terça-feira, 28 de outubro de 2014

Jornalista acusa Gwen Stefani de racismo com grupo de dançarinas orientais
terça-feira, outubro 28, 2014


Gwen Stefani não lançava material inédito em carreira solo desde o disco "The Sweet Escape", de 2006. Os oito anos de hiato foram encerrados com a música "Baby Don't Lie", que chegou à público nos últimos dias.

A volta de Gwen Stefani, que se dedicou à reunião do No Doubt nos últimos anos, ao seu trabalho solo, foi comemorado por fãs e mídia - inclusive pela jornalista Eliana Dockterman, em um artigo publicado no site da revista Time. No entanto, ela alertou para um problema.

De acordo com Eliana Dockterman, Gwen Stefani deve desculpas ao grupo de dançarinas orientais Harajuku Girls, que a acompanharam durante a turnê de seu primeiro disco solo, "Love. Angel. Music. Baby", de 2004. "Antes de abraçarmos a volta da rainha, devemos parar um pouco para lembrar que ela eternizou alguns estereótipos muito racistas em seu primeiro disco", diz.

Segundo a jornalista, Gwen Stefani obrigava que as quatro integrantes do Harajuku Girls a fazer algumas coisas contra a vontade delas. "Há rumores de que elas tinham que seguir Gwen onde quer que ela fosse e que foram obrigadas, por contrato, a falarem só em japonês. As moças foram renomeadas, como se fossem bichos de estimação de Gwen, para Love, Angel, Music e Baby", afirma.

O texto de Eliana Dockterman também cita outros casos que ela julga como ocorrências de racismo, como Katy Perry vestida de gueixa na cerimônia do American Music Awards, o clipe de Avril Lavigne para a música "Hello Kitty" e a presença de dançarinos negros no show de Miley Cyrus no Video Music Awards para que fizessem o twerk.

A jornalista também relembra outro caso considerado subversivo que envolvia Gwen Stefani, mas com a banda No Doubt. "Parece que ela não aprendeu a lição. Há dois anos, o No Doubt precisou retirar do ar o clipe para a música Looking Hot, que trazia os integrantes vestidos de cowboys e índios", diz.

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Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.