terça-feira, 22 de agosto de 2017

Mãe diz que Layne Staley morreu cinco vezes
terça-feira, agosto 22, 2017


A mãe de Layne Staley, Nancy McCallum, falou sobre o vício e a morte do filho em entrevista ao Seattle Times. O cantor do Alice In Chains faleceu aos 34 anos, em 2002, vítima de uma overdose de heroína e cocaína (speedball).

Nancy McCallum comentou que as composições de Layne Staley tratavam, justamente, da vida de um viciado. "Ele viajava pelo mundo, depois estava em casa e em tratamento. Ele caiu em uma armadilha. Entendi isso tarde demais", afirmou.

Ela destacou que a dependência é uma doença como qualquer outra e revelou que Layne Staley entrou para a reabilitação por 10 vezes. Segundo Nancy, Layne teve cinco paradas cardíacas e só foi salvo porque ele não estava sozinho nessas ocasiões. No último ataque, ele estava solitário.

O corpo de Staley foi encontrado, em sua casa, duas semanas depois de ele ter falecido. Foi recomendado que Nancy McCallum não entrasse na residência para ver Layne, mas ela entrou mesmo assim.

"Prometi que sempre estaria lá para meus filhos", disse. Nancy sentou ao lado do corpo de Layne no sofá e disse que estava arrependida. "Foi assim que acabou", afirmou.

Ainda que a polícia não tenha gostado da entrada de Nancy McCallum na residência, ela disse não ter se importado. "A sociedade pensa que as mães são fracas e choronas, mas elas vão à guerra, têm bebês. Essa foi minha guerra. Enquanto outros estavam no Afeganistão e no Iraque, ele lutava em uma guerra em casa. Ele escolheu compor sobre isso. Era um aviso", comentou.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.