sábado, 9 de junho de 2018

Steven Adler critica 'Chinese Democracy', do Guns N' Roses: 'é só o disco solo de Axl'
sábado, junho 09, 2018


Em entrevista à rádio WRIF (transcrição via Alternative Nation), o baterista Steven Adler fez críticas ao "Chinese Democracy" lançado por sua ex-banda, o Guns N' Roses, em 2008. O álbum é o único do grupo a não contar com nenhum integrante da formação clássica a não ser o vocalista Axl Rose.

"Eu acho que Axl deveria ter chamado de W-A-R (em menção às iniciais de W. Axl Rose) ao invés de Guns N' Roses. Se chamasse de W-A-R, não teria vendido nenhuma cópia, mas tendo o nome do Guns N' Roses, foi capaz de vender um pouco. Isso foi como um disco solo, não havia outra pessoa da banda original", afirmou.

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Adler também falou sobre as proporções gigantescas relacionadas à produção de "Chinese Democracy", mas, em seguida, bancou o "morde-e-assopra" e destacou que não consegue encontrar Axl Rose pessoalmente. "Acho que provavelmente havia 20 pessoas tocando, levou 17 anos para fazer, isso é mais como um disco solo. Axl é realmente talentoso e muito inteligente, eu o amo, gostaria de poder lhe dar um abraço e um beijo, mas eu não posso vê-lo", disse.

Em seguida, o baterista destacou que, pelo tempo que "Chinese Democracy" levou para ser produzido, uma verdadeira obra de arte deveria ser apresentada - o que, para ele, não ocorreu. "Acho que a música que fizemos no começo da carreira foi o que manteve o nome vivo, porque ele com ele 17 anos sem fazer nenhum disco, pensei que ele iria sair com uma 'Bohemian Rhapsody' (música do Queen), 'The Wall' (disco do Pink Floyd), 'Quadrophenia' (álbum do The Who), ou 'Dark Side Of The Moon' (outro clássico do Pink Floyd), mas é só o disco solo de Axl. Axl é ótimo - quando você é ótimo, você é ótimo -, mas o 'Appetite For Destruction' vendeu 100 milhões de cópias e aquele outro vendeu 500 mil. Aí está", afirmou.

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Igor Miranda Jornalista natural de Uberlândia (MG). Apaixonado por rock há mais de uma década, começou a escrever sobre música desde 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Co-fundou e integrou o site Van do Halen até o ano de 2013 - apesar de ainda manter uma coluna, chamada "Cabeçote" e publicada sempre nas noites de segundas-feiras. Atualmente é redator-chefe da área editorial do site Cifras, afiliado ao R7. Trabalhou como repórter do jornal Correio de Uberlândia entre 2013 e 2016.