terça-feira, 22 de dezembro de 2015

As 10 maiores decepções no rock/metal em 2015
terça-feira, dezembro 22, 2015


A tendência é que, ao longo dos próximos dias, tenhamos uma série de listas de “melhores do ano”. Antes de apresentar o que vi de melhor em 2015, decidi mostrar o que considerei de mais decepcionante.

A lista, que está em ordem aleatória, não apresenta, necessariamente, o que há de pior. O intuito é mostrar tudo aquilo que me fez criar alguma expectativa, mas não me correspondeu.

Confira o que mais me decepcionou em 2015:

O novo disco do The Winery Dogs

Tentei me conter com a expectativa para “Hot Streak”, já que seu antecessor, autointitulado e de 2013, dificilmente seria superado, já que é um dos melhores álbuns de rock feitos na década. Só não esperava uma queda tão grande. “Hot Streak” é fraco, estático e forçado. Explora correntes musicais datadas, como o pop oitentista, sem a maestria que é usual quando se fala em Richie Kotzen – ainda mais quando o próprio lança o excelente “Cannibals”, também em 2015, pela sua carreira solo.


Aposentadoria sem novo álbum do Black Sabbath

Não me decepciona, muito menos me impressiona a aposentadoria do Black Sabbath. Os integrantes estão cansados. Especialmente Tony Iommi, desgastado após tratar um linfoma, que, segundo o próprio, talvez nunca seja curado por completo. Mas esperava um novo álbum para dar sequência ao ótimo “13”. Ozzy Osbourne praticamente confirmou que não vai rolar disco de despedida. É triste ver uma banda que poderia dar algo mais aos fãs saindo de cena.


O fim do Black Crowes

A existência do Black Crowes no século XXI foi conturbada. A banda anunciou que pararia em 2002, voltou em 2005, deu uma nova pausa em 2011, retomou as atividades em 2013, mas, neste ano, confirmaram o fim. Trata-se de uma das poucas bandas do rock cuja discografia beira o impecável. Uma pena.


Possibilidade de reunião do Guns N’ Roses (ou parte dele)

O Guns N’ Roses virou o mundo da música de cabeça para baixo entre o fim dos anos 1980 e o início da década de 1990. Mas deu o que tinha que dar. Não dá para imaginar algo de produtivo saindo dessa especulada reunião entre Axl Rose, Slash e Duff McKagan – a não ser dinheiro com mega-shows e fãs “selfiezeiros” bradando aos quatro ventos que viu seus ídolos, mesmo com Rose em má forma. Improvável rolar som novo ou uma turnê extensa, que realmente seja abrangente em nível mundial. Além disso, o retorno pode dar fim a uma boa carreira solo, desenvolvida por Slash, ao lado de Myles Kennedy.


O novo disco do W.A.S.P.

Esperava que “Golgotha” conseguisse seguir a linha de “Babylon”. Ao menos na primeira faixa/cópia de “Wild Child”, deram conta. Com exceção de um ou outro momento, porém, a coisa desanda. Metade das músicas do álbum têm, praticamente, a mesma introdução – e, aparentemente, até a mesma tonalidade. Um monte de faixas arrastadas que obedecem à mesma fórmula, além dos refrães iguais e passagens “chupinhadas” de outros trabalhos. Na cereja do bolo (estragado), uma pregação a Deus que nem mesmo o Stryper faria. Aposenta, Blackie Lawless.


O fim do California Breed

O California Breed não era um Black Country Communion, mas era uma boa banda. Acabou tão rapidamente que só deixou um disco gravado.


O tributo que o Whitesnake fez ao Deep Purple

David Coverdale fez parte do Deep Purple durante tempo suficiente para produzir, junto à banda, três ótimos discos. Depois, montou o Whitesnake e lançou uma série de bons trabalhos. Infelizmente, isso não o deu credenciais para fazer uma boa releitura das músicas que o consagrou no Purple. “The Purple Album” é um headbanger de cintura dura no meio de uma festa ao som de ritmos grooveados, onde todos ao menos dão uma reboladinha. Desnecessário.


Lançamentos de medalhões cada vez mais escassos

Não consigo pensar em muitas bandas realmente consagradas que lançaram novos álbuns em 2015. A ascensão de grupos jovens já é complicada. Com os dinossauros abdicando de produzir novidades, o gênero acelera sua, até então, lenta morte. O Iron Maiden foi um dos poucos a aparecer com material inédito neste ano.


O fim do Sister Sin

Uma das poucas bandas surgidas no século XXI que conseguia misturar hard rock com heavy metal com maestria anunciou o encerramento de suas atividades. Ao menos, um alento: em comunicado, o grupo afirma que há a possibilidade de retornar no futuro.


Mortes

Falecimentos, obviamente, sempre decepcionam. Nomes como B.B. King, Scott Weiland, Phil "Philthy Animal" Taylor, A.J. Pero e Chris Squire, entre outros, se foram neste ano. Alguns deles ainda estavam produtivos, como Pero e Weiland. Triste.

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.