quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Slash diz que não acreditava no sucesso do Guns N' Roses
quarta-feira, setembro 17, 2014


O Guns N' Roses é, sem dúvidas, uma das bandas de maior sucesso no rock. Com apenas seis discos de estúdio, o grupo vendeu mais de 100 milhões de cópias por todo o mundo - cerca de 30% apenas por conta do trabalho de estreia, "Appetite For Destruction".

Mas a banda mais perigosa do mundo - como era intitulada entre as décadas de 1980 e 1990 - demorou para estourar. Praticamente só depois de um ano do lançamento do primeiro disco, a mídia, os fãs e a grana começaram a aparecer para o grupo e a gravadora, Geffen Records.

Antes mesmo do lançamento de "Appetite For Destruction", Slash não acreditava no potencial da banda. Em recente entrevista ao site italiano LineaRock, o guitarrista falou sobre as suas impressões sobre o trabalho do quinteto, formado em Los Angeles, Estados Unidos.

"Appetite For Destruction era só um disco feito por cinco caras. Acabou fazendo muito sentido para uma geração inteira. Éramos muito ingênuos em nossa visão de mundo, apesar de termos vindo das ruas", disse o guitarrista, ao se relembrar do que fazia com o grupo quase 30 anos atrás.

Slash revelou imaginar que o Guns N' Roses se tornaria uma banda "cult" - ou seja, que seria conhecida apenas pelos fãs do estilo e não chegaria a novos públicos. "A combinação de emoção e energia de Appetite For Destruction jamais poderá ser repetida, porque foi algo daquele momento. Quando o disco ficou pronto, não pensei em sucesso, acreditava que nos tornaríamos um grupo cult", concluiu.

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.