terça-feira, 18 de julho de 2017

Produtor do Metal Open Air diz que mídia foi 'tendenciosa' ao cobrir fiasco
terça-feira, julho 18, 2017


Um dos organizadores do festival Metal Open Air, Natanael Júnior, falou sobre o fiasco ocorrido no evento cinco anos após sua realização (ou parcial não-realização). Em entrevista a um programa local, de São Luís (MA), o produtor de eventos culpou a imprensa pela imagem de "fracasso" deixada e destacou que está provando sua inocência na Justiça.

Realizado entre os dias 20 e 22 de abril de 2012, no Parque Independência de São Luís, o Metal Open Air teve diversos problemas de organização que causaram cancelamentos de shows - inclusive de bandas internacionais - e, por consequência, o fim antecipado do evento. Além disso, foi reportado que o evento não dispôs de acomodações necessárias para o público, principalmente na estrutura para camping. A situação fez com que, em 2013, os produtores fossem denunciados pelo Ministério Público por estelionato e indução do consumidor a erro.

Documentário

Questionado se pretende lançar um livro ou um documentário sobre o Metal Open Air, Natanael Júnior disse que está trabalhando no assunto. "Nas minhas noites sem dormir, eu praticamente tenho tudo roteirizado. A gente está, sim, fazendo um documentário para explicar tudo", afirmou.

O produtor de eventos afirmou que, por enquanto, a produção não será lançada a público. "Ainda não podemos, porque faltam algumas coisas de Justiça acontecerem. Fui em todas as audiências, mostrei que tinha pago todas as bandas, hotéis, todos os fornecedores... está nas mãos da juíza. Acho que ela ouviu tudo, acho que ela está aguardando a sentença chegar", disse.

Natanael Júnior disse que está com a consciência "tranquila" com relação ao Metal Open Air. "Eu fiz a minha parte", afirmou.

'Correria'

Perguntado se conseguiu se divertir durante o Metal Open Air, Natanael Júnior destacou que o primeiro dia do festival foi o "grande dia". "Esse dia, eu nem consegui assistir (risos). Eu estava a sete noites sem dormir. Quando o Exciter entrou no palco, perguntei se estava tudo ok e fui para o hospital, tomar calmante e dormir a noite toda, para voltar no dia seguinte, que foi o caos. Eu vou explicar isso mais na frente, mas tenho todas as provas", afirmou.

O produtor de eventos afirmou que sente mágoa com relação à cobertura do evento. "A sociedade não entendeu a proposta. E por essa briga de produção, que envolve veículos de comunicação, ficou uma coisa muito pejorativa. O M.O.A. aconteceu, teve grandes shows", disse.

Em seguida, o programa exibiu algumas cenas de um vídeo do Almah, feito durante o festival, e Natanael afirmou: "Esse foi o M.O.A. que não mostraram na televisão, aqui no Maranhão".

Mágoa com imprensa

O produtor destacou que os fãs que estiveram no Metal Open Air, em especial os do Maranhão, viram o que aconteceu no evento. "A proporção que tomou para a sociedade em si foi o que saiu no veículo de comunicação. Infelizmente, a comunicação foi tendenciosa, por eu ser concorrente da grande empresa do outro lado. Contratei 260 banheiros químicos, mas as matérias mostravam o banheiro químico da Expoema (evento local) cheio de mato, que não era usado há 10 anos. Isso está provado na Justiça", afirmou.

Outras imagens do clipe do Almah são exibidas e Natanael afirmou que toda a estrutura exibida no vídeo é do Metal Open Air. "O clipe inteiro foi gravado lá. Toda a estrutura do M.O.A. estava lá. Você vê o público, palco, LED, camarote... e a imprensa disse que não tinha. Falavam que não tinha segurança, sendo que contratamos 260 seguranças registrados na Polícia Federal. E para parte da imprensa, não tinha nada disso. Criou-se uma resistência com o M.O.A. que causou instabilidade", disse.

Assista à entrevista no vídeo abaixo (a parte sobre o Metal Open Air começa no 20° minuto).

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.