sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Amy Lee, do Evanescence, fala sobre machismo na indústria musical
sexta-feira, dezembro 01, 2017


A cantora do Evanescence, Amy Lee, é citada como influência por muitas frontwomen do rock. Nomes como Lzzy Hale (Halestorm), Taylor Momsen (The Pretty Reckless) e Hayley Williams (Paramore) já elogiaram a vocalista publicamente, não só por seu trabalho em si, mas por ter mostrado que uma mulher pode, sim, fazer sucesso dentro do gênero musical em questão.

No entanto, em entrevista à Billboard, Amy Lee contou que sua trajetória na música não foi fácil. A artista citou, por exemplo, que se opôs à participação do rapper Paul McCoy na música "Bring Me To Life", sugerida pela gravadora Wind-up Records. McCoy acabou cantando na faixa, que fez sucesso. O selo também havia proposto que um rapper entrasse no grupo de forma permanente, algo que Lee discordou frontalmente e acabou não ocorrendo.

Amy diz que entrou em muitas lutas e sente que venceu a maior parte delas. "Às vezes, era difícil saber a diferença entre ser tratado como um jovem idiota - 'você é só uma criança, todos sabem mais do que você' - e ser tratado de certa forma por ser uma mulher", disse.

Segundo Lee, o caminho é um pouco mais complicado na indústria musical para quem é mulher. "Aprendi conforme fiquei mais experiente e muito disso foi porque sou mulher. Naturalmente, as pessoas nos veem como o 'sexo frágil', que vai ficar de lado e deixar os homens fazerem o 'trabalho verdadeiro'. Então, por diversas vezes, observei isso, reconheci e disse: 'não, vai acontecer da forma que eu quero, porque tenho certeza de que estou certa, é a minha arte e você não vai mudar isso'", contou.

Ainda de acordo com Amy Lee, tais conflitos na indústria musical são uma das razões pelas quais o Evanescence lança poucos discos. O grupo só divulgou quatro álbuns até hoje: "Fallen" (2003), "The Open Door" (2006), "Evanescence" (2011) e "Synthesis" (2017), sendo que este último é um registro de regravações orquestradas e eletrônicas, com três faixas inéditas.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.