sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Myles Kennedy afirma que a religião matou o pai dele
sexta-feira, janeiro 05, 2018


O vocalista Myles Kennedy (Alter Bridge, Slash) disse, em entrevista a Eddie Trunk com transcrição via Blabbermouth, que a religião matou o pai dele. A história de seu falecimento é a principal inspiração de seu primeiro disco solo, "Year Of The Tiger", a ser lançado em 9 de março deste ano.

"Notei que o ano do tigre (year of the tiger) foi 1974, ano em que meu pai morreu, quando eu ainda era criança. Minha família, naquela época, acreditava na Ciência Cristã. Essa mulher, Mary Baker Eddy, começou essa religião nos anos 1800 e a premissa era: não vá a médicos. Você deve acreditar que Deus vai te curar. É muito frustrante falar sobre isso", disse Kennedy, que tinha 4 anos de idade quando seu pai faleceu.

Assista a 'Year Of The Tiger', novo clipe solo de Myles Kennedy

Myles contou que seu pai teve apendicite e decidiu não ir ao médico. "Ele morreu dormindo porque o apêndice explodiu e gangrenou por toda parte. Ele não sabia o que era, porque não foi ao médico. Mas o interessante é que ele ficou muito doente cerca de oito semanas antes de morrer. Ele sentiu muita dor. Acredita-se que já tenha gangrenado a partir daí. Mas minha mãe foi acordá-lo e ele já havia morrido", afirmou.

O vocalista disse que suas duas avós também acreditavam na Ciência Cristã e também morreram após optarem por não ir ao médico. "A luz chegou à minha mãe um pouco antes de sua morte, pois ela trabalhou em uma casa de repouso e percebeu que muitas pessoas que acreditavam na Ciência Cristã estavam morrendo", pontuou.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.