segunda-feira, 7 de abril de 2014

20 anos sem Kurt Cobain: 20 músicas essenciais do Nirvana
segunda-feira, abril 07, 2014


Kurt Donald Cobain, o eterno frontman do Nirvana, faleceu há 20 anos. O músico cometeu suicídio, atirando com uma espingarda na própria cabeça, com apenas 27 anos, no dia 5 de abril.

O porta-voz de uma geração infelizmente se foi, mas o seu legado ainda permanece intacto. Confira abaixo uma pequena homenagem ao vocalista e guitarrista de uma das bandas mais influentes do rock.

"Blew" ("Bleach", 1989): uma demonstração de que o Nirvana, apesar da sujeira, tinha muito potencial a ser explorado.



"About A Girl" ("Bleach", 1989): um punk rock melódico e divertido. Kurt Cobain era um bom compositor, sem dúvidas. A música foi composta enquanto o próprio tentava desvendar dotes de composição mais orientados ao pop. Ganhou boa versão no Unplugged.



"Negative Crep" ("Bleach", 1989): o hino de muitos degenerados que se identificaram com a figura de Cobain. Justamente pela letra falar dele próprio.



"Smells Like Teen Spirit" ("Nevermind", 1991): com autoria creditada para os três músicos do grupo, essa canção redefiniu o rock e impôs padrões que foram seguidos durante a década de 1990.



"In Bloom" ("Nevermind", 1991): alternando entre momentos de insanidade e calmaria, a canção tem um show particular de Dave Grohl na bateria.



"Come As You Are" ("Nevermind", 1991): o riff que todo guitarrista iniciante aprende. Curiosamente, tem um dos solos mais longos de Cobain na guitarra.



"Lithium" ("Nevermind", 1991): entre ironias e verdades, a letra dessa música é ótima - e conta com uma referência discreta a Karl Marx. Novamente, a banda alterna entre momentos calmos e pesados.



"Polly" ("Nevermind", 1991): tão calma e tranquila, a canção fala de temas bem mais pesados: tortura e estupro, segundo Krist Novoselic, em entrevista à VH1.



"Drain You" ("Nevermind", 1991): não se tornou um clássico para a música pop no geral, mas é um standard do grunge como um todo. Guitarras são o forte da faixa.



"On A Plain" ("Nevermind", 1991): mesmo sendo lado B, virou single. E justamente por ser lado B, ganhou uma (boa) versão no Unplugged.



"Something In The Way" ("Nevermind", 1991): o rumor de que essa canção havia sido escrita enquanto Kurt Cobain era um sem-teto foi desmentido. Curiosamente, o próprio Cobain propagou esse rumor. Mas o clima da música traz bem a perspectiva apresentada no boato do líder do grupo.



"Aneurysm" ("Hormoaning" EP, 1992): um desperdício de canção, pois poderia estar tranquilamente no "Nevermind". Mas não coube. Se "Nevermind" fosse um disco duplo, aliás, ninguém reclamaria.



"Sliver" ("Incesticide", 1992): quem disse que o Nirvana é só depressão? Essa canção, escrita sob demanda para ser um single, é pra lá de divertida.



"Serve The Servants" ("In Utero", 1993): a abertura do último disco de estúdio do Nirvana tem peso e coesão. Rock n roll de peso.



"Heart-Shaped Box" ("In Utero", 1993): o carro-chefe do último disco do grupo. A faixa tem uma boa construção melódica e bons vocais de Cobain.



"Rape Me" ("In Utero", 1993): a música que o Nirvana tocaria na cerimôniad o MTV Video Music Awards de 1992, mas foi deixada de lado pela letra pesada. A faixa é claramente anti-estupro, mas alguns idiotas não conseguem perceber.



"Dumb" ("In Utero", 1993): mais um lado B que ganhou versão no Unplugged. Boa canção. Também resume o espírito do Nirvana.



"Pennyroyal Tea" ("In Utero", 1993): a faixa que seria lançada com single em 1994, mas viu o cancelamento - ou adiamento - por conta da morte de Kur Cobain. Provavelmente entraria no "Nevermind", mas não teve a atenção merecida na época.



"All Apologies" ("In Utero", 1993): essa canção ganhou nova vida no Unplugged. Fantástica melodia. Kurt Cobain era um compositor formidável.



"You Know You´re Right" ("Nirvana", 2002): a única faixa inédita da coletânea de 2002. Resume bem a perspectiva musical do Nirvana. Desde os momentos calmos aos mais agressivos.

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.