quinta-feira, 29 de março de 2018

Grunge foi bom por mostrar que o rock não é aparência, diz Biff Byford
quinta-feira, março 29, 2018


Em recente entrevista ao podcast "Scars And Guitars", transcrita pelo Blabbermouth, o vocalista Biff Byford disse que o movimento grunge não atrapalhou tanto o trabalho do Saxon. Ele destacou, ainda, lados positivos do gênero musical, consagrado na década de 1990.

"Os fãs, realmente, os fãs leais nos mantiveram durante esse período. E, obviamente, a gravadora teve fé em nós e continuou lançando álbuns, então, nunca paramos de fazer o que fazemos", disse, ao ser questionado sobre o motivo pelo qual o Saxon ficou "intacto" às mudanças do período.

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"Acho que o Nirvana, Pearl Jam, acho que o grunge, em alguns aspectos, foi uma coisa boa. Chutou o traseiro de todos e disse: 'Não se trata de maquiagem e cabelo. Trata-se dos riffs de guitarra, da atitude e sobre o que estamos cantando'. Então, não acho que foi algo ruim, de verdade, para aquele período", complementou.

Byford destacou que, a cada 10 anos, um novo estilo chega a público, porém, foi possível se manter com a ajuda dos fãs e da gravadora. "Acho que fizemos o que toda banda fez. O (Iron) Maiden fez a mesma coisa, assim como o Motörhead, assim como o (Judas) Priest. Nós apenas tocamos para nossos fãs e aprendemos a nos adaptar", disse.

O vocalista destacou, ainda, que o Saxon sobreviveu devido a alguns ajustes financeiros. "Nós estávamos tocando em festivais e aceitamos um corte salarial, na verdade - uma atitude de classe trabalhadora, de verdade. É uma atitude de nunca se render", afirmou.
Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.