sábado, 4 de novembro de 2017

Ozzy explica por que 1° disco do Black Sabbath é tão bom
sábado, novembro 04, 2017


Em entrevista ao programa de rádio "Sixx Sense With Nikki Sixx" (transcrição por Ultimate Guitar), o vocalista Ozzy Osbourne explicou por que o disco de estreia do Black Sabbath, autointitulado, é tão bom. A sua teoria foi reforçada por comentários do guitarrista Zakk Wylde, fã número um do Sabbath.

Ozzy explica que o tom de improviso e o conhecimento prévio do material foram essenciais para o resultado final. "Estávamos tocando o primeiro álbum ao vivo há algum tempo. Começamos na pegada blues-jazz. Se você ouvir o disco, é só uma jam. Jamais havíamos ido a um estúdio de gravação antes", afirmou.

A tecnologia precária da época também foi um fator importante. "Fomos ao Regent Sound, com duas mesas de som que gravavam em até quatro canais. Fizemos em dois dias. Pensávamos: 'ei, fizemos um disco!'. Na sequência, tínhamos mais canais, mais equipamentos e gastávamos mais tempo. É engraçado, porque você tem um aparelho de 16 canais e não sabe o que está fazendo, você usa um de 16 porque pensa que soa maior, mas não soa", disse Ozzy.

Zakk Wylde, então, comparou a situação à realidade dos Beatles e de Jimi Hendrix. "As pessoas sempre dizem: 'você consegue imaginar se eles tivessem todos os equipamentos e Pro Tools?'. E eu digo: 'os discos não seriam o que são'. É como lápis de cor. Você pode ter cinco, mas veja o que consegue fazer. Você tem que ser criativo. Se você misturar dois, tem uma cor diferente. A questão é ter que usar a imaginação se você tiver um equipamento limitado", afirmou.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.