quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Top 15: os melhores supergrupos do rock
quinta-feira, janeiro 28, 2016


O conceito de supergrupo é variável. Alguns mais flexíveis, outros nem tanto, mas basicamente se trata de um grupo formado, majoritariamente, por músicos já conhecidos por outros trabalhos. Nessa lista, estão 15 dos melhores supergrupos para mim.

OBS: lista em ordem cronológica de formação das bandas.

Cream: tido como um dos primeiros supergrupos, o Cream reuniu o guitarrista Eric Clapton (The Yardbirds) à cozinha do baterista Ginger Baker e do baixista Jack Bruce (Graham Bond Organisation). Bruce, aliás, também já havia tocado no Manfred Mann. Fizeram história por agregar elementos do blues, do psicodélico e do jazz ao rock, sendo responsáveis pelo embrião do heavy metal.



Humble Pie: dos cinco integrantes, quatro vieram de bandas já conhecidas. Steve Marriott era o frontman do Small Faces, Peter Frampton despontava no The Herd, Greg Ridley veio do Spooky Tooth e Clem Clempson fazia parte paralelamente do Colosseum. O quinteto, completo por Jerry Shirley (que tinha 17 anos na época), tinha uma aura bluesy mas era, de forma majoritária, hard rock, sendo altamente influente no desenvolvimento deste gênero.



Emerson, Lake & Palmer: três grandes forças do Rock progressivo se juntaram para um dos supergrupos mais aclamados da história. Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer conseguiram o mérito de alavancar o Prog também comercialmente. A banda se manteve na ativa nas décadas de 1970 e 1990, com reuniões esporádicas.



Journey: um dos pilares do AOR nasceu da banda de apoio do Santana. Dois ex-músicos que tocavam com o mexicano, Neal Schon e Gregg Rolie, estavam sob a batuta de seu ex-empresário, Herbie Herbert. A formação do primeiro álbum era composta por esses dois, Ross Valory (Steve Miller Band), George Tickner (Frumious Bandersnatch) e Aynsley Dunbar (Frank Zappa, John Mayall). Algumas peças foram mexidas ainda na década de 1970 até a chegada do desconhecido vocalista Steve Perry. O resto é história.



Asia: com uma formação de dar inveja a qualquer banda de Rock progressivo, o Asia apostou em… AOR. John Wetton (King Crimson), Steve Howe (Yes), Geoff Downes (Yes) e o já citado Carl Palmer explodiram no início da década de 1980. Algumas formações alternativas permitiram que o também já citado Greg Lake se tornasse o frontman por um tempo. Hoje ainda estão na ativa, com a line-up original.



Blue Murder: O grupo que John Sykes (Thin Lizzy, Whitesnake) formou depois de sua parceria com David Coverdale contou com várias estrelas em suas formações iniciais, como Tony Martin e Ray Gillen (ambos Black Sabbath) e Cozy Powell (Jeff Beck, Rainbow, MSG) ainda em 1988. Mas a formação responsável pelo debut, lançado em 1989, era composta por Sykes, Carmine Appice (Vanilla Fudge, Cactus) e Tony Franklin (The Firm), além do desconhecido tecladista Nik Green. O reconhecimento não foi como o esperado e a banda só gravou uma sequência para o debut quatro anos depois, já com Marco Mendoza e Tommy O’Steen no baixo e na bateria, respectivamente.



Traveling Wilburys: não há grupo mais super do que este. O quinteto era composto por nomes que já falavam por si só: George Harrison (Beatles), Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne (ELO) e Roy Orbison. Dois discos foram feitos no final da década de 1980 e a banda existiu até o falecimento de Orbison.



Mr. Big: o quarteto virtuoso foi formado por Billy Sheehan após deixar a banda de David Lee Roth. O baixista, já veterano à época, recrutou Paul Gilbert (Racer X), Pat Torpey (Impellitteri, Robert Plant) e Eric Martin, famoso por sua carreira solo. No final da década de 1990, quando Gilbert saiu, sua vaga foi ocupada por Richie Kotzen (Poison). A formação original se reuniu em 2009 e segue na estrada, com Matt Starr tocando no lugar de Pat Torpey, que está com mal de Parkinson.



Badlands: 1988 foi o ano dos supergrupos – esse é o quarto da lista a ser formado neste ano. Depois de ser demitido da banda de Ozzy Osbourne, o guitarrista Jake E. Lee recrutou dois ex-integrantes do Black Sabbath, Ray Gillen e Eric Singer, além de Greg Chaisson, que o conheceu em uma das audições para novo baixista para a banda do Madman. A formação durou um disco, até que Singer entrasse para o KISS e fosse substituído por Jeff Martin (Racer X). Outro álbum foi lançado e as brigas entre Lee e Gillen foram tão grandes que o cantor faleceu em 1993 e o guitarrista sequer foi ao enterro. Um terceiro trabalho foi liberado em 1998.



Damn Yankees: uma verdadeira constelação de lideranças musicais se reuniu nesse supergrupo. Tommy Shaw (Styx), Jack Blades (Night Ranger) e Ted Nugent, completos por Michael Cartellone, formaram o Damn Yankees. Seus dois trabalhos conseguiram aceitação na mídia, mas logo a banda acabou. Ainda há rumores de um retorno, cada vez mais improvável à medida que os anos se passam.



Audioslave: a união entre Chris Cornell (Soundgarden) com Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk (Rage Against The Machine) rendeu três bons álbuns de rock alternativo, com um pé no clássico pelos vocais agudos de Cornell e os riffs pesados de Morello. Pena que tenha durado pouco.



Velvet Revolver: Slash, Duff McKagan e Matt Sorum (Guns N' Roses) fizeram bem ao se juntarem com Scott Weiland (Stone Temple Pilots) e Dave Kushner. O som ficou pesado e encorpado. Dois bons discos saíram dessa parceria.



Chickenfoot: Sammy Hagar e Michael Anthony, ex-parceiros de Van Halen, se juntaram com Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e o consagrado guitarrista solo Joe Satriani para montar o Chickenfoot em 2008. Seus dois trabalhos lançados até o momento foram bem aceitos. A banda estava em hiato, mas anunciou que estava produzindo uma nova música no início deste ano.



Black Country Communion: outro que é bastante “super”. As conexões do Black Country Communion começaram em 2006, quando Glenn Hughes (Deep Purple, Black Sabbath) fez uma jam com Joe Bonamassa, que trabalhou naquele mesmo ano com Jason Bonham, filho de vocês sabem quem. O tecladista Derek Sherinian (Dream Theater, Yngwie Malmsteen) completou o quarteto, que praticamente foi unido por recomendações do produtor Kevin Shriley. Três discos foram lançados antes do fim.



Unisonic: Michael Kiske (Helloween) já havia trabalhado com Dennis Ward e Kosta Zafiriou (Pink Cream 69) em um projeto chamado Place Vendome. Uma nova banda foi formada, com Mandy Meyer (Krokus) e Kai Hansen, ex-colega de Kiske no Helloween e frontman do Gamma Ray. A banda correspondeu às expectativas em seus dois primeiros trabalhos.

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.