Entrevista: Mike Kroeger fala sobre Nickelback no Brasil, futuro e heavy metal


O Nickelback está de volta ao Brasil. Seis anos após a primeira passagem pelo país, a banda canadense retorna não apenas para tocar no Rock in Rio, festival onde se apresentou em 2013, como, também, para se apresentar no festival Itaipava de Som a Sol, que acontece no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, entre o fim de setembro e início de outubro.

O Itaipava de Som a Sol reúne shows de artistas do rock e pop. Além do Nickelback, que toca no dia 3 de outubro, vão rolar apresentações de Weezer (26 de setembro), Dave Matthews Band (27 de setembro), Seal (29 de setembro) e Black Eyed Peas (4 de outubro). Ainda há ingressos à venda, no site do Ingresso Rápido.

Em entrevista exclusiva, o baixista do Nickelback, Mike Kroeger, falou sobre o que espera dessa nova turnê pelo Brasil. “Nossas expectativas são baseadas no show que fizemos da última vez. Nos divertimos muito, os fãs brasileiros foram muito bons. Agora, esperamos ainda mais: que seja mais divertido, mais empolgante. Estamos muito animados”, afirmou ele, que declarou adorar as bandas com as quais dividirá palco no Brasil, especialmente o Muse e o Imagine Dragons, com quem o grupo toca no Rock in Rio, em 6 de outubro.



E o que os fãs podem esperar do Nickelback? “Vamos tocar um repertório semelhante ao que está sendo apresentado na atual turnê. Podem acontecer algumas mudanças, mas será algo nessa linha. Não preparamos muito, somos um pouco desorganizados e ainda não definimos exatamente como será. Mas vamos garantir que todas as músicas favoritas do público estejam presentes”, disse.

De fato, todos os sucessos do Nickelback estão no repertório da “Feed the Machine Tour”, que, apesar de promover o álbum “Feed the Machine” (2017), conta apenas com uma música desse disco: a faixa autointitulada. O restante do material resgata quase todos os trabalhos anteriores da banda.



Entre os destaques dos setlists da turnê, estão as populares “Photograph”, “Someday”, “Far Away”, “Rockstar”, “Gotta Be Somebody”, “How You Remind Me”, “When We Stand Together”, “Lullaby” e até “Hero”, que o vocalista Chad Kroeger gravou com Josey Scott (ex-membro da banda Saliva) para a trilha sonora do filme “Homem-Aranha” (2002). Ou seja: se você estiver para assistir aos caras no palco, espere por uma verdadeira chuva de hits.

Recuperação de Chad e futuro

A figura de Chad Kroeger é importante para o Nickelback não só por ser o vocalista e um dos guitarristas da banda, como, também, por assumir as funções de frontman e compositor. Por isso, o baque foi forte quando a banda precisou cancelar sua agenda pelos Estados Unidos, entre 2015 e 2016, para que o cantor fizesse uma cirurgia para remoção de um cisto em suas cordas vocais.

Apesar do susto, Mike Kroeger garante que o irmão voltou ainda melhor. “Após a cirurgia, ele voltou cantando mais alto do que nunca, é até engraçado (risos). Ficamos nos perguntando como ele voltaria após essa cirurgia, porque ele fez a operação e não podia nem conversar por seis meses. Então, não sabíamos como a voz dele voltaria, mas ficamos muito felizes com o resultado, porque ele pode cantar ainda mais alto”, afirmou ele. Além dos irmãos, a banda é completa por Ryan Peake na guitarra e Daniel Adair na bateria.



Com o fim da “Feed the Machine Tour”, o Nickelback deve gravar um novo álbum de estúdio. As primeiras músicas já estão sendo desenvolvidas por Chad Kroeger, segundo Mike. “Ouvi algumas ideias e são boas. Chad é um ótimo compositor. Mas é difícil de dizer algo, porque está muito cedo e as ideias precisam se desenvolver. No processo de composição, quando nós fazemos a primeira demo, muda bastante se comparado ao resultado final. Ainda é um ‘bebê’ e precisamos que se desenvolva mais”, disse.

Antes do disco, um projeto diferente deve ser divulgado: um documentário que conta a história da banda. “O documentário já foi quase todo gravado. Acho que vamos fazer mais algumas gravações. É como a história do Nickelback, para nos conhecer melhor, cada um dos indivíduos, pois somos diferentes. É algo que nunca fizemos antes. Além disso, vamos contar a história do Nickelback, algumas curiosidades que ninguém sabe”, afirmou.


Há espaço, ainda, para que o Nickelback faça algo para celebrar o seu 25° aniversário – a banda foi formada em 1995. Porém, nada planejado ainda. “Somos muito desorganizados”, destacou o baixista.

‘Feed the Machine’, peso e heavy metal

Lançado em junho de 2017, “Feed the Machine” é, certamente, um dos trabalhos mais pesados do Nickelback. A intenção, de acordo com Mike Kroeger, era promover uma “volta às raízes”, ainda que os integrantes tenham mudado bastante suas mentalidades com o passar dos anos. “Nossa ideia era fazer um álbum de rock direto, semelhante ao que fazíamos no começo, quando ainda não tínhamos feito as músicas românticas. Queríamos explorar essa pegada mais pesada. Ouvi muita gente dizendo que conseguimos fazer isso”, disse.



Não chega a ser um trabalho que flerta com o heavy metal, mas Mike Kroeger é, notavelmente, um grande fã de música pesada como um todo. “Já considerei ter uma banda mais pesada. Só não tenho tempo para fazer isso, mas adoraria. Antes do Nickelback ser formado, eu toquei em bandas de hardcore em Vancouver, curtia muito tocar esse som. Gostaria de fazer de novo, mas não estou tendo tempo. Um dia, talvez dê certo”, afirmou.

Ele revelou, ainda, quais bandas de som pesado está ouvindo ultimamente. “Toda vez que o Slipknot lança um álbum, eu me apaixono pelo novo e pelos antigos. Aconteceu de novo: eles lançaram o novo disco (‘We Are Not Your Kind’) e estou ouvindo todos os álbuns, inclusive os antigos. Gosto bastante do Meshuggah, estou começando a ouvir o Cro-Mags de novo. Conheci o Harley (Flanagan, baixista) quando estive em Nova York e ficamos amigos. Agora, estou ouvindo as coisas deles de novo. Hardcore de Nova York, cara!”, disse.



Serviço – Nickelback em São Paulo

Local: Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega, 1.361 – Ibirapuera – São Paulo)
Data: 3 de outubro (quinta-feira)
Acesso ao entorno do ginásio: 18h
Portas: 19h30
Nickelback: 21h30

Classificação etária: 14 (quatorze) anos desacompanhados. Menores de 14 (quatorze) anos poderão comparecer ao evento desde que acompanhados dos pais e/ou responsáveis legais. Informação sujeita à alteração, conforme decisão judicial.

Valores

Setor, inteira e meia
  • Pista: R$ 580, R$ 290
  • Cadeira Inferior Central: R$ 650, R$ 325
  • Cadeira Inferior Lateral: R$ 550, R$ 275
  • Cadeira Superior Central: R$ 350, R$ 175
  • Cadeira Superior Lateral: R$ 300, R$ 150
  • Cadeira Especial: R$ 450, R$ 225
Ingressos parcelados em até 4x:

Online: www.ingressorapido.com.br/nickelback
Pontos de venda: https://www.ingressorapido.com.br/sales-point (site para desktop)

Ponto de venda sem taxa: bilheterias do Ginásio do Ibirapuera (rua Manoel da Nóbrega, 1.361 – Ibirapuera – São Paulo), de segunda a sábado, das 13h às 19h, exceto feriados.
Entrevista: Mike Kroeger fala sobre Nickelback no Brasil, futuro e heavy metal Entrevista: Mike Kroeger fala sobre Nickelback no Brasil, futuro e heavy metal Reviewed by Igor Miranda on quinta-feira, setembro 26, 2019 Rating: 5

Nenhum comentário