quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Estudo diz que música pop é mais "drogada" que rock e metal
quinta-feira, novembro 10, 2016


O rock e o metal não glorifica tanto o uso de drogas quanto as pessoas pensam. É o que revela um estudo acadêmico, feito pelo National Institute On Drug Abuse.

Enquanto o rock e o metal têm sido cada vez mais associados a uso de drogas, a pesquisa concluiu que as letras de músicas pop, hip-hop e de outros gêneros glorificam mais o consumo de tóxicos.

Há referências em letras de artistas pop, como The Weeknd, Lana Del Ray, Sia, Tove Lo e Selena Gomez. Existem, ainda, canções mais explícitas, como a ode ao ecstasy em "We Can't Stop", de Miley Cyrus.

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Para o lado do rock e do metal, o Black Sabbath, banda com notáveis menções a drogas, foi o objeto de estudo mais considerado. Os doutores Kevin Conway e Patrick McGrain analisaram as letras de 156 músicas de todos os álbuns do grupo de Tony Iommi.

O resultado impressionou: apenas 13% das músicas do Black Sabbath fazem referência a drogas. E, desta quantidade, 60% dessas menções são negativas.

O estudo conclui: "Ao contrário da noção de que a música de heavy metal glorifica ou encoraja o uso de substâncias, as letras de Black Sabbath, como um todo, tecem um conto preventivo de como o uso persistente de substâncias pode sequestrar o livre arbítrio".

O estudo acadêmico pode ser conferido na íntegra clicando aqui.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.