sexta-feira, 9 de junho de 2017

John Corabi explica fiasco comercial do disco "Mötley Crüe", de 1994
sexta-feira, junho 09, 2017


O ex-frontman do Mötley Crüe, John Corabi, explicou, em entrevista ao podcast "The Rock Brigade" que houve uma série de fatores que culminaram no fracasso comercial do disco "Mötley Crüe", lançado em 1994. É o único trabalho de Corabi na banda, em substituição ao vocalista Vince Neil.

"Nós não sentamos e falamos, 'aqui está como o disco deve soar'. Aquele disco é mais o produto de quatro caras em uma sala de ensaio por quase um ano, uma jam que durou um ano. E Nikki (Sixx, baixista) e eu formulamos algo para as letras. Nikki tende a ser obscuro, assim como eu, mas tenho meus arco-íris e finais felizes, enquanto Nikki era como, 'mate a vadia'. Então, saiu daquele jeito", afirmou.

Corabi diz, ainda, que adora as bandas da década de 1990, como Stone Temple Pilots, Nirvana, Alice In Chains, Soundgarden e Red Hot Chili Peppers. "Era 1994 e eu amava essas bandas. O problema é que o nosso disco não soava como Mötley. Chamava-se 'Mötley', mas nós queríamos mudar o nome da banda. Os empresários não deixaram, tipo, 'você assina um contrato de US$ 40 milhões e vocês ganham US$ 300 mil por show. Se mudar o nome, perde o valor'", comentou.

Ele complementa: "Lutávamos contra as bandas da época que eram anti-Mötley. O presidente da gravadora gostou muito do disco. Então, ele não estreou em 1° lugar e o dono demitiu todo mundo. E o ingrediente final é que - desculpe, eu amo esses caras - Nikki, Tommy (Lee, baterista) e Mick (Mars, guitarrista) não ficavam calados. Cutucavam Vince a todo momento e isso fez os fãs se dividirem. Foi uma combinação de tudo isso".

- Leia resenha de "Mötley Crüe", o único disco da banda com John Corabi
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.