terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Conheça a banda punk cujos músicos têm síndrome de Down ou são autistas
terça-feira, fevereiro 17, 2015


A síndrome de Down e o autismo acometem pessoas em todo o mundo por circunstâncias distintas - a primeira ocorre por um distúrbio genético causado por um erro na divisão celular, enquanto o segundo é um transtorno de desenvolvimento que acontece em função de um distúrbio neurológico.

Os dois problemas de saúde, no entanto, têm algo em comum: causam limitação e dificuldade no desenvolvimento da habilidade cognitiva. Isso seria motivo de sobra para manter pessoas com tais disfunções afastadas de atividades artísticas, como o mundo da produção musical. Certo?

Errado! A banda finlandesa Pertti Kurikan Nimipaivat, também chamada pela sigla PKN, é uma banda de punk rock cujos integrantes têm, ao menos, um dos problemas de saúde: ou síndrome de Down, ou autismo. O grupo, que foi formado em uma oficina destinada a adultos com deficiência intelectual, teve a sua trajetória retratada anteriormente no documentário "The Punk Syndrome", lançado em 2009.

Agora, a banda formada por Kari Aalto (vocal), Pertti Kurikka (guitarra), Sami Helle (baixo) e Toni Välitalo (bateria) tem planos mais ambiciosos: eles querem se destacar na edição deste ano Festival Eurovision da Canção, concurso musical realizado anualmente com participantes de diversos países do continente europeu. As semifinais do evento acontecem nos dias 19 e 21 de maio de 2015, em Viena, Áustria. O grupo vai concorrer com a música "Aina Mun Pitää".

Conheça o som do PKN:



Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.