quinta-feira, 13 de julho de 2017

"Guitarristas não aprendem a fazer base", diz Paul Stanley, do KISS
quinta-feira, julho 13, 2017


Muitos guitarristas se esquecem de desenvolver habilidades referentes à guitarra base/rítmica. É o que afirma Paul Stanley, frontman do KISS, em recente depoimento ao programa virtual "String Theory", da empresa de encordoamento Ernie Ball.

"Para mim, ser um guitarrista rítmico nunca foi um passo para me tornar um guitarrista solo. Muitas vezes, as pessoas se esquecem de destinar tempo para aprender e entender a guitarra base e acho que isso é mais importante de se conhecer do que como fazer solos. Surpreendentemente, ou não, lembro de caras que eram muito bons na guitarra principal, mas quando você pedia 'agora, faça uma base para mim', eles se perdiam. Acho que você pode passar toda a vida trabalhando na base", afirmou.

Stanley também revelou que usa cordas mais grossas em suas guitarras. "Para tocar uma boa base, você precisa de cordas rígidas. O que seus dedos aguentarem é o caminho a ser seguido. Quando você tem aquelas cordas bambas, para mim, não é rock n' roll. O rock n' roll é sobre a glória do swing, o impulso da palheta para baixo. Quero a glória daqueles grandes acordes. Pense em um piano: existe uma grande autoridade quando você toca um acorde. As cordas não são ondulantes. Existe uma qualidade naquilo. As cordas mais grossas dão um acorde muito mais enfático", disse.

Veja a entrevista de Paul Stanley na íntegra:

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.