quinta-feira, 12 de abril de 2018

Dee Snider diz que não consegue mais fazer o que fazia no Twisted Sister
quinta-feira, abril 12, 2018


O vocalista Dee Snider disse, em entrevista a Eddie Trunk (transcrita pelo Blabbermouth), que não se arrepende de ter encerrado as atividades do Twisted Sister, em 2016, mais de um ano após a morte do baterista A.J. Pero. O motivo, segundo ele, é que não dá para apresentar, fisicamente, o mesmo vigor de suas performances com a banda no passado.

"Honestamente, não consigo fazer, hoje, o que fiz no último show do Twisted Sister - fisicamente. Não estou ficando mais jovem e as coisas estão se deteriorando e há coisas que eu sabia... eu me debatia como um louco, me jogava no chão e dizia: 'não posso seguir por muito tempo'. E estou fazendo um disco de metal agora, mas não farei o que fiz no Twisted Sister fisicamente", afirmou.

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O cantor complementou que, com o fim do Twisted Sister, ele poderia explorar outras vertentes. "Eu senti que, parando com o Twisted Sister, pelo menos, eu poderia mudar de marcha como artista. As pessoas dizem: 'você ainda é intenso', 'você ainda é isso' ou 'aquilo', mas o Twisted, para mim, foi outra coisa que precisei parar de fazer", disse.

Snider também ficou pensativo sobre seu futuro após ter lido um comentário feito por Tom Araya, frontman do Slayer, banda que anunciou sua turnê de despedida no início deste ano. "Digo isso com amor a Tom Araya, mas li uma entrevista onde Tom conversa sobre não conseguir mais bater cabeça no palco por conta de seus problemas no pescoço. E ele disse: 'eu costumava me definir a partir do quanto me debatia no palco, e, agora, tudo o que consigo fazer é sentar ali e ter o ritmo'. Foram as palavras dele. Aquilo me atingiu como uma tonelada de tijolos, porque senti por Tom e pensei: 'não quero que isso aconteça'. Ninguém vence a gravidade", afirmou.

O próximo disco solo de Dee Snider foi produzido por Jamey Jasta e ainda não tem data para ser lançado. O álbum sucede "We Are The Ones", de 2016.

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Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.