segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Robb Flynn explica insultos racistas e homofóbicos em música do Machine Head
segunda-feira, janeiro 15, 2018


O frontman do Machine Head, Robb Flynn, explicou o uso de termos considerados ofensivos a negros e homossexuais no novo single da banda "Bastards". A faixa faz parte do álbum "Catharsis", que chega a público no dia 26 de janeiro, e faz uso de palavras como "faggots" e "niggers".

"É uma simples música folclórica para mim, são quatro acordes tocados milhões de vezes nos últimos 100 anos e ainda é a melhor forma de contar uma história. A canção é baseada em uma conversa que minha esposa e eu tivemos com nossos dois garotos, no dia após à eleição nos Estados Unidos. Foi uma conversa intensa e difícil", disse Robb Flynn, inicialmente, à Metal Hammer.

Flynn disse que ficou "realmente afetado" por isso e fez a letra de "Bastards" no dia seguinte. "Quando terminei, peguei uma guitarra e comecei a tocar os acordes e cantar o refrão. Gravei uma versão acústica no YouTube e pensei que seria só aquilo. Consegui dizer o que queria e buscava termos vulgares que estava ouvindo usarem contra", afirmou ele.

Segundo Flynn, a ideia não era colocar "Bastards" no disco. "O Machine Head sempre teve músicas empoderadas, mas a ideia de marcar território e não deixar os desgraçados te derrubarem aparece em
outras músicas - 'Catharsis', 'Hope Begets Hope', 'Eulogy' - e amarrou o disco", disse. No fim das contas, a faixa entrou na tracklist final, em uma regravação com toda a banda.

Confira, clicando aqui, a letra completa de "Bastards" (em inglês). Ouça a música no player abaixo.

Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.