sexta-feira, 25 de abril de 2014

Blue Murder: 25 anos do formidável disco autointitulado
sexta-feira, abril 25, 2014


Blue Murder: "Blue Murder"
Lançado em 25 de abril de 1989

O currículo de trabalhos feitos por John Sykes na década de 1980 era invejável. O loirão tocou em alguns discos do Tygers Of Pan Tang, trabalhou no último álbum do Thin Lizzy - o pesado "Thunder And Lightning" - e foi o braço direito de David Coverdale na escalada do Whitesnake ao sucesso no mercado norte-americano, com "Slide It In" e "1987".

A competência do músico, recém-saído do Whitesnake, era conhecida por qualquer empresário e produtor no ramo do rock à época. Logo, não foi complicado para Sykes conseguir um contrato para um novo projeto - com a poderosa Geffen Records, que trablhava com o grupo de David Coverdale.



Entre os integrantes inicialmente testados para o grupo, estavam o baterista Cozy Powell e o vocalista Ray Gillen. Ambos não deram certo e a line-up se firmou com o próprio John Sykes no vocal além da guitarra, Tony Franlkin no baixo e Carmine Appice na bateria.

O afiadíssimo power trio lançou, há exatos 25 anos, o álbum de estreia, autointitulado. Dedicado a Phil Lynott, falecido em 1986, o trabalho conta com grande influência do músico, em especial nos últimos anos de Thin Lizzy. O registro transita entre o hard rock e o heavy metal e agrega elementos complexos e até mesmo épicos às canções, o que permite também traçar um paralelo com o Led Zeppelin.



A qualidade incontestável do trio é notada no bom gosto da parte instrumental. Franklin e Appice gozam de entrosamento para que a inspiração e o talento de Sykes brilhe do início ao fim do registro - nos vocais, nas guitarras e nas composições. A boa produção de Bob Rock nesse registro dá uma prévia do que ele iria fazer no clássico "Black Album", do Metallica.

Consistente, harmônico, bem construído e bem tocado - o álbum de estreia do Blue Murder coleciona bons adjetivos. Mas não obteve o sucesso comercial almejado. Grande parte das faixas conta com mais de quatro minutos de duração, o que foge dos padrões radiofônicos. Faltou perspectiva mercadológica e um single de impacto, apesar de ter sobrado qualidade. Mesmo assim, trata-se de um trabalho que sobeviveu ao teste do tempo e ainda soa muito bem.



John Sykes (vocal, guitarra)
Tony Franklin (baixo)
Carmine Appice (bateria)

Músico adicional:
Nik Green (teclados)

01. Riot
02. Sex Child
03. Valley of the Kings
04. Jelly Roll
05. Blue Murder
06. Out of Love
07. Billy
08. Ptolemy
09. Black-Hearted Woman

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.