segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Veja 15 curiosidades sobre o Rock In Rio 1991, que chega ao seu 25° aniversário
segunda-feira, janeiro 18, 2016


A segunda edição do Rock In Rio começou há exatos 25 anos. Abaixo, algumas curiosidades sobre o festival, que aconteceu entre os dias 18 e 27 de janeiro de 1991:
  • Foi a única edição brasileira do festival a acontecer fora da Cidade do Rock. O evento foi realizado no estádio do Maracanã. O gramado foi adaptado e o público também ocupou as arquibancadas.
  • O Rock In Rio 1991 teve o menor público entre as três primeiras edições do festival. Foram 700 mil pessoas, distribuídas em nove dias. Por outro lado, o recorde mundial de pagantes em um evento foi batido durante o show do A-ha no evento: 198 mil pessoas.
  • Cerca de 580 milhões de pessoas assistiram à edição de 1991 pela televisão, com exibição em 55 países. Em tempos sem internet e com TV paga ainda engatinhando, trata-se de uma marca expressiva.

  • Diferente do que muitos dizem, as edições iniciais do Rock In Rio não eram mais "roqueiras" que as atuais. Prova disso é o festival de 1991, que concentrou as atrações "pesadas" em apenas duas datas - e com parte delas se repetindo em ambos os dias em questão. Outros dois dias orientados ao rock já se concentravam em nomes mais pop ou alternativos, como INXS e Happy Mondays. Veja:
18/01: Prince, Joe Cocker, Colin Hay, Jimmy Cliff.
19/01: INXS, Carlos Santana, Billy Idol, Engenheiros do Hawaii, Supla, Vid & Sangue Azul.
20/01: Guns N' Roses, Billy Idol, Faith No More, Titãs, Hanoi Hanoi.
22/01: New Kids On The Block, Run DMC, Roupa Nova, Inimigos do Rei.
23/01: Guns N' Roses, Judas Priest, Queensrÿche, Megadeth, Lobão, Sepultura.
24/01: Prince, Carlos Santana, Laura Finocchiaro, Alceu Valença, Serguei.
25/01: George Michael, Deee-Lite, Elba Ramalho, Ed Motta.
26/01: Happy Mondays, Paulo Ricardo, A-Ha, Debbie Gibson, Information Society, Capital Inicial, Nenhum de Nós.
27/01: George Michael, Lisa Stansfield, Deee-Lite, Moraes Moreira e Pepeu Gomes, Leo Jaime.
  • Apesar de estar no auge, o Guns N' Roses não foi o responsável pelo maior cachê do festival. Eles receberam R$ 1 milhão pelos dois shows, enquanto Prince e George Michael faturaram US$ 1,5 milhão - ambos também fizeram duas apresentações.

  • O Guns N' Roses fez exigências peculiares. Pediram que o Poison não tocasse naquela edição do Rock In Rio. Solicitaram, ainda, a ausência de pirotecnia e da tradicional moto no show do Judas Priest - só a primeira situação foi atendida.
  • Prince também caprichou nas exigências esquisitas. Entre os pedidos, estavam 200 toalhas brancas, camarim iluminado na cor púrpura e um piano de cauda branco em seu quarto de hotel.
  • A contratação do Faith No More para o festival foi sugestão do Guns N' Roses. A banda cobrou o menor cachê do evento: US$ 20 mil.

  • Dias antes do primeiro show do Guns N' Roses no festival, todos os integrantes da banda foram vistos no aeroporto do Rio de Janeiro. Menos Axl Rose. Ele só chegou um dia antes, no mesmo voo que o Faith No More. Ninguém, nem mesmo a banda, sabia do paradeiro do vocalista antes de sua chegada.
  • Ainda sobre Axl Rose: fãs acamparam na frente do hotel onde o cantor estava hospedado, esperando por uma aparição relâmpago na sacada. Imprevisível, o vocalista atirou um aparelho de telefone pela janela.
  • Sempre antenado no mercado gringo, o Rock In Rio nunca fez feio em suas escalações. No metal, por exemplo, trouxe nomes que estavam em alta na época pelos álbuns de sucesso lançados no ano anterior. Casos de Queensrÿche ("Empire"), Megadeth ("Rust In Peace") e Judas Priest ("Painkiller"). É curioso pensar como seria a line-up se o evento tivesse sido adiado para 1992 - o metal, provavelmente, daria lugar ao grunge.

  • Os "popstars do momento" eram o New Kids On The Block. A boyband teve trabalho na chegada ao Rio de Janeiro. Do aeroporto até o ônibus da produção, muita correria. Enquanto isso, dezenas de fãs tentavam algum contato com os cantores. Depois, quando eles se encaminhavam ao hotel, táxis com os mesmos fãs que estavam no aeroporto seguiram o veículo que os transportava. Dezenas de admiradores, em sua maioria mulheres, acamparam nos entornos do hotel para conseguir um autógrafo ou foto com os popstars.
  • Lobão era um estranho no ninho do metal. Ele tocou depois do Sepultura e antes do Megadeth no evento. Ele já estava sendo criticado antes mesmo de subir ao palco e foi tão vaiado que abandonou o show ainda na segunda música do repertório. Aí entra a bizarrice: a bateria da Mangueira, que faria uma participação em uma canção do repertório, acabou subindo ao palco sem ele. Nem mesmo o piti de Lobão impediu que os metalheads vissem a Mangueira entrar (e é claro que esse trocadilho seria feito).

  • Foi no Rio de Janeiro que George Michael conheceu o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, com quem namorou. E foi por acaso. Michael reclamou do barulho do local onde estava hospedado. Então, foi transferido para o Copacabana Palace. Lá, conheceu Feleppa. Eles ficaram juntos até 1993, quando o estilista faleceu em decorrência de complicações geradas pela Aids.
  • Pedro Bial ficou como comentarista da transmissão do evento. Ele até fez alguns comentários precisos (vale lembrar que não existia internet na época), mas cometeu gafes e ficou aficionado pelo bumbum e pelos shorts de Axl Rose. Veja um compilado de comentários:
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.