segunda-feira, 3 de julho de 2017

15 boas músicas de rock e metal lançadas no 1° semestre de 2017
segunda-feira, julho 03, 2017


Muita música boa chegou a público antes do primeiro semestre de 2017 se encerrar. Resolvi compilar 15 músicas de rock e metal que gostei de ter escutado nos seis primeiros meses deste ano.

Cabe destacar que se trata de uma lista pessoal, com a ideia de apresentar sons que me agradaram, sem muito critério jornalístico na escolha. E, claro, muitas músicas interessantes ficaram de fora, de Nickelback a Sepultura.

Veja:

Art Of Anarchy - "Echo Of A Scream" (do disco "The Madness"): Scott Stapp deu nova vida ao Art Of Anarchy. Os vocais agressivos dessa música, co-escrita por David Draiman (Disturbed), refletem o que "sangue novo" pode oferecer a uma banda que patinou em sua estreia.



Battle Beast - "King For A Day" (do disco "Bringer Of Pain"): o Battle Beast assumiu uma veia mais ligada ao hard rock nesse disco. "King For A Day", uma das músicas de trabalho, reflete a nova proposta: apesar da veia mais hard, o som continua melódico e cativante.



Deep Purple - "One Night In Vegas" (do disco "inFinite"): o novo álbum do Deep Purple soa bem planejado, mas, ao mesmo tempo, parece ter surgido de jams. "One Night In Vegas" reflete essa sensação: sua construção é formada por passagens que lembram bons improvisos - aparentemente, capitaneados pelo excelente baterista Ian Paice.



Eclipse - "Never Look Back" (do disco "Monumentum"): mesmo no auge do hard rock oitentista, poucas bandas conseguiram fazer músicas tão cativantes como o Eclipse. A grudenta "Never Look Back" se destaca em meio a um ótimo disco.



Harem Scarem - "Sinking Ship" (do disco "United"): com o brilho do guitarrista Pete Lesperance, "Sinking Ship" mostra que o Harem Scarem está em grande forma no álbum "United".



Inglorious - "Tell Me Why" (do disco "II"): o hard poderoso do Inglorious ganhou traços da soul e black music. O groove e as melodias de "Tell Me Why" expõem tais influências com excelência.



KXM - "Scatterbrain" (do disco "Scatterbrain"): é difícil um supergrupo ter o mesmo entrosamento que conseguiram Ray Luzier, George Lynch e Doug Pinnick. A faixa que dá nome ao segundo disco do KXM mostra as credenciais do grupo: peso, técnica e quase nenhuma repetição de formatos tradicionais.



Night Ranger - "Day And Night" (do disco "Don't Let Up"): é raro encontrar uma música do Night Ranger com mais de cinco minutos. Nessa aqui, acertaram na dose: poderia durar o dobro se continuasse cativante como é.



One Desire - "Hurt" (do disco "One Desire"): para quem gosta de hard rock melódico, o One Desire é uma grata surpresa. E o melhor de seu som está sintetizado em "Hurt": bons refrãos, instrumental bem trabalhado e carisma na voz de André Linman.



Papa Roach - "American Dreams" (do disco "Crooked Teeth"): como fazer uma música de essência nu metal soar interessante em 2017? A receita foi colocada em prática na faixa "American Dreams", que contém uma boa crítica social em sua letra e um groove bem interessante.



Royal Blood - "Hook, Line & Sinker" (do disco "How Did We Get So Dark?"): ainda que o Royal Blood não tenha repetido o êxito de sua estreia com o álbum "How Did We Get So Dark?", há diversos momentos de destaque no trabalho - entre eles, a pesada "Hook, Line & Sinker", que evidencia o entrosamento de Mike Kerr e Ben Thatcher.



Queens Of The Stone Age - "The Way You Used To Do" (do vindouro disco "Villains"): a primeira música de trabalho de "Villains" resgata uma pegada mais direta que não se viu no introspectivo "...Like Clockwork" (2013). A música é irresistível: dê o play e veja seu pé bater no chão de forma involuntária.



Stone Sour - "Hydrograd" (do disco "Hydrograd"): a faixa que dá nome ao novo álbum do Stone Sour alia peso visceral a um senso melódico de se tirar o chapéu. E um dos melhores solos de guitarra da discografia da banda está nessa canção.



Styx - "Gone Gone Gone" (do disco "The Mission"): apesar de curtinha, "Gone Gone Gone" representa bem a teatralidade do álbum mais recente do Styx. O bom gosto melódico e o trabalho vocal merecem todo o destaque.



The Night Flight Orchestra - "Josephine" (do disco "Amber Galactic"): o supergrupo Night Flight Orchestra ganhou identidade com "Amber Galactic". E a conquista foi obtida graças a músicas como a climática "Josephine", que sai do lugar comum do hard rock e mistura influências que vão do AOR ao R&B.

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.