H.E.A.T busca volta às origens no novo álbum H.E.A.T II, ouça e leia resenha


O H.E.A.T lançou, nesta sexta-feira (21), seu sexto álbum de estúdio. O trabalho, intitulado 'H.E.A.T II', chega a público por meio da earMUSIC, com edição em CD nacional pela Shinigami Records.

Ouça a seguir, via Spotify ou YouTube (playlist):





'H.E.A.T II' é o primeiro álbum do H.E.A.T a ser produzido, por completo, pela própria banda. O guitarrista Dave Dalone e o tecladista Jona Tee assumem a função - a formação do grupo é completa por Erik Grönwall no vocal, Jimmy Johansson no baixo e Lars Jarkell na bateria.

Em material de divulgação, a banda explica que, apesar de ser o sexto álbum de estúdio, 'H.E.A.T II' recebeu esse título porque, segundo os músicos, o trabalho soa como se eles tivessem gravado o disco de estreia em 2019.

A essência parece ser essa. Vindos de um álbum bastante contestado - o artificial 'Into the Great Unknown' (2017), que falha ao explorar mal a influência do pop -, o H.E.A.T aprendeu com seus erros e voltou a fazer o que os fãs esperam: hard rock ganchudo, de forte veia melódica, mas sem abrir mão de um peso eventual.



O meio-termo é a grande tônica de 'H.E.A.T II'. Enquanto o bom 'Tearing Down the Walls' (2014) apostou em uma produção mais seca e com menos força dos teclados, 'Into the Great Unknown' pecou ao colocar as teclas de Jona Tee na linha de frente e ter sonoridade desequilibrada. Já o novo álbum não seguiu para um lado, nem para o outro: percorreu os caminhos apresentados nos primeiros registros do grupo, especialmente 'Address the Nation' (2012), o primeiro com Erik Grönwall.

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Ainda que a abertura com 'Rock Your Body' não empolgue por abusar dos clichês, a tracklist a partir de 'Dangerous Ground' se apresenta forte e consistente. A AOR 'Come Clean', a quase épica 'Victory' e a badass 'We Are Gods', em sequência, formam uma trinca elogiável.

'Adrenaline' resgata a fórmula "hard rock para arenas", enquanto 'One By One' até lembra um pouco o material de 'Into the Great Unknown', mas com certa classe. A balada 'Nothing To Say' soa brega, mas 'Heaven Must Have Won An Angel' explora bem os clichês do hard melódico. A ótima 'Under The Gun' e a dispensável 'Rise' concluem a tracklist, que é bem montada e não peca por excessos ou por não encerrar no momento correto, já que são 45 minutos no total.



'H.E.A.T II' já é citado por sites especializados em hard rock como um dos melhores trabalhos do H.E.A.T - talvez o melhor, em algumas análises. Ainda é preciso ter cautela ao determinar como esse trabalho se posiciona na discografia da banda sueca. Nem todas as músicas são acima da média e falta aperfeiçoar certos elementos, como a concepção de riffs e solos de guitarra - Dave Dalone parece cada vez menos criativo.

Apesar disso, o álbum volta a indicar um futuro promissor para uma banda que já fez tanto em pouco tempo. O H.E.A.T que todos os fãs conheceram e aprenderam a admirar está de volta. Que seja para ficar.

'H.E.A.T II' está representado na playlist de lançamentos, atualizada semanalmente. Siga e dê o play:



Confira, abaixo, a capa e a tracklist de 'H.E.A.T II':


1. Rock Your Body
2. Dangerous Ground
3. Come Clean
4. Victory
5. We Are Gods
6. Adrenaline
7. One By One
8. Nothing To Say
9. Heaven Must Have Won An Angel
10. Under The Gun
11. Rise
H.E.A.T busca volta às origens no novo álbum H.E.A.T II, ouça e leia resenha H.E.A.T busca volta às origens no novo álbum H.E.A.T II, ouça e leia resenha Reviewed by Igor Miranda on sexta-feira, fevereiro 21, 2020 Rating: 5

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