do vocalista.

O fim do Skid Row

Em 1996, um ano após o disco "Subhuman Race" ter sido lançado, Sebastian Bach foi desligado do Skid Row. O cantor alega que a razão da demissão foi uma discussão sobre uma proposta para que abrissem shows da turnê de reunião do KISS.



Sebastian Bach queria fazer as apresentações e chegou a fechar as datas. Rachel Bolan não quis, pois estava trabalhando em um projeto paralelo chamado Prunella Scales, com performances já agendadas no mesmo período.

Para convencer Bach a voltar atrás, alguns integrantes do Skid Row disseram que o grupo já era muito grande para abrir para o KISS. Fã de carteirinha dos mascarados, Bach respondeu que "a banda nunca será grande o bastante para abrir para o KISS" - com palavreado ofensivo no meio, é claro.

As origens do Ozone Monday

Sem Sebastian Bach, os integrantes remanescentes do Skid Row não quiseram dar continuidade à banda, que entrou em uma espécie de hiato. No lugar da consagrada banda de hard rock, nasceu o Ozone Monday.

A formação do Ozone Monday era composta pelos quatro remanescentes do Skid Row - os guitarristas Scotti Hill e Dave "The Snake" Sabo, o baterista Rob Affuso, o baixista Rachel Bolan - e o vocalista Shawn McCabe. O cantor era conhecido por ter integrado o Mars Needs Women, uma banda de rock alternativo que chegou a lançar um disco, "Sparking Ray Gun" (1995), por meio da Warner Records.



O trabalho de estreia do Mars Needs Women fez sucesso moderado e a banda acabou por excursionar com o Cheap Trick. No entanto, o grupo nunca chegou a um patamar de consagração semelhante ao do Skid Row, por exemplo.



Shawn McCabe já era conhecido de Scotti Hill. Na época em que o disco de estreia do Mars Needs Women foi lançado, o cantor e o guitarrista fizeram um projeto paralelo, chamado Chrome Daddy. A banda gravou algumas músicas que só foram lançadas posteriormente em coletâneas do selo independente Main Man Records.

Início e fim

O hiato do Skid Row coincidiu com uma pausa na carreira do Mars Needs Women. McCabe topou unir forças com os demais músicos e a banda começou em grande estilo: abriu shows do KISS (o mundo dá voltas, né?) e do Mötley Crüe antes mesmo de lançar um disco de estúdio.

Apesar de não contar com um álbum lançado, o Ozone Monday apresentava, em seus shows, um repertório completamente autoral. Nada de covers de Skid Row: a ideia era, mesmo, trabalhar em um novo projeto.

Musicalmente, o Ozone Monday se dissociava bastante do hard rock praticado pelo Skid Row. Tratava-se de um projeto orientado ao rock alternativo, com pitadas de pop rock. Na época, os integrantes descreviam o grupo como uma "união entre o Cheap Trick e o Oasis".

Alguns shows foram feitos, tanto abrindo para KISS e Mötley Crüe quanto em pequenas casas, e um disco de estreia chegou a ser registrado. O trabalho foi produzido por Michael Wagener, que trabalhou com o Skid Row em seu primeiro álbum e em "Slave To The Grind". Só que o registro, que deveria chegar às prateleiras das lojas em 1999, jamais foi lançado.

Não se sabe o motivo para o disco ter sido engavetado, mas basta dar o play na música abaixo para entender que, provavelmente, nenhuma gravadora aceitou investir grana no Ozone Monday. Além de musicalmente fraca, a banda era bastante genérica.



O Ozone Monday encerrou suas atividades em 1999, já sem Rob Affuso em sua formação. Scotti Hill, Dave "The Snake" Sabo e Rachel Bolan optaram por reformar o Skid Row, com Johnny Solinger nos vocais. Affuso não topou participar do retorno e foi substituído por Charlie Mills, que logo deu lugar a Phil Varone, que tocou no Saigon Kick e, com Bolan, no Prunella Scales.



Já Shawn McCabe assumiu o nome artístico Shawn Mars e voltou a trabalhar com o Mars Needs Women, bem como em outros projetos paralelos. Há diversos registros de sua carreira em seu canal de YouTube.

Neste mesmo período, vale destacar que Sebastian Bach estava mergulhado de cabeça em sua carreira solo. Ele estava com dois músicos da até então antiga banda solo de Ace Frehley - o guitarrista Richie Scarlet e o baterista Anton Fig - gravando um disco solo que, na verdade, nunca chegou a ser lançado. Ele seguiu envolvido em musicais de teatro e turnês até a metade da década seguinte, quando divulgou o álbum "Angel Down".

Motivos?

Em 2014, o baterista Rob Affuso falou, em entrevista ao Metal Rules, sobre esse conturbado momento de sua vida, que engloba o fim do Skid Row e a concepção do Ozone Monday.

"Foi um período desconfortável. Não estava me dando bem com Sebastian, nem os outros caras. Ele estava muito difícil naquela época e isso forçou os caras a tomarem a decisão de trocar de vocalista. Eu não queria de fato seguir sem Sebastian. Achava que Sebastian era uma parte integral do Skid Row, tal como Rachel e Snake, porque eles compunham muito da música", disse.

Ele afirmou, ainda, que não se sentia bem com o Ozone Monday. "Não estava convencido sobre a música que estávamos tocando, eu não estava convencido de que o vocalista [Shawn McCabe] era a escolha certa. Não que ele fosse ruim, ele era bom, mas eu não estava convencido de que ele fosse o vocalista certo. Perdi minha paixão por música. Foi aí que a banda e eu nos separamos, não estava mais interessado no que estávamos fazendo", completou.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

5 discos clássicos do rock que não tiveram boas vendas
quinta-feira, abril 27, 2017


A relação entre arte e mercado é curiosa. Há trabalhos bons e ruins que têm reconhecimento comercial, assim como existem registros de bom e mau gosto que são aclamados pelo público.

A situação que mais me chama a atenção é a de bons discos que não conseguem boas vendas. Há aqueles que encalham para sempre e os que demoram a engrenar.

Na lista abaixo, há cinco clássicos do rock que, definitivamente, não tiveram boas vendas. Os trabalhos em questão conquistaram repercussão no underground e se tornaram influentes - com exceção do primeiro, que ainda teve um sucesso comercial maior que os demais, mas muito longe do esperado (e merecido).

Beach Boys - "Pet Sounds" (1966)



Um dos primeiros álbuns do chamado art rock, "Pet Sounds é, sem dúvidas, um dos trabalhos mais influentes, não só do rock, mas da música como um todo. É citado, frequentemente, como um dos melhores registros da história, seja por críticos ou por outros músicos.

Contudo, "Pet Sounds" não foi tão bem recebido comercialmente quanto se esperava. Na época, os Beach Boys já eram um sucesso comercial e, aqui, resolveram mudar sua pegada. A transição não foi bem assimilada de início e a Capitol Records, gravadora, não fez a devida divulgação.

Apesar de ter entrado nas paradas de vários países, "Pet Sounds" logo saiu dos charts e não conseguiu bater os recordes de vendas de antes. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que tenham sido vendidas cerca de 500 mil cópias na época. Somente no ano de 2000, conseguiu um disco de platina, por um milhão de álbuns comercializados.

Esperava-se mais, visto que "Pet Sounds" foi muito elogiado pela imprensa especializada. A efeito de comparação, o álbum é citado como a maior influência de "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles, que chegou a números muito maiores em termos de vendas.

Curiosamente, dois meses depois, a Capitol lançou uma coletânea com os maiores hits dos Beach Boys, "Best Of Beach Boys", que chegou às 500 mil cópias nos Estados Unidos com mais agilidade que "Pet Sounds".

The Velvet Underground & Nico - "The Velvet Underground & Nico" (1967)



O icônico disco de estreia do Velvet Underground foi ignorado pelo público em geral, bem como pela crítica especializada. E há explicações curiosas para tal ocorrido.

A principal é a ação judicial que envolveu a banda e o ator Eric Emerson. Na imagem de trás do LP, havia uma foto da banda com a projeção de Emerson por trás. Naquela época, o ator havia sido preso por posse de drogas e estava desesperado por dinheiro, então, ele processou o grupo por ter usado a sua imagem de forma indevida, sem autorização.

Ao invés de lançar uma versão alternativa, a Verve Records, subsidiária da Interscope Geffen A&M, simplesmente cancelou a distribuição do álbum por dois meses, até que a situação se resolvesse nos tribunais. Somente as cópias que já estavam no mercado ganharam uma "versão", com um adesivo em cima da foto. E quando o trabalho voltou a chegar em novos mercados, "Sgt. Pepper's...", dos Beatles, já havia sido lançado.

Outra explicação para o fiasco é o próprio material do disco. As músicas tratavam de temas controversos e eram experimentais em sua estrutura melódica. O registro foi banido de algumas rádios, enquanto que, em outras, sequer despertou o interesse.

No fim das contas, somente 30 mil cópias de "The Velvet Underground & Nico" foram vendidas na época. O número fez com que Brian Eno desse uma declaração que se tornou icônica com o tempo: "cada um que comprou uma dessas 30 mil cópias acabou dando início a uma banda".

Stooges - "Raw Power" (1973)



O terceiro disco dos Stooges é considerado um de seus melhores trabalhos. "Raw Power" foi lançado pela poderosa Columbia Records, teve a produção de David Bowie e contava com diversos ingredientes para sacramentar a explosão dos Stooges, mas isto não aconteceu.

Os primeiros discos dos Stooges, lançados pela Elektra, já não vinham de bom histórico comercial. Apesar disso, a banda, considerada uma das pioneiras do punk, seguia como uma das grandes apostas do mercado fonográfico, já que faziam muito sucesso no underground americano.

Mas não engrenou. "Raw Power" obteve uma modesta 182ª posição nas paradas americanas, apesar de ter conquistado uma repercussão melhor no Reino Unido. O insucesso aliado aos problemas que os integrantes tinham com álcool e drogas fizeram com que eles fossem demitidos da Columbia e encerrassem suas atividades em 1974.

Apesar de tudo isso, "Raw Power" é citado como o disco favorito de diversos nomes do rock em vários segmentos, seja do punk, do alternativo ou até mesmo do hard rock.

New York Dolls - "New York Dolls" (1973)



Os New York Dolls, assim como os Stooges, eram promissores. E, em 1973, ainda estavam para lançar seu primeiro disco de estúdio, autointitulado, com a produção de Todd Rundgren.

A banda de Nova York tocava em seu território com frequência e conquistava fãs com facilidade. Os shows eram sempre lotados e a experiência proporcionada pelas apresentações, ao menos segundo relatos da época, era boa.

A Mercury Records ofereceu um contrato de US$ 25 mil para que a banda lançasse dois discos. Esperava-se o sucesso já no primeiro, mas não aconteceu. O álbum, autointitulado, fracassou em vendas, apesar de ter conquistado a crítica especializada na época.

Estima-se que, na época, o debut do New York Dolls tenha vendido cerca de 100 mil cópias. Mesmo nos dias de hoje, não parece ter passado das 500 mil. O trabalho seguinte, "Too Much Too Soon", também foi um fiasco em termos comerciais.

Por outro lado, os New York Dolls tiveram grande importância no punk, que explodiria nos anos seguintes. O visual glam trabalhado pelo grupo também exerceu influência no hard rock oitentista.

Ramones - "Ramones" (1976)



É justo dizer que, diferente dos outros álbuns dessa lista, o disco de estreia dos Ramones acabou lançado por um selo praticamente independente. A Sire Records era uma gravadora de sucesso que havia começado a trabalhar de forma independente na década de 1970. A empresa distribuiu o disco nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto a Philips se responsabilizou pelo restante da Europa.

Ainda assim, esperava-se que o álbum de estreia dos Ramones obtivesse maior sucesso comercial. Em termos de influência, não se discute: é um dos discos mais importantes do punk rock. Mas as vendas decepcionaram.

Após o seu lançamento, o disco conquistou uma tímida 111ª posição nos charts da Billboard e só conseguiu disco de ouro nos Estados Unidos em 2014. No Reino Unido, outro mercado em potencial, nem chegou a entrar nas paradas.

Os Ramones continuaram imbatíveis no underground, mas nunca conseguiram um verdadeiro hit comercial. Nem mesmo o disco "End Of The Century" (1980), que amaciou a sonoridade, conseguiu o resultado esperado.

Deep Purple, ZZ Top e Lynyrd Skynyrd farão 3 shows no Brasil
quinta-feira, abril 27, 2017


Um texto publicado pelo blog "Veja Música", do site da revista "Veja", cita que Deep Purple, ZZ Top e Lynyrd Skynyrd virão ao Brasil em outubro deste ano. A informação já havia sido antecipada, anteriormente, pelo guitarrista do Skynyrd, Rickey Medlocke.

A novidade é que, segundo o blog "Veja Música", as datas e as cidades pelas quais o trio de bandas passará estão confirmadas. A agenda foi divulgada em uma matéria que contém uma entrevista com o vocalista do Deep Purple, Ian Gillan. Veja a agenda divulgada pelo site:

- 21/10: Rio de Janeiro (RJ)
- 22/10: São Paulo (SP)
- 24/10: Curitiba (PR)

Mais informações devem ser divulgadas em breve.

Baterista não entende por que Poison não lança novo disco
quinta-feira, abril 27, 2017


O baterista Rikki Rockett revelou, em entrevista ao podcast de Mitch Lafon, que não entende por que o Poison não pode lançar um novo disco. O último trabalho de inéditas do grupo foi "Hollyweird", divulgado em 2002 - "Poison'd!", de 2007, é um registro de covers.

Questionado sobre a possibilidade do Poison lançar um novo disco, devido à recente reunião que resultou em uma turnê com o Def Leppard, Rikki Rockett respondeu: "Realmente gostaria. Quero fazer isto desde o início. Amo criar músicas. Foi por isto que criei o Devil City Angels: estava frustrado com o Poison não fazer nada criativamente".

Ele completa: "Em meu radar, está sempre a tentativa de juntar os caras e trabalhar em novas músicas. Não sei por que não conseguimos nos unir e fazer isto acontecer. Parece que há um grande obstáculo no meio. Não sei por quê".

O músico entende que os demais músicos não topem lançar material novo em função dos próprios fãs, que querem apenas as mesmas músicas nos shows. "É o que acontece com bandas que estão por aí há algum tempo. É difícil de se quebrar isto. Não digo 'libertar-se' do passado, porque ninguém quer fazer isso. No entanto, ao mesmo tempo, você quer seguir em frente", disse.

Rockett reforça: "Poderíamos fazer a segunda 'Talk Dirty To Me' e não sei se as pessoas ouviriam ou não. O Aerosmith foi capaz de fazer isso, mas nem todos são. Mesmo os Rolling Stones tiveram problemas com isso nos últimos anos. Não sei. Mas acho que é importante se manter viável".

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Manic Eden: quando boa parte do Whitesnake se juntou a outro vocalista
quarta-feira, abril 26, 2017


O Whitesnake sempre foi composto pelo vocalista David Coverdale e outros caras. Sem ele, não há como existir a banda. No entanto, o mais próximo que o Whitesnake chegou perto de existir sem Coverdale foi por meio do Manic Eden.

O Manic Eden foi formado em 1993, dois anos depois do primeiro fim do Whitesnake - seu frontman disse, à época, que se retiraria do meio musical - por três membros da então última formação do grupo de Coverdale: o guitarrista Adrian Vandenberg, o baixista Rudy Sarzo e o baterista Tommy Aldridge.

O trio recrutou o vocalista James Christian, consagrado pelo trabalho com o House Of Lords para ocupar o posto de frontman. Foi uma indicação de Tommy Aldridge, que trabalhou com Christian entre os anos de 1991 e 1993 - ano em que o House Of Lords deixou de existir.

Pouco antes do Manic Eden se consolidar, alguns desentendimentos fizeram com que James Christian fosse demitido. Ron Young, ex-vocalista do também recentemente desmanchado Little Caesar, assumiu o posto.


Com a formação fechada, o Manic Eden assinou um contrato com o selo japonês Victor Entertainment, afiliada à RCA. O primeiro - e único - disco da banda, autointitulado, foi lançado em março de 1994.

Apesar de conter parte da gravação que gravou "Slip Of The Tongue" (1989), um dos discos mais hair metal do Whitesnake, o álbum de estreia do Manic Eden segue outra pegada. Há uma semelhança muito mais evidente com a sonoridade praticada pelo Little Caesar.

As distorções e os refrães em coro deram lugar a um hard rock de levada bluesy, com bastante groove, timbragens magras e pegada mais direta. Tudo isto combinou com a voz rasgada de Ron Young, cuja rouquidão remete, automaticamente, a uma pegada mais classic rock.



Embora tenha demonstrado esse background em outros momentos, Adrian Vandenberg é o que mais surpreende. Ele dispensou distorções pesadas e guitarras "super strato" para deixar exalar o que aprendeu com Stevie Ray Vaughan - ainda que, obviamente, não tenha a mesma excelência do falecido bluesman. Também é curioso escutar as cordas de Rudy Sarzo sem tantos efeitos por trás e ouvir Tommy Aldridge mostrar mais groove e menos técnica ou agilidade.



Outro detalhe que surpreende um pouco é a duração das dez faixas. A canção mais curta tem 4 minutos e 12 segundos de duração e há quatro músicas que chegam ao 5° minuto. As composições são levemente mais extensas, com mais partes instrumentais. Trata-se de um padrão autoral diferente do Whitesnake da segunda metade da década de 1980 e até do Little Caesar - ambos os grupos estavam acostumados a lançar músicas mais curtas.



Apesar do primeiro e único disco do Manic Eden ser recheado de boas músicas, a repercussão foi bem tímida. A banda sequer chegou a entrar em turnê para divulgar o álbum - o que pesa negativamente, em termos de repercussão, considerando a época.

Ainda no primeiro semestre de 1994, o Whitesnake retomou as suas atividades. O grupo lançou o "Greatest Hits" e saiu em turnê com Warren DeMartini na guitarra, Denny Carmassi na bateria e Paul Mirkovich nos teclados, além dos retornos de Adrian Vandenberg e Rudy Sarzo - e, claro, David Coverdale.

Graças a isso, o Manic Eden chegou ao fim. No entanto, seu disco de estreia merece atenção.

Manic Eden - "Manic Eden" [1994]


Músicos:

Ron Young (vocal)
Adrian Vandenberg (guitarra, teclados)
Rudy Sarzo (baixo)
Tommy Aldridge (bateria, percussão)

Músicos adicionais:

CeCe White (backing vocals)
Sara Taylor (backing vocals)
Chris Trujillo (percussão)

Faixas:

01. Can You Feel It
02. Gimme A Shot
03. Fire In My Soul
04. Do Angels Die
05. Pushing Me
06. Dark Shade Of Grey
07. Keep It Coming
08. When The Hammer Comes Down
09. Ride The Storm
10. Can't Hold It

Ouça o disco na íntegra:

Baixista duvida que Danger Danger grave novo disco
quarta-feira, abril 26, 2017


O Danger Danger não deve gravar um novo disco. Ao menos é o que acredita o baixista Bruno Ravel, que, atualmente, também integra o The Defiants.

Em entrevista à página de Facebook "All Music & All Bands", Bruno Ravel foi questionado sobre a possibilidade do Danger Danger gravar uma sequência para "Revolver", de 2009. O músico foi claro em sua resposta.

"Honestamente? Duvido que aconteça, mas aprendi a nunca dizer 'nunca'. Suponho que, enquanto estivermos ativos como uma banda, sempre haverá uma chance", afirmou o músico.

Apesar disso, Bruno Ravel destacou que o Danger Danger ainda deve seguir se apresentando ao vivo. O The Defiants, por sua vez, planeja um próximo disco de estúdio.

Billboard escolhe os 100 melhores refrães do século 21
quarta-feira, abril 26, 2017


O site da revista Billboard publicou, no início desta semana, uma lista com os 100 melhores refrães do século 21. Como esperado, o pop dominou a lista: boa parte das canções escolhidas são do gênero em questão.

A votação foi feita em debate conjunto com a equipe da revista. Apenas músicas lançadas a partir de 2000 foram consideradas - afinal, trata-se de uma lista que menciona o século 21. Abriu-se uma exceção apenas para canções divulgadas próximas à virada do milênio, visto que algumas delas só chegaram às paradas no início dos anos 2000.

Segundo a publicação, foram consideradas as músicas "que mais rapidamente vêm à cabeça quando se fala de um bom refrão: inteligente, pegajoso, singular e inesquecível". "Quando você vê o título da música, o refrão vem imediatamente à sua cabeça e não sai rapidamente? Se sim, é a canção certa para a lista", diz.

O primeiro lugar ficou com o hit "Call Me Maybe", da canadense Carly Rae Jepsen. Na sequência do hit de 2012, está "Since U Been Gone", lançada pela cantora Kelly Clarkson e o indie rock "Mr. Brightside", do The Killers.

Veja, abaixo, a lista completa:

100. LMFAO feat. Lil Jon, Shots
99. Christina Aguilera, Beautiful
98. Yellowcard, Ocean Avenue
97. Ashlee Simpson, Pieces of Me
96. The Lonely Island feat. Akon, I Just Had Sex
95. Mika Grace Kelly
94. Eve feat. Gwen Stefani, Let Me Blow Ya Mind
93. Christina Perri, Jar of Hearts
92. The Knife, Heartbeats
91. Zac Brown Band, Chicken Fried
90. Maroon 5, This Love
89. Florence + the Machine, Shake It Out
88. City High, What Would You Do?
87. Bruno Mars, Grenade
86. Enrique Iglesias feat. Descemer Bueno and Gente de Zona, Bailando
85. t.A.t.U., All the Things She Said
84. Sisqo, The Thong Song
83. LeAnn Rimes, Can´t Fight the Moonlight
82. Taio Cruz, Dynamite
81. Rich Boy feat. Polow Da Don, Throw Some D´s
80. Celine Dion, That´s the Way It Is
79. Fun. feat. Janelle Monae, We Are Young
78. Walk the Moon, Shut Up and Dance
77. Michelle Branch, Everywhere
76. Stacie Orrico, (There´s Gotta Be) More to Life
75. Ludacris feat. Shawnna, What´s Your Fantasy
74. Samantha Mumba, Gotta Tell You
73. The Chainsmokers feat. Halsey, Closer
72. Kanye West feat. Pusha T, Runaway
71. Macy Gray, I Try
70. Eminem, The Real Slim Shady
69. Gretchen Wilson, Redneck Woman
68. Sheryl Crow, Soak Up the Sun
67. Nelly feat. Kelly Rowland, Dilemma
66. Migos feat. Lil Uzi Vert, Bad and Boujee
65. Usher, Burn
64. Florida Georgia Line, Cruise
63. Kings of Leon, Sex on Fire
62. Avril Lavigne, Girlfriend
61. Petey Pablo, Raise Up
60. The Strokes, Hard to Explain
59. JoJo, Leave (Get Out)
58. Lifehouse, Hanging By a Moment
57. Vanessa Carlton, A Thousand Miles
56. Estelle feat. Kanye West, American Boy
55. Justin Bieber feat. Ludacris, Baby
54. P!nk, Just Like a Pill
53. Cascada, Everytime We Touch
52. Flo Rida feat. T-Pain, Low
51. Sufjan Stevens, Chicago
50. Lady Gaga, Born This Way
49. S Club 7, Never Had a Dream Come True
48. Evanescence feat. Paul McCoy, Bring Me to LIfe
47. Destiny´s Child, Bootylicious
46. Dr. Dre feat. Eminem, Forgot About Dre
45. 5 Seconds of Summer, She Looks So Perfect
44. Shaggy feat. Ricardo RikRok Ducent, It Wasn´t Me
43. Gotye feat. Kimbra, Somebody That I Used to Know
42. Lil Jon & The East Side Boyz feat. The Ying Yang Twins, Get Low
41. Fall Out Boy, Sugar, We´re Goin Down
40. Katy Perry, Firework
39. DMX, Party Up (Up in Here)
38. Shakira, Whenever, Wherever
37. Miley Cyrus, Party in the U.S.A.
36. Carrie Underwood, Before He Cheats
35. Snoop Dogg feat. Pharrell, Drop It Like It´s Hot
34. Lorde, Royals
33. Daft Punk feat. Pharrell, Get Lucky
32. Missy Elliott, Work It
31. Kesha, TiK ToK
30. Idina Menzel, Let It Go
29. 50 Cent, In Da Club
28. M.I.A., Paper Planes
27. One Direction, What Makes You Beautiful
26. The Darkness, I Believe In a Thing Called Love
25. Amy Winehouse, Rehab
24. Beyonce feat. Jay Z, Crazy in Love
23. Cam´ron feat. Juelz Santana, Freekey Zekey and Toya, Hey Ma
22. Avril Lavigne, Sk8er Boi
21. Fountains of Wayne, Stacy´s Mom
20. Taylor Swift, You Belong With Me
19. Britney Spears, Oops!? I Did It Again
18. CeeLo Green, F?k You
17. Lady Gaga, Bad Romance
16. O-Town, All or Nothing
15. Adele, Rolling in the Deep
14. Robyn, Dancing on My Own
13. *NSYNC, Bye Bye Bye
12. Rihanna, Umbrella
11. Sia, Chandelier
10. Miley Cyrus, Wrecking Ball
9. Nelly feat. City Spud, Ride Wit Me
8. R. Kelly, Ignition (Remix)
7. Katy Perry, Teenage Dream
6. Jay Z feat. Alicia Keys, Empire State of Mind
5. Jimmy Eat World, The Middle
4. OutKast, Ms. Jackson
3. The Killers, Mr. Brightside
2. Kelly Clarkson, Since U Been Gone
1. Carly Rae Jepsen, Call Me Maybe

terça-feira, 25 de abril de 2017

A ocasião em que Ringo Starr saiu dos Beatles
terça-feira, abril 25, 2017


Os Beatles, oficialmente, nunca tiveram baixas em sua formação. Desde que se consolidaram com John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, o quarteto não se separou até o fim do grupo, em abril de 1970.

No entanto, não é segredo para ninguém que as tensões internas fizeram com que integrantes passassem muito perto de sair dos Beatles. Ringo Starr, em 1968, e George Harrison, no ano seguinte, chegaram a deixar a banda por algum tempo, mas logo retornaram.

Ringo Starr ficou fora da banda por cerca de duas semanas, entre o dia 22 de agosto e 4 de setembro de 1968. Na ocasião, a banda estava registrando o famigerado "White Album".

Em entrevista concedida ao livro "Anthology", Ringo Starr relembra o ocorrido:

"Senti que não estava tocando muito bem e que, enquanto os três outros músicos estavam muito felizes, eu não estava. Fui visitar John (Lennon), que estava morando em meu apartamento em Montagu Square com Yoko (Ono) desde que saiu de Kenwood. Eu disse: 'estou saindo da banda porqu não estou tocando bem e não me sinto amado e dentro disto, enquanto vocês três estão próximos'. E John disse: 'eu pensei que eram vocês três!'."

Ele complementa: "Fui até Paul (McCartney), bati na sua porta e disse a mesma coisa. E ele também respondeu: 'eu pensei que eram vocês três!'. Nem me incomodei de ir até George (Harrison). Apenas falei: 'estou tirando uma folga'. Levei meus garotos para Sardenha".

A razão da saída

O motivo da saída de Ringo Starr nunca ficou claro, justamente, porque não foi só por um caso específico. Foi um conjunto de situações, agravadas pelo clima pesado que já rondava os Beatles naquele período, bem como o desgaste gerado pelos seis anos de trabalho intenso.

O engenheiro de som Peter Vince relembrou, em entrevista ao livro "The Beatles Recording Sessions: The Official Abbey Road Studio Session Notes, 1962-1970", que as desavenças entre os músicos eram evidentes.

"As coisas estavam ficando complicadas nas sessões dos Beatles naquela época. O pessoal do estúdio era convidado a se retirar. Eles diziam, 'vá tomar um lanche' ou 'vá beber alguma coisa' e você sabia que era porque eles teriam discussões pesadas e não queriam ninguém por perto", disse ele.

A gota d'água ocorreu quando a banda gravava "Back In The U.S.S.R.", composição de Paul McCartney. Naquela ocasião, os Beatles ficaram das 19h até 4h45 da manhã seguinte em estúdio. Houve uma pesada discussão, mas, até hoje, não se sabe exatamente o conteúdo da briga.

O período de ausência

Fato é que Ringo Starr realmente abandonou a banda. A primeira atitude após sair dos Beatles foi viajar para a ilha de Sardenha, com o iate que pegou emprestado de seu amigo, o ator Peter Sellers.

Starr não ficou afastado da música ao longo desses dias fora dos Beatles. No período, ele compôs a música "Octopus's Garden", que seria lançada, futuramente, no disco "Abbey Road" (1969).



Trabalho a se fazer

Mesmo sem Ringo Starr, o trabalho precisava ser feito. Os Beatles estavam no meio das gravações do "White Album" e, naquele momento, não quiseram revelar para ninguém que Starr estava fora. Sentiram que ele poderia voltar após uma boa conversa.

Neste período, os Beatles gravaram duas músicas com Paul McCartney na bateria: "Back In The U.S.S.R." e "Dear Prudence". Apesar da boa performance de McCartney, eles viram que precisariam de Ringo Starr.

O retorno

O trio enviou um telegrama a Ringo, pedindo o seu retorno. Eles disseram, no texto, que o achavam o melhor baterista de rock n' roll do mundo inteiro e que o amavam.

Dono de um coração mole, Ringo Starr aceitou voltar. Retornou no dia 4 de setembro, a tempo de participar dos clipes promocionais de "Hey Jude" e "Revolution".

No dia seguinte, Starr foi ao estúdio Abbey Road e encontrou seu kit de bateria decorado com flores que diziam: "Welcome back, Ringo" ("Bem-vindo de volta, Ringo"). A obra artesanal de floricultura foi de autoria de George Harrison.



"Todos nós precisávamos daquele chacoalhão. Quando voltei, me senti bem comigo mesmo, superamos aquela pequena crise e tudo foi ótimo", afirmou.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Em 1992, o show-tributo a Freddie Mercury - e em combate à Aids
quinta-feira, abril 20, 2017


Em 24 de novembro de 1991, o mundo perdeu Freddie Mercury, um dos maiores cantores da história contemporânea.

Por trás de sua morte, havia um problema mundial: a Aids, doença que permanece até hoje sem cura. Freddie morreu devido a uma broncopneumonia causada pelo vírus HIV, causador do mal em questão.

A doença que tirou a vida de Freddie Mercury também havia acometido e levado à morte milhares de pessoas por todo o mundo. Hoje, a Aids pode ser melhor controlada a partir de tratamentos específicos - bem como evitada de diversas formas -, mas, naquela época, tudo ainda era muito novo.

Com o intuito de auxiliar muitos que sofriam - ou poderiam sofrer - com o vírus HIV, além de homenagear Freddie Mercury, foi realizado o "Freddie Mercury Tribute Concert" em 20 de abril de 1992. O evento foi promovido pelos integrantes remanescentes da banda - o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o baixista John Deacon - e o empresário Jim Beach.

O quarteto em questão havia fundado e até hoje faz a gestão da Phoenix Trust, associação criada para combater a Aids pelo mundo. O pontapé inicial da instituição foi dado a partir da renda obtida com o "Freddie Mercury Tribute Concert", promovido no estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra.



Fãs e amigos de Freddie Mercury se uniram aos integrantes remanescentes do Queen a uma série de performances que aconteceu durante todo aquele dia. O grupo contou com músicos de todo o tipo - dos então emergentes Gary Cherone, Axl Rose e Slash até verdadeiros dinossauros da música, como Tony Iommi, Robert Plant e Roger Daltrey.



Antes do Queen se apresentar com vários convidados, algumas bandas fizeram pequenas apresentações prévias. O Metallica abriu a noite com três músicas de seu disco mais recente até então, "Metallica" (1991). Depois, o Extreme fez um medley com 10 músicas do Queen, além de performances isoladas de "Love Of My Life" e "More Than Words".



Def Leppard, Bob Geldof, Spinal Tap, U2 (via satélite, filmado de Sacramento, nos Estados Unidos) e Guns N' Roses também fizeram pequenas apresentações antes do Queen e seus convidados. Serviu como um aquecimento para o que ainda estava por vir.



Depois da introdução de gala, os remanescentes do Queen subiram ao palco com os devidos convidados para cada canção. E é simplesmente incrível ouvir, depois de tanto tempo, artistas de renome interpretando os clássicos imortalizados na voz de Freddie Mercury.

A abertura com "Tie Your Mother Down", com Joe Elliott e Slash, e "I Want It All", com Roger Daltrey e Tony Iommi, já valeria o ingresso. Robert Plant, por sua vez, transbordou classe ao entoar as estrofes de "Innuendo" e "Crazy Little Thing Called Love".



"Stone Cold Crazy", com James Hetfield e Tony Iommi, mostram o lado mais metálico do Queen. Há quem diga que essa música tenha sido o primeiro thrash metal da história. A interpretação de David Bowie e Annie Lennox para "Under Pressure" também chama a atenção.



Para mim, os grandes momentos dessa apresentação estiveram ao fim. A trinca "'39", "These Are The Days Of Our Lives" e "Somebody To Love", com George Michael, foram a homenagem mais próxima ao que Freddie Mercury transmitia com sua arte. Não só em voz, mas, também, em performance e em mensagem.



Elton John também fez bonito em suas contribiuções. "Bohemian Rhapsody", com a participação enérgica de Axl Rose no fim, "The Show Must Go On", com Tony Iommi na guitarra, mostram a classe do Rocket Man em cada nota imposta.



Como dito anteriormente, a Phoenix Trust segue na ativa, sob administração dos músicos ainda vivos do Queen e do empresário Jim Beach. Com a renda dos ingressos vendidos, foi possível arrecadar mais de 20 milhões de euros no total. A performance também foi exibida pela MTV para todo o mundo.

O "Freddie Mercury Tribute Concert" fez história não só pela magnitude do concerto em si, mas, também, pelo registro que ficou para a posteridade. O trabalho foi lançado, à época, em VHS. Depois, ganhou versões em DVD e Blu-Ray.



Lista de músicas reproduzidas em "Freddie Mercury Tribute Concert":

1. Metallica – Enter Sandman
2. Metallica – Sad But True
3. Metallica – Nothing Else Matters

4. Extreme – Medley (Mustapha, Keep Yourself Alive, I Want to Break Free, Bicycle Race, Another One Bites the Dust, Stone Cold Crazy, Radio Ga Ga
5. Extreme – Love of my Life
6. Extreme – More Than Words

7. Def Leppard – Animal
8. Def Leppard – Let's Get Rocked
9. Def Leppard – Now I'm Here (com Brian May)

10. Bob Geldof – Too Late God

11. Spinal Tap – The Majesty Of Rock

(Via satélite: U2 – Until the End of the World)

12. Guns N' Roses – Paradise City
13. Guns N' Roses – Knockin on Heaven's Door

14. Queen + Joe Elliott + Slash – Tie Your Mother Down
15. Queen + Roger Daltrey + Tony Iommi – I Want it All
16. Queen + Zucchero – Las Palabras De Amor
17. Queen + Gary Cherone – Hammer to Fall
18. Queen + James Hetfield + Tony Iommi – Stone Cold Crazy
19. Queen + Robert Plant – Innuendo
20. Queen + Robert Plant – Crazy Little Thing Called Love
21. Queen + Spike Edney – Too Much Love Will Kill You
22. Queen + Paul Young – Radio Ga Ga
23. Queen + Seal – Who Wants to Live Forever
24. Queen + Lisa Stansfield – I Want to Break Free
25. Queen + Annie Lennox & David Bowie – Under Pressure
26. Queen + Mick Ronson + Ian Hunter + David Bowie – All the Young Dudes
27. Queen + Mick Ronson + David Bowie – Heroes
28. Queen + George Michael – '39
29. Queen + George Michael + Lisa Stansfield – These Are the Days Of Our Lives
30. Queen + George Michael – Somebody to Love
31. Queen + Elton John + Axl Rose – Bohemian Rhapsody
32. Queen + Elton John + Tony Iommi – The Show Must Go on
33. Queen + Axl Rose – We Will Rock You
34. Queen + Liza Minelli – We Are The Champions
35. Queen – God Save the Queen

O Queen foi representado por:

Brian May (guitarra, violão, teclados e vocais)
Roger Taylor (bateria, percussão e vocais)
John Deacon (baixo)

Músicos de apoio:

Spike Edney (teclado, piano, guitarra)
Mike Moran (piano em Who Wants to Live Forever e Somebody to Love)
Josh Macrae (percussão)
Chris Thompson (violão em I Want It All, Little Thing Called Love e Heroes)
Maggie Ryder (backing vocals)
Miriam Stockley (backing vocals)
The London Community Gospel Choir (vozes em Somebody To Love e We Are The Champions)
John Jones (órgão e backing vocals em We Are The Champions)