14 álbuns e músicas de rock e metal lançados nesta sexta (22/2) que chamam a atenção


Nessa breve lista comentada, divulgo álbuns e músicas lançados nesta sexta-feira (22) que chamaram a minha atenção. São, no geral, boas recomendações que se destacaram no meu gosto - e que podem te convencer também.

Ouça, a seguir, 14 álbuns e músicas de rock e metal lançados nesta sexta-feira, 22 de fevereiro - ou durante a semana -, que chamaram a minha a atenção.

Depois, não deixe de conferir:
80 álbuns de rock e metal que serão lançados em fevereiro de 2019
7 boas músicas lançadas na última sexta-feira, 15 de fevereiro
- 3 bons álbuns lançados na última sexta-feira, 15 de fevereiro

Álbuns

Gary Clark Jr - "This Land": O quinto álbum de estúdio desse guitarrista de blues rock americano - e terceiro em uma grande gravadora - é, de longe, o mais diverso e versátil de seu catálogo. A pegada bluesy de outrora se faz presente, mas divide espaços com experimentos que vão do reggae ao punk (!), além de transitar por gêneros com os quais ele já havia flertado antes, como o R&B e a soul music. Soa como o trabalho definitivo de Gary Clark Jr. Se não fizer sucesso e alavancar seu nome ao mainstream de vez, será uma tremenda injustiça.



John Mayall - "Nobody Told Me": Há quem possa pensar que John Mayall já fez história com seus trabalhos, seja solo ou com o Bluesbreaker, que contou até com Eric Clapton. Aos 85 anos, Mayall não compartilha desse pensamento e segue na ativa. O sucessor de "Talk About That" (2017) reedita o blues rock que o consagrou, só que com alguns convidados de peso, como Alex Lifeson (Rush), Todd Rundgren, Joe Bonamassa. e Steven Van Zandt, o Miami Steve. Vale muito a pena conferir.



Last In Line - "II": Pode ser pelas minhas expectativas altas ou, de fato, pelo que foi apresentado, mas o segundo álbum dessa boa banda de heavy metal, inicialmente formada como homenagem à line-up clássica do Dio, não soa tão inspirado como o primeiro, "Heavy Crown" (2016). O problema é, basicamente, de repertório: as composições da estreia eram mais fortes. O restante está muito bem encaixado, como esperado. Apesar da comparação desfavorável, ainda é um bom disco, que destaca o bom entrosamento entre o guitarrista Vivian Campbell e o baterista Vinny Appice, além dos ótimos vocais de Andrew Freeman.



Dream Theater - "Distance Over Time": Era necessária uma reação após o pomposo e criticado "The Astonishing" (2016). E o Dream Theater conseguiu fazendo exatamente o oposto: soando mais simples e direto ao ponto. Compor de forma enxuta pode ser um desafio para uma das bandas mais famosas de metal progressivo, mas eles conseguiram se sair bem. O grupo soa entrosado e apresenta músicas que cativam. É o melhor desde o autointitulado de 2013 e tem posição de destaque na discografia do grupo, que, para mim, não é das mais regulares.

- Leia resenha: Dream Theater agrada ao notar que menos é mais em Distance Over Time



West Bound - "Volume I": Dá para dizer que a parceria entre o vocalista Chas West e o guitarrista e produtor Roy Z deu certo. O álbum de estreia desse projeto, mais um da gravadora Frontiers, transita bem entre o hard rock e o heavy metal, com o toque que apenas Roy poderia dar. West, às vezes, capenga nos vocais e nem todo o repertório é atrativo, mas vejo margem para o projeto evoluir.



Walls of Blood - "Imperium": Não apostava um centavo nesse álbum, que dá início a um projeto de Glen Drover (ex-guitarrista do Megadeth e King Diamond) com diversos vocalistas. Dessa forma, fiquei relativamente surpreso com o resultado. Ao lado de bons convidados, como Todd La Torre (Queensrÿche), Tim "Ripper" Owens (Judas Priest) e Chuck Billy (Testament), o disco apresenta músicas que, embora pequem por alguns excessos típicos do heavy metal, soam interessantes para fãs de som pesado no geral. Drover, como poderia se imaginar, é o grande destaque, com riffs e solos que justificam suas passagens por duas grandes bandas do estilo.



Candlemass - "The Door To Doom": É difícil rolar decepção por parte do Candlemass. Não à toa, é uma das melhores bandas de doom metal - se não a melhor, excluindo-se, obviamente, o seminal Black Sabbath. E por falar em Sabbath, o guitarrista Tony Iommi colabora com um solo para a ótima faixa "Astorolus - The Great Octopus". O vocalista Johan Längqvist voltou bem para a banda, não deixando parecer que ficou fora por mais de três décadas, e o restante segue como habitual: músicas boas e pesadas o suficiente para te fazer questionar a agressividade de qualquer outro grupo do gênero.



Overkill - "The Wings Of War": E por falar em regularidade, o Overkill lançou o 19° álbum de sua carreira. Ainda que eu tenha gostado mais do anterior, "The Grinding Wheel" (2017), o novo disco também é muito bom. Quando se fala desse quinteto de Nova Jersey, não dá para esperar outra coisa além de thrash metal à moda antiga, com destaque para a pegada violenta e, especialmente, o baixo marcante de D.D. Verni.



Músicas

Mötley Crüe - "The Dirt (Est. 1981)": De volta apenas para gravar quatro músicas para a trilha sonora de sua cinebiografia, "The Dirt", o Crüe mostra, logo no primeiro single, que não deveria ter acabado. Ok, o contrato só prevê o fim para turnês, mas dificilmente esses caras vão se reunir de novo para registrar um álbum ou, mesmo, faixas inéditas. "The Dirt (Est. 1981)" passa a limpo a história e a pegada típica do Mötley, com boa interpretação de seus quatro integrantes e até uma participação pontual do rapper Machine Gun Kelly, que interpretará o baterista Tommy Lee no longa-metragem, com estreia marcada na Netflix para 23 de março. Hard rock de peso.



Mark Morton e Myles Kennedy - "Save Defiance": Apesar da ótima lista de convidados, não esperava muito de "Anesthetic", primeiro álbum solo de Mark Morton, guitarrista do Lamb Of God. Fui surpreendido pelos dois singles divulgados anteriormente - especialmente a ótima "Cross Off", com o saudoso Chester Bennington - e, agora, a nova "Save Defiance" chama a atenção. Aqui, adota-se uma pegada típica do Alter Bridge, banda de origem de Kennedy, mas com uma evolução sonora, focada no peso, que a própria banda do cantor deveria ter apostado há algum tempo. "Anesthetic" sai dia 1° de março.



Duff McKagan - "Tenderness": Como faixa, a calma e acústica "Tenderness" é um bom momento do baixista do Guns N' Roses - que, aqui, assume o vocal e o violão, além das quatro cordas, e conta com uma banda de apoio que vai do cantor country Shooter Jennings nos teclados e produção ao guitarrista Jonathan Wilson, da banda solo de Roger Waters (Pink Floyd). Porém, dentro do contexto do próximo álbum solo do músico, cujo título e data de lançamento não foram anunciados ainda, pode ser que decepcione. Duff já prometeu que o trabalho não será tão orientado ao rock e será mais introspectivo, servindo como uma espécie de sequência para o livro "How to Be a Man (and Other Illusions)", de 2015. Resta esperar, mas o primeiro single é gostoso de se ouvir.



Burning Rain - "If It's Love": Entendo que o guitarrista Doug Aldrich sempre recebeu boas propostas de trabalho - já tocou com Whitesnake, Dio, House of Lords, Glenn Hughes e por aí vai, além de integrar o The Dead Daisies hoje -, mas sempre que ouço algo do Burning Rain, penso que a banda deveria ter tido alguma continuidade. "If It's Love", segundo single do próximo álbum da banda - "Face The Music", que sai em 22 de março -, é mais uma boa música que, infelizmente, passará batida por fãs de hard rock bem tocado e de influências diversas. Vale muito a pena dar o play e conferir.



Backyard Babies - "44 Undead": Daqui uma semana, o Backyard Babies lança seu oitavo disco de estúdio, "Sliver & Gold". E julgando pelos três singles já divulgados - especialmente o mais recente, "44 Undead" -, o álbum deve se afastar um pouco da veia punk/sleaze que consagrou o grupo e apostar em um som mais hard/classic rock, com foco nos riffs de guitarra e andamentos um pouco mais cadenciados. Para o meu gosto, uma boa aposta. "44 Undead", de bons ganchos melódicos e muito bem formatada, evidencia bem o porquê da minha boa impressão a respeito do que vem por aí.



Vintage Trouble - "Don't Stop Forever": Donos de alguns dos discos mais envolventes dessa década, o Vintage Trouble está de volta com um novo single, intitulado "Don't Stop Forever". O mergulho no pop rock com fortes pitadas de R&B é evidente - e irresistível -, mas ainda não se sabe se a canção fará parte de um próximo álbum ou EP - o último lançamento do grupo foi o EP "Chapter II - EP I" no ano passado.



Outros álbuns lançados nesta sexta-feira, 22 de fevereiro (clique no título do disco para ouvir, via Spotify):

Electric Mary (hard rock) - "Mother";
Rhapsody Of Fire (power metal) - "The Eighth Mountain";
Spirits Of Fire (supergrupo com Tim "Ripper" Owens, Chris Caffery e Steve DiGiorgio) - "Spirits Of Fire";
The Claypool Lennon Delirium (projeto com Les Claypool, do Primus, e Sean Lennon) - "South Of Reality";
Delain (symphonic metal) - EP "Hunter's Moon";
O.R.k. (rock progressivo) - "Ramagehead";
Badflower (alternative rock) - "OK, I'm Sick";
Find Me (melodic hard rock) - "Angels In Blue";
Ghost Ship Octavius (metal progressivo, com Van Williams, do Nevermore) - "Delirium";
Tora Tora (hard rock) - "Bastards Of Bale";
Tug Of War (melodic hard rock) - "Soulfire";
Ænimus (technical deathcore) - "Dreamcatcher";
Imperia (symphonic/gothic metal) - "Flames Of Eternity";
Gatekeeper (heavy metal) - EP "Grey Maiden";
The Moth Gatherer (sludge/post-metal) - "Esoteric Oppression";
Graham Stirrett (death metal, guitarrista do Phear) - "Masquerade";
Ghost Iris (progressive metalcore/djent) - "Apple Of Discord";
Grandson (rap rock) - EP "A Modern Tragedy, Vol. 2";
FM (hard rock/AOR) - ao vivo "The Italian Job";
Pretty Maids (hard rock) - box set "A Blast From The Past", com 12 álbuns relançados;
Visions of Atlantis (symphonic metal) - ao vivo "The Deep & The Dark Live @ Symphonic Metal Nights";
Reef (rock alternativo) - ao vivo "In Motion (Live from Hammersmith)".
14 álbuns e músicas de rock e metal lançados nesta sexta (22/2) que chamam a atenção 14 álbuns e músicas de rock e metal lançados nesta sexta (22/2) que chamam a atenção Reviewed by Igor Miranda on sexta-feira, fevereiro 22, 2019 Rating: 5

Nenhum comentário