quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O motivo pelo qual o Twisted Sister negou "We're Not Gonna Take It" a Trump
quinta-feira, janeiro 19, 2017


O Twisted Sister ganhou notoriedade, nos últimos meses, após ter pedido para Donald Trump retirar a música "We're Not Gonna Take It" de sua campanha presidencial. O motivo foi explicado, recentemente, pelo guitarrista Jay Jay French.

O músico fez um texto para o site Forward onde explica as razões. Ele conta que, inicialmente, Donald Trump utilizou a música sem autorização.

Em determinado momento, segundo Jay Jay, o vocalista Dee Snider autorizou o uso da música, por Trump ser alguém que "se opõe ao sistema". Então, em seu modo, representava "rebelião" - a mensagem que a banda transmitia.



"O que Dee tentou fazer foi expressar sua própria opinião e andar em uma linha tênue entre apoiar e repudiar a retórica inflamada de Trump. Mas isso faz grandes manchetes, então, tornou-se 'Twisted Sister apoia Trump'", explica Jay Jay.

O músico destacou que não ganharia nem um centavo (na verdade, o compositor, que é Dee Snider, ganharia US$ 0,003 a cada vez que a canção fosse tocada). E, politicamente, o Twisted Sister não necessariamente apoiava Donald Trump, mas Dee havia sido ajudado por Trump em uma aparição no "Celebrity Apprentice". O magnata havia auxiliado o cantor a conseguir bastante dinheiro para sua instituição de caridade, St. Jude's Children's Hospital.

No fim das contas, Dee Snider pediu, de forma privada, que a música não fosse mais tocada por Donald Trump. "Nós, uma das bandas mais barulhentas das últimas décadas, escolhemos a forma menos barulhenta, menos sexy para evitar isto. Escolhemos apenas o modo necessário", concluiu.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.